…e outro pra não ver

Não veja no cinema: TÃO FORTE E TÃO PERTO (Extremely Loud & Incredibly Close)

Nota 3

Há tempos eu não via um filme tão ruim.

A história, que tinha tudo para ser boa, se perde num vazio.

Temos que ouvir milhares de vezes os recados deixados pelo pai do garoto, morto no World Trade Center, na secretária eletrônica.

E aí ele acha uma chave e cisma que ela vai levar a uma mensagem secreta que seu pai deixou para ele.

Isso dá sentido a sua vida e propicia seu luto.

Daí ele corre atrás da origem da chave — e encontra uma porção de personagens que são clichês ambulantes.

E, no fim… outro clichê. E você termina o filme pensando: “E daí?” Porque paguei imensos e cada dia mais absurdos R$ 22 para assistir a esse filme no cinema?

Não vale a pena nem fazer a crítica dele (eu geralmente só escrevo aqui sobre os filmes que valem a pena assistir, né? Por exemplo, não escrevi sobre o parto que é “A Árvore da Vida”), mas fica como dica para que não percam seu precioso tempo e dinheiro e vão assistir, no lugar, o ótimo “A Invenção de Hugo Cabret” ou “Histórias Cruzadas” ou “O Artista” ou tantos outros da minha listinha de filmes promissores (como “O Homem que Mudou o Jogo”, “Albert Nobbs”, “Sete Dias com Marilyn”, “A Separação” etc).


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Por Cristina Moreno de Castro (kikacastro)

Mineira de Beagá, escritora, jornalista (passagem por Folha de S.Paulo, g1, TV Globo, O Tempo etc), blogueira há mais de 20 anos, amante dos livros, cinéfila, blueseira, atleticana, politizada, otimista, aprendendo desde 2015 a ser a melhor mãe do mundo para o Luiz. Autora dos livros A Vaga é Sua (Publifolha, 2010) e (Con)vivências (edição de autor, 2025). Antirracista e antifascista.

4 comments

  1. Também não gostei não. Sabe o que é? A força do livro está toda na linguagem infantil construída (eu li em inglês, mas pelo que folheei da tradução brasileira, está muito caprichada), o Safran Foer é demais. Superjovem e um gênio com as palavras. O livro me ganhou na primeira página (o que não e fácil) e eu li em duas tardes. O filme, claro, adapta a trama e não a linguagem. Com o “delay”, a trama ficou velha, melosa e clichê. Temos que entender que isso foi sim uma questão nos EUA (como o Holocausto foi na Alemanha), e claro, ainda é muito maior que pra gente. No romance, em nenhum momento há uma exacerbação do 11/09. É a história do menino que perde o pai, com as outras descobertas que ele vai fazendo. Lindo mesmo. Quase mudei de objeto de tese.

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