quatro anos

Ontem fiz quatro anos de Terra Cinza.

A cidade me homenageou à altura: acordei com o maior solão e logo depois o tempo fechou, tudo ficou cinza e começou a chover-chover-chover por várias horas.

Hoje é dia de fazer um balanço na vida. Se até o Econ 24 horas perto de casa, que nunca fecha, nem no Carnaval, fecha uma vez por ano para balanço, a gente também tem que fazer isso de vez em quando, né?

Estou fechada para balanço hoje.

Pensando nos prós e contras de ter mudado de cidade e Estado, ficado longe da família e de muitos dos amigos, tudo em nome da profissão que abracei para a vida.

Pensando no que progredi nessa profissão durante o período, já que venho me dedicando mais a ela que a todos os outros aspectos da minha vida — então se espera que a energia gasta nesse lado da vida tenha servido para algo.

Pensando também nos novos amigos que conheci aqui e mesmo nos amores, todos tão complicados.

E nos encargos, nas despesas, nas contas bancárias, nas rugas e nos fios de cabelo branco.

Completarei meu balanço no dia 27 deste mês, quando farei outro tipo de aniversário.

E aí iniciarei também outro tipo de balanço, aquele voltado para o futuro, fincado em planos e sonhos e expectativas novas.

Por enquanto, não tenho conclusões, ainda é cedo para elas. A única certeza que tenho é que foi bom mudar há quatro anos, pelo simples fato de mudar, e que talvez, em breve, seja hora de mudar de novo algum aspecto da minha vida. Mas ainda não sei qual, nem como, nem quando.

Enfim, estou falando demais para alguém fechada para balanço, né? Bom domingo para vocês.

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