Viagem ao tempo dos bondes

Na época que fiz esta matéria sobre o último bonde de São Paulo, visitei o Museu dos Transportes, vinculado à SPTrans, para entrevistar seu diretor e coletar dados sobre a história dos bondes no Brasil.

Na ocasião, aprendi um monte de coisas sobre aquelas máquinas que eram ecologicamente corretas e chegavam a alcançar 60 km/h (muito mais do que se alcança hoje, em tempos de congestionamento constante). Depois daquelas horas de visita ao museu, lamentei muito a estratégia dos governos da época de estimular todo o planejamento do trânsito para os carros em vez de manter aquele transporte coletivo que era inclusive barato ao bolso dos passageiros.

Quer dizer, havia alguns bondes mais modernos e careiros, como o bonde “Gilda” (apelido dado em homenagem à musa Rita Hayworth, que interpretou Gilda no cinema e era bonita como aquele bonde). Nas fotos abaixo, ele é o que descia pela avenida Angélica, se não me falha a memória.

Minhas anotações ficaram perdidas em algum dos meus bloquinhos, mas a experiência de visitar aquele museu foi muito legal, como se eu tivesse entrado numa máquina do tempo. As fotos mostram os bondes abarrotados de homens com chapéus (como nos livros de crônicas do Drummond), os “bondes das lavadeiras”, onde as mulheres trabalhadoras andavam (e que era mais barato, por isso contava com alguns “penetras”), a inauguração do primeiro bonde, a volta do último bonde etc. Isso sem falar nos ônibus e carros antigos.

Ah, sim: a visita a esse museu é de graça. Uma boa dica de passeio para levar as crianças…

Algumas fotos que eu fiz:

Fotos: CMC

CLIQUE AQUI para ver o endereço, horário de funcionamento, telefone e outras informações sobre o museu.


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Por Cristina Moreno de Castro (kikacastro)

Mineira de Beagá, escritora, jornalista (passagem por Folha de S.Paulo, g1, TV Globo, O Tempo etc), blogueira há mais de 20 anos, amante dos livros, cinéfila, blueseira, atleticana, politizada, otimista, aprendendo desde 2015 a ser a melhor mãe do mundo para o Luiz. Autora dos livros A Vaga é Sua (Publifolha, 2010) e (Con)vivências (edição de autor, 2025). Antirracista e antifascista.

2 comments

  1. O governo optou pelo transporte rodoviário, trazendo as montadoras e sucateando as poucas e ótimas ferrovias que havia no pais. Não sei a troco de quantas “moedas”; provavelmente trinta!
    Ainda hoje, circulam bondinhos destes antigos em Lisboa, com muito sucesso.

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