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Luto pelo email

tem gente anunciando o fim dos blogs (droga, justo agora que recém-criei o meu! :() e eu ainda nem assimilei o fim dos emails, dado como presunto há vários meses.

Minha ficha começou a cair há umas duas semanas. Sério, há coisa de suas semanas meus emails pessoais simplesmente pararam de ser atualizados. Parei de receber mensagens por email! Meu Gmail, que fica aberto o dia inteiro, na minha frente, parou de ter o esperado numerozinho de mensagens entre parêntesis me indicando que algum parente ou amigo quis gastar uns minutinhos pra me contar coisas da vida, ou perguntar da minha.

Os viões da história são as redes sociais, claro, que ainda não captei para que servem de verdade.

Porque, ao mesmo tempo, ocorreu um fenômeno curioso: eu, que nunca entro espontaneamente no Facebook, só alertada por emails, comecei a receber mensagens dos amigos só por lá.

Lembram da boa e velha troca de emails marcando um almoço ou um buteco de happy hour? Agora a combinação passou a ser toda feita pelo Facebook! =O

E como os emails são a coisa mais legal da internet, disparado, fico triste que seja assim. Já estou nostálgica antecipadamente, como ainda sou das fitas k7, vinis e tudo o mais (um dia ainda escrevo sobre minha resistência a esses tais de iPads, que já anunciam como assassinos de livros…).

E aguardo ansiosamente pelos comentários que me mostrem que eu não deveria ser essa dromedária tecnológica (até pra provarem que meu blog não está à beira da falência :D).

Cristina Moreno de Castro Ver tudo

Mineira de Beagá, jornalista, blogueira, poeta, blueseira, atleticana, otimista, aprendendo a ser mãe. Redes: www.facebook.com/blogdakikacastro, twitter.com/kikacastro www.goodreads.com/kikacastro. Mais blog: http://www.otempo.com.br/blogs/19.180341 e http://www.brasilpost.com.br/cristina-moreno-de-castro

26 comentários em “Luto pelo email Deixe um comentário

  1. Kika, ainda há uma esperança _para o e-mail e para os blogs. Apesar de os dados globais apontarem uma redução na criação de páginas pessoais na web, isso ainda não aparece no Brasil (como sempre, estamos atrasados).
    Com relação ao e-mail, ficou com um dado impressionante da Blue State Digital, que participou da campanha de Dilma Rousseff: segundo eles, todos os perfis em redes sociais somados atraíram menos gente aos sites oficiais de campanha do que o bom e velho correio eletrônico.
    bjs

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  2. Kikacris!
    Meu email continua vivinho, principalmente o gmail e eu não sou muito fã do facebook não!
    Só fiz um porque “precisei”, agora esse negócio de ipad e afins eu odeioooooooo!!!!!!
    Nunca que eu vou preferir um trambolho desse a um livro, além de ser os olhos da cara, dá dor de cabeça, eu não gosto nem de ler muito no pc, imagina nisso!
    E dá uma raiva das pessoas tecnológicas, você tá falando com uma amiga daí ela nem presta atenção no que você diz e fica lá parecendo uma louca com o celular na mão twitando. É mole?
    O seu blog é um dos meus preferidos, eu ia até te falar pra fazer um post sobre como montar um blog decente, vontade eu tenho só que me falta inspiração pra ter um.
    Abraços!
    =D

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  3. Cris,
    Eu garanto que te mandarei sempre um email amigo e seu blog está entre os favoritos. Sem esquecer de uns postais pelo velho correio mesmo, que eu adoro enviar para os amigos 😀

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  4. Imagino que quando inventaram o papiro alguém reclamou que os “tablets” de argila estavam morrendo. Quando inventaram a impresa alguém reclamou que os livros manuscritos estavão mortos. O que importa é que continuamos escrevendo, e reclamando. Também reativei meu blog há pouco. Fiz o primeiro em 2003. Acho que os blogs ainda vão longe. E se morrerem é porque outra coisa boa vai entrar no lugar. Sempre vai ter gente querendo escrever e gente querendo ler, seja qual for a mídia. Ainda uso bastante o e-mail. Mas como não sou muito novo, sinto falta mesmo é das cartas. Embora saiba que não há mais tempo para as cartas nessa correria de hoje.
    Ps. Conheci seu blog pelo Idelber. Os blogs estão aí!

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    • Você tem razão, Carlos. Mas sou uma eterna reclamadora da falta que as coisas antigas fazem. E o mais engraçado é que sou, ao mesmo tempo, usuária de todas as novas tecnologias, mais cedo ou mais tarde. Às vezes resisto um bocado, mas no final sempre me rendo.
      E tenho várias pastas de cartas que eu trocava com as pessoas quando era criança. Acho uma pena que não tenhamos mais tempo para cartas. Li outro dia o livro “Correspondências”, com as cartas trocadas por Clarice Lispector, e fiquei feliz por ter tido o privilégio de tê-las ali, em livro, imortalizadas, tão boas sabedorias para se ler e reler. Já os emails (e, pior ainda, os tweets e scraps) são tão fugazes! Quanta coisa boa de ler está sendo perdida para sempre nos blogs desativados da vida? 😦
      Bem, espero que volte sempre! O Idelber me trouxe muitos bons leitores 🙂
      abraços,

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  5. Seus posts são demais, Cris. Ou melhor, diferentes. Tem sempre um olhar reflexivo, crítico e analático dos temas/assuntos, independentemente de qual seja. Good! Então, você leu o Tec desta semana? Fala especialmente sobre blogs. Até estive pensando em fazer outro (sem restrição a assuntos e misturar sátira, reflexão e opinião comentando o noticiário; tô confuso quanto ao nome – tenho 5 opções, hehe), mas fico “meio assim” em saber que, talvez, poderei estar escrevendo só para mim, já que os blogs não tem mais aquela força de anos atrás. Enfim… acontece. Beijos!

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    • Primeiro, obrigada, Felipe!! 😀

      Também tenho esse medo de estar falando sozinha… Mas como já faço isso normalmente, acabei dando de ombros e encarando ter um blog de novo, heheh. Está tendo mais visitas do que meu blog anterior, que durou de 2003 a 2008. Mas a gente nunca sabe se quem visita leu mesmo, né?

      Quais são suas cinco opções de nomes, pra eu dar meu pitaco? 🙂

      bjos!

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      • Exatamente! Jamais vamos saber se quem visitou a nossa “página virtual” leu mesmo, principalmente se o texto do post for longo ou sisudo. Aí, muitos só fazem aquela “leitura superficial”, que é quase nada. Mas tem que arriscar, hehe.

        Então, os nomes para o blog são meio cafoninhas, hehehe. Pensei em fazer a partir do meu nome/sobrenome, apelido (“Fil”) ou apelido/sobrenome, todos antecedidos por “Blog” – essa palavra é desnecessária ou depende? Enfim… as opções são: 1) Blog do Felipe Menezes; 2) Blog do Fil Menezes; 3) Blog do Fil; 4) Blog do Menezes; 5) Menezes on Web.

        A opção 4 já existe. É registrada no UOL (eu vou fazer no WordPress), no endereço sergio_menezes.blog.uol.com.br. E a 5ª, confesso, foi a pior de todas, hahahahaha. Se tiver sugestões, ótimo, pq as minhas já se esgotaram. 🙂

        Beijos!

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  6. eu acho que falta muito até os emails acabarem.

    o problema é que os teóricos precisam postar sempre, então toda hora aparece um engraçadinho teorizando o fim de alguma coisa.

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  7. Olá, Cristina. Olha, anos depois do advento do Orkut, eu ainda fico imaginando o que levaria uma pessoa aparentemente sã (!?) a mandar mensagens por aquela coisa complicada ao invés de simplesmente apertar o send de um e-mail. Certamente é por causa do visual. A moçada parece estar se dando cada vez menos com textos. Primeiro o Orkut, depois o Facebook, com suas mensagens de uns 500 caracteres, depois o Twitter com seus 140, e agora lançaram um tal de Blaving, uma espécie de “Twitter com voz”, sobre o qual a Raquel Cozer, que acho que você conhece, tuitou: “Justificativa: ‘Falar é mais fácil que escrever.’ Bom lembrar que grunhir é mais fácil que falar”. Não admira que os blogs estejam em baixa.

    Eu também acho que o e-mail não vai acabar, muito menos os blogs – apesar de depois do seu post eu ter percebido que a quase totalidade do que recebo são avisos de mensagens em Facebook, Linkedin e outras redes. Simplesmente eles vão se acomodar à nova situação. Os blogs ficarão restritos às pessoas que ainda curtem escrever mais que 140 caracteres (confesso, aliás, que entrei no Twitter porque tinha zilhões de coisas para dizer mas não tinha tempo). O que me preocupa mais é a espécie de legitimação que os novos sistemas estão dando para a falta uso da linguagem.

    Houve um breve tempo heróico em que pareceu que a pujança de correspondências que víamos dentro da elite nos séculos XVIII e XIX pareceu voltar. Foi quando as pessoas mandavam toneladas de e-mails por dia para o mundo todo. Após décadas em que ninguém mais escrevia para ninguém, havia voltado a febre das letras. Durou pouco. Continuamos a nos contactar febrilmente, mas para mensagens telegráficas ou simplesmente linguagem fática…

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    • Belo comentário!
      Acho que sempre haverá quem queira se comunicar muito, escrever blogs e tudo o mais. Mas parece que as pessoas estão cada vez menos interessadas em ler o que os outros têm a dizer, em se comunicar com os amigos e parentes, em trocar aquelas longas cartas que construíram sólidas amizades décadas atrás. As pessoas parecem interessadas apenas em arrotar frases de efeito por aí, nas redes sociais da vida, como se estivessem grunhindo mesmo. A Talita comentou aí embaixo que está cada vez mais comum vc se sentar numa mesa de bar com os amigos e ter um filho-de-deus que, em vez de conversar com você, prestar atenção ao que vc diz, fica toda hora com o smartphone na mão, tuitando, ou sei lá em qual dimensão. Tenho umas duas amigas assim e vivo puxando a orelha delas. Ninguém presta atenção, ninguém escuta o outro, estamos virando um bando de autistas interessados em grunhir bobeiras sem nenhuma profundidade, 90% do tempo apenas para nós mesmos.
      Enfim, acho o futuro da comunicação humana uma coisa sombria 😦

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  8. Cris, se depender de mim, o email não morre. Você vai continuar lendo minhas mensagens ali, diariamente. Mas não conte comigo no Facebook, Twitter et caterva, como se dizia antigamente…

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    • Muito boa sua reflexão, Roberto. Ontem eu estava vendo as Primeiras Páginas da Folha e comparando com elas agora. Gastava-se quase meia hora só pra ler uma Primeira, com todas aquelas letrinhas e textos imensos. Também tem essa questão embutida em toda a nossa discussão: nosso tempo está cada vez mais corrido! Os jornais sinalizam isso, os emails, agora os tweets. Tenho medo das consequências disso também… bjs

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  9. Cris, aproveitando o embalo no seu texto mais recente que fala sobre “tendências”, creio que a tão falada “morte” dos e-mails e dos blogs acontece justamente pela importância que as chamadas redes sociais vem adquirindo na internet. Acontece que há migração para certas ferramentas e lembro-me de quanto o orkut estava “bombando”.

    Eu mal recebia e-mails: recebia “scraps”. E respondia por lá mesmo. As pessoas diziam que era mais fácil enviar scraps do que um e-mail, coisa que eu não entendia muito bem, mas tive que aceitar ou não recebia algumas informações até interessantes. Hoje, com o orkut anunciado “em estado de coma” (olhaí! Ele pode juntar-se ao blog e ao e-mail?), ocorreu a migração para o facebook e o twitter.

    Mas algo curioso, também: muitas pessoas que sentiam-se à vontade no orkut não curtiram (trocadilho infame) o Facebook e não entendem muito bem a lógica do twitter – que é um naúfrago numa ilha deserta, se você não for celebridade ou sub; mas serve bem como clipping e divulgação de links. Então voltei a receber muitos e-mails. Nada assim de excepcional, mas se eu comparar com a época em que minha caixa postal recebia apenas spam…

    E-mails e blogs não vão acabar tão cedo. Apenas passarão pelos modismos de novas redes sociais ( qual será a próxima?), mas terão sua (grande, acredito) importância. Ainda bem, pois assim posso ler coisa de qualidade na rede, como o que você escreve por aqui.

    Bj

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  10. Texto para reflexão. Gostei. Acredito que o E-mail ainda vai resistir muito!
    Mas a verdade é que em breve tudo o que está aí em termos de tecnologia vai desaparecer mesmo. E vamos sendo empurrados no corredor do futuro. Não sou chegado a me comunicar via e-mail. Assim, via barra de comentários até que me dou bem. Pelo Twitter foi há pouco tempo que despertei. Pelo face, apenas posto todos os dias na versão do blog que criei lá, onde tenho o perfil e ainda um grupo de música que curto muito. O certo é que com a velocidade dos tempos de hoje, estamos sempre ensaiando e saindo das novas formas de nos comunicarmos com as pessoas. E outras vão surgindo, ainda bem, obedecendo a demanda dessa correria toda!
    Tenho blog desde 2010 (www.blogdoprofex.com) e ainda não desisti dele. Sou um dinossauro…
    Abraços!

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    • Nossa, eu adoro emails! Fiz vários amigos por troca de emails, como meus pais faziam trocando cartas. Os pen-pals. Mas esse meu post de 2011 está se confirmando cada vez mais verdadeiro, quase três anos depois. Meu email está cada dia mais às moscas. Enquanto isso, Twitter e Facebook cresceram, atingiram um auge, mas hoje os vejo cada vez mais decadentes tb. Quase ninguém mais interage no Facebook. Agora a onda é o Whatsapp e afins, com chats em grupo de amigos via smartphone. O que virá depois? Talvez a realidade sinistra proposta pelo filme “Ela”, em cartaz…. A ver. Abraços!

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