O leite derramou, a memória limpou

Imagine uma história contada por homem de mais de 100 anos, sofrendo de demência, no leito de um hospital. Essa história vai depender única e exclusivamente da instável memória deste senhor, que eu apresento desde já como um dos vários Eulálio dentro de uma linhagem familiar que remonta à nobreza européia, passa pelo Senado na Velha… Continuar lendo O leite derramou, a memória limpou

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A morte de um sábio e a sombra que ele deixou

Estou triste pela morte de Rubem Alves. Felizmente, ele trata do tema “morte” em várias páginas de seus livros. Sua visão da morte é, como em todas as suas visões, de uma sabedoria sem fim. Sábio, sábio Rubem Alves. Vou lá ler suas palavras para me consolar com sua eternidade literária. Enquanto isso, deixo aqui… Continuar lendo A morte de um sábio e a sombra que ele deixou

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Hoje é dia da poesia, viva a poesia!

Ora, ora, hoje é Dia Nacional da Poesia! Eu nem ia postar nesta sexta-feira, porque achei que o post de ontem foi muito pouco lido (humpf), mas não podia deixar uma efeméride como esta passar batido. Poesia é essencial. Poesia é minha terapia. Não é à toa que praticamente só produzo poemas quando estou em… Continuar lendo Hoje é dia da poesia, viva a poesia!

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A Barcelona sombria e engraçada ao mesmo tempo

Ouvi a recomendação dos meus pais, que têm um gosto para livros muito parecido com o meu: este livro é muito bom, embora seja meio esotérico. Esotérico. Esta palavra ficou balançando na minha cabeça por algum tempo, até que eu deitasse numa rede para ler o livro pela primeira vez. Tenho preconceito contra coisas esotéricas.… Continuar lendo A Barcelona sombria e engraçada ao mesmo tempo

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Quando até discurso é bom de ler

A Ana Paula, de quem tanto já falei por aqui, me emprestou o livro acima com bastante propaganda. “É muito legal!”. E disparou a contar uma história sensacional que é contada logo no começo do livro, que depois reli como se tivesse sabendo dela pela primeira vez, de tão genial. Gabriel García Márquez é genial… Continuar lendo Quando até discurso é bom de ler

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O Brasil do genocídio, do estupro, do machismo, da desigualdade, da negação do outro — e da esperança

Já que citei no post de ontem a Feira de Frankfurt, reproduzo abaixo o discurso de abertura do escritor mineiro Luiz Ruffato, que foi outro motivo de polêmica durante o evento que homenageou o Brasil neste ano. Aliás, polêmica incompreensível, uma vez que ele não descobriu nenhuma roda. Apenas enumerou fatos públicos e notórios, embora de… Continuar lendo O Brasil do genocídio, do estupro, do machismo, da desigualdade, da negação do outro — e da esperança

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