Programação de março: toda terça-feira, curtas para assistir de graça

Cena do curta “Françoise”

Está na região central de Beagá na terça-feira e disponível para assistir a um filminho curto na hora do almoço? Então anote a programação do mês da mostra Curta Degustação, promovida pelo Centro de Estudos Cinematográficos de Minas Gerais, sobre o qual já falei aqui no blog 😉 O evento é sempre às terças-feiras, às 13h, aberto ao público a partir de 14 anos.

19 de março:

Spiel mit Steinen (Jogo de Pedras) – 1965, Tchecoslováquia, animação, cor, 8 min.)

Direção de Jan Svankmajer. Clássico do cineasta considerado o rei do stop-motion. Aqui, ele dá vida a pedras.

Françoise (2001, Brasil, ficção, cor, 22 min.)

Direção de Rafael Conde. Com Débora Falabella. Uma garota chamada Françoise. Um viajante esperando a partida. O encontro entre dois solitários numa estação rodoviária.

26 de março:

O Dono do Cinema (1994, Brasil, experimental, cor, 12 minutos)

Direção de Fábio Carvalho. Perfil do cineasta mineiro Fernando Zállio, praticante do “cinema inocente”.

Ouro Preto e Scliar (1970, Brasil, documentário, cor, 7 minutos)

Direção de Antônio Carlos Fontoura. Ouro Preto na obra do artista plástico Carlos Scliar, que morou na cidade.

Sentinela (2007, Brasil, documentário, p&b, 15 minutos)

Direção de Afonso Nunes. A passagem para a morte vivida por personagens reais, conforme se dá no sertão da Bahia.

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Serviço:

Onde? Avenida Augusto de Lima, 270, Centro. BH.

Contatos: 31-3237-3497 / 99247-6574 / 98432-0924 / cecmg1951@gmail.com


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Programação de fevereiro: toda terça-feira, curtas para assistir de graça

Cena do curta “Cabeças Falantes”.

Está na região central de Beagá na terça-feira e disponível para assistir a um filminho curto na hora do almoço? Então anote a programação do mês da mostra Curta Degustação, promovida pelo Centro de Estudos Cinematográficos de Minas Gerais, sobre o qual já falei aqui no blog 😉 O evento é sempre às terças-feiras, às 13h, aberto ao público a partir de 14 anos.

12 de fevereiro:

As Coisas que Moram nas Coisas (2006, Brasil, ficção, cor, 14 min.)

Direção de Bel Bechara e Sandro Serpa. Enquanto acompanham sua família formada por catadores de lixo, três crianças atribuem novos significados aos objetos descartados pela cidade, inventando brincadeiras e pontos de vista.

Sebastião, o Homem que Bebia Querosene (2007, Brasil, experimental, cor, 15 min.)

Direção de Carlosmagno Rodrigues. Filme sobre vida e morte, justaposição de textos niilistas e imagens iconoclásticas.

19 de fevereiro:

Má Sorte (1921, EUA, comédia, p&b, 22 min.)

Direção de Edward F. Cline e Buster Keaton. Sem trabalho, Buster tenta cometer suicídio de várias formas. Por último, ingere veneno de uma garrafa que continha, na verdade, bebida alcoólica. O presidente de um clube, que buscava um esportista para promover seu empreendimento, contrata o bêbado Buster, que precisa aprender a pescar, caçar e cavalgar.

Imagine uma Menina com Cabelos de Brasil… (2010, Brasil, animação, cor, 10 min.)

Direção de Alexandre Bersot. O cabelo, a fronteira final. Entre caretas e escovas, as viagens de uma menina em busca de aceitação.

26 de fevereiro:

O Céu no Andar de Baixo (2010, Brasil, animação, cor, 15 min.)

Direção de Leonardo Cata Preta. A história do jovem Francisco que, desde os 12 anos, registra os fatos importantes de sua vida com fotografias do céu.

Cabeças Falantes (1980, Polônia, documentário, p&b, 16 min.)

Direção de Krzysztof Kieslowski. São feitas apenas três perguntas aos entrevistados: em que ano você nasceu, quem é você e o que você mais deseja. Começando com um entrevistado recém-nascido, as mesmas perguntas vão sendo feitas até chegar à última entrevistada, uma senhora de mais de um século.

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Serviço:

Onde? Avenida Augusto de Lima, 270, Centro. BH.

Contatos: 31-3237-3497 / 99247-6574 / 98432-0924 / cecmg1951@gmail.com


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Atenção, cinéfilos de BH!

Existem alguns projetos, voltados para os amantes do cinema, e que, por terem pouca divulgação, pouca gente conhece. Neste post, divulgo três deles, todos de iniciativa do Centro de Estudos Cinematográficos de Minas Gerais (CEC-MG), um dos cineclubes mais antigos do Brasil, fundado há 64 anos por um grupo de intelectuais mineiros.

1. Curta Degustação

çurtaMostra permanente de cinema, com exibição gratuita de curtas-metragens, toda terça-feira, às 13h. Nesta terça-feira, 14 de abril, serão exibidas as animações “Faroeste – Um Autentico Western” (2013) e “Neomorphus” (2012), ambas premiadas na 12ª MUMIA (Mostra Udigrudi Mundial de Animação). No dia 28 de abril, será exibido o curta de animação suíço “A Noite do Urso” (2012).

As exibições são na sala multimídia da Imprensa Oficial, na avenida Augusto de Lima, 270, no centro de BH. A programação de cada mês pode ser conferida no site do projeto ou na página de Facebook.

2. Cinema Falado

Nesta sexta-feira, 17 de abril, será lançado este novo projeto. Trata-se de um encontro semanal, toda sexta-feira, às 15h, com o crítico e cineasta Geraldo Veloso, para ver um filme e conversar sobre cinema, poesia, política e outros assuntos da cultura brasileira nacional e internacional. Também gratuito e sempre na sala multimídia da Imprensa Oficial: avenida Augusto de Lima, 270, Centro de BH.

3. Cursos de cinema

Ainda neste semestre, o CEC-MG e o Instituto Humberto Mauro vão lançar seu calendário de cursos para este ano e o primeiro será ministrado pelo jornalista, crítico, ator e diretor de teatro Ronaldo Brandão. Ele vai abordar o cinema clássico norte-americano em quatro módulos: As Grandes Interpretações, O Filme Noir, O Musical e o Western. Não foi divulgada a data desse primeiro curso, mas, assim que eu souber, coloco aqui no blog.

Mais informações AQUI.

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Resenhas dos indicados ao Oscar 2015

Oscar Escrevo este post no dia 15, quinta-feira, minutos depois de a academia divulgar os indicados ao Oscar 2015. A esta altura, quando o post entra no ar, vocês já estão carecas de saber quem está no páreo. Mas é que a intenção do blog não é dar a notícia em primeira mão, mas tentar agregar um olhar diferente a ela, certo? Por isso, eu peguei os indicados ao Oscar e fiz uma listinha dos filmes, dentre todos os que concorrem, que quero ver (tirei principalmente algumas animações, curtas e documentários, inclusive o brasileiro “Sal da Terra”). E me proponho a assistir a todos eles e escrever uma resenha, como fiz no ano passado. À medida que as resenhas forem ficando prontas, vou acrescentando o link delas a este post. Assim, este aqui será nossa âncora e referência para tudo o que for dito a respeito do Oscar 2015 no blog desta cinéfila que vos fala. Tenho até 21 de fevereiro, véspera da cerimônia de premiação, para completar o desafio de ver mais 13 filmes. Se eu conseguir ver ainda outros indicados além destes 13, acrescento aqui também. Vamos à lista (cada link leva à resenha com mais detalhes do filme):

  1. Birdman (concorre a melhor filme, ator, ator coadjuvante, atriz coadjuvante, fotografia, direção, edição de som, mixagem de som e roteiro original)
  2. O Jogo da Imitação (concorre a melhor filme, ator, atriz coadjuvante, direção, edição, música, direção de arte e roteiro adaptado)
  3. O Grande Hotel Budapeste (concorre a melhor filme, fotografia, figurino, direção, edição, maquiagem, música, direção de arte e roteiro original)
  4. A Teoria de Tudo (concorre a melhor filme, ator, atriz, música e roteiro adaptado)
  5. Whiplash (concorre a melhor filme, ator coadjuvante, edição, mixagem de som e roteiro adaptado)
  6. Selma (concorre a melhor filme e música)
  7. O Abutre (melhor roteiro original)
  8. Sniper Americano (concorre a melhor filme, ator, edição, edição de som, mixagem de som e roteiro adaptado)
  9. Foxcatcher (concorre a melhor ator, ator coadjuvante, direção, maquiagem e roteiro original)
  10. Vício Inerente (melhor roteiro e figurino)
  11. Livre (melhor atriz e atriz coadjuvante)
  12. Para Sempre Alice (melhor atriz)
  13. Interstellar (melhor música, direção de arte, edição de som, mixagem de som e efeitos visuais)
  14. Boyhood (concorre a melhor filme, ator coadjuvante, atriz coadjuvante, direção, edição e roteiro original)
  15. Garota Exemplar (concorre a melhor atriz)
  16. O Juiz (melhor ator coadjuvante)
  17. Relatos Selvagens (melhor filme estrangeiro)

Leia também:

E o cinema nacional, hein?

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Vejam como são as coisas.

Dos 135 filmes que vi desde 2010 (quando comecei a anotar), apenas 18 eram brasileiros. Ou seja, só 13%! Um oitavo dos filmes que vi!

O que isso significa?

Não muita coisa. Pode significar que o cinema nacional produz muito menos filmes que os que chegam para mim de outros países, principalmente dos Estados Unidos. Mas também pode significar que me atraiam menos.

Resolvi então fazer uma listinha de recomendações, aos moldes da que faço todo fim de ano.

Aí o resultado:

Vale a pena ver

  1. Tropa de Elite 2
  2. Xingu
  3. Gonzaga — de pai para filho
  4. O Palhaço
  5. Heleno
  6. À Beira do Caminho

Veja se estiver com tempo sobrando

  1. De Pernas pro Ar
  2. Bruna Surfistinha
  3. Assalto ao Banco Central
  4. Faroeste Caboclo
  5. O Concurso
  6. Lula, o Filho do Brasil
  7. A Suprema Felicidade
  8. Cine Holliúdy

Não veja!

  1. Os Famosos e os Duendes da Morte
  2. O Bem Amado
  3. Qualquer gato vira-lata
  4. O Som Ao Redor (que, por sinal, foi recomendadíssimo pra mim, como um dos melhores do século. Arg)

Arredondando o quadro, o número de filmes de que gostei é só um pouco maior do que os que detestei e, na maior parte das vezes, achei o longa só bonzim ou razoável.

Por que trouxe essa lista pro blog hoje? Porque, embora digam que também existe outra data, hoje é um dos dias em que se comemora o Cinema Nacional. Eu, como cinéfila que sou, parei pra fazer essas contas pela primeira vez hoje. E me espantei com o resultado. Tenho o cinema brasileiro em tão baixa conta assim? Ou o cinema brasileiro ainda tem muito o que melhorar?

Claro que, olhando num histórico mais distante, lembro de outros filmes que ADOREI, que poderiam encher a primeira parte desta lista: Linha de Passe, Cidade de Deus, Ilha das Flores, Estômago, O Auto da Compadecida, Bicho de Sete Cabeças, Carandiru, O Céu de Suely, Central do Brasil, O Homem que Copiava, Lisbela e o Prisioneiro, Loki, Tropa de Elite, Uma Onda no Ar e, claro, O Menino Maluquinho.

Mas, ainda assim, eu poderia fazer uma lista com o triplo do tamanho, só de filmes franceses, ingleses, argentinos e, sobretudo, norte-americanos.

O que acontece com nosso cinema? Acho que a primeira coisa a se pensar é: falta investimento. Mas como é lá na Argentina, nossa querida vizinha? Por que simplesmente amo todo filme argentino que assisto? É uma questão de gosto? De estilo? De escola? Será que essa é a impressão que todos têm, ou só eu?

Enfim, tou ainda matutando aqui… E você, o que acha? A propósito: concorda com a listinha acima? Mudaria algum de categoria? Quais outros filmes brasileiros acrescentaria? 😉

 

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