Bolão do Oscar 2015: acertei 11 de 15 categorias

estatuetas

Pela primeira vez, passei de ano no bolão do Oscar! Acertei 11 das 15 apostas, ou 73% do total 😀

Para conferir, os acertos foram:

  1. Melhor ator: Eddie Redmayne.
  2. Melhor atriz: Juliane Moore.
  3. Ator coadjuvante: J.K. Simmons.
  4. Atriz coadjuvante: Patricia Arquette.
  5. Melhor diretor: Alejandro G. Iñárritu
  6. Montagem:Whiplash.
  7. Direção de arte:O Grande Hotel Budapeste“.
  8. Edição de som:American Sniper“.
  9. Mixagem de som:Whiplash“.
  10. Efeitos visuais: “Interestelar“.
  11. Roteiro adaptado: “O Jogo da Imitação“.

E os erros:

  • Escolhi melhor fotografia para O Grande Hotel Budapeste e levou Birdman. Pra falar a verdade, nem sei porque não escolhi Birdman ao fazer minhas apostas, já que, na crítica do filme, escrevi que “a fotografia do filme também é de babar” e o diretor de fotografia, Emmanuel Lubezki, “já tinha levado o Oscar no ano passado, com “Gravidade”, e é franco favorito à mesma categoria neste ano”. Enfim, deu tilt.
  • Escolhi maquiagem para Foxcatcher e levou o Grande Hotel. Ok, era bom também, mas achei Foxcatcher o injustiçado da noite. A transformação de Steve Carell é muito boa.
  • Roteiro original também tinha escolhido para Foxcatcher, meio na dúvida, e acabou ficando com Birdman.
  • E perdi o prêmio da noite, o de melhor filme. Apostei na originalidade de Boyhood e acabou ficando a originalidade menos original de Birdman. Mas também é um filmaço, então não me incomodou. Só acho que Boyhood merecia mais que o prêmio único que levou.

As outras premiações podem ser vistas AQUI.

Pela primeira vez, ajudei a cobrir o Oscar em tempo real. Quem tiver curiosidade de ver meus comentários durante a cerimônia, pode ver a hashtag #OTEMPOnoOSCAR, no twitter do @PortalOTempo 😉 Interagi com muuuuita gente por lá!

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Minhas apostas para o Oscar 2015

oscar2015

 

Neste ano consegui assistir a 15 filmes indicados ao Oscar. Foram praticamente todos os mais importantes, exceto animações, curtas, documentários e estrangeiros. Mas vi os contemplados pelas principais categorias, como melhor direção, roteiro, atrizes e atores e melhor filme.

Será o ano em que terei melhores condições de fazer as apostas para este tradicional bolão. O que não quer dizer nada, porque sempre erro bastante 😉 Mas vamos lá!

  1. Melhor ator: Eddie Redmayne, de “A Teoria de Tudo“. Este foi um ano de grandes atores, mas não tem pra mais ninguém. Eddie já levou o Bafta e o Globo de Ouro e deve ficar com o Oscar também.
  2. Melhor atriz: vou apostar em Juliane Moore, mesmo sem ter visto ainda o filme “Para Sempre Alice”, que ainda está na minha lista. Além de ela ser excepcional sempre e de já ter sido indicada quatro vezes ao Oscar, sem nunca ter levado, seu papel de uma mãe com Alzheimer promete ser muito tocante. Ela também levou o Bafta e o Globo de Ouro por ele. Além disso, não achei as outras atrizes extraordinárias, não.
  3. Ator coadjuvante: J.K. Simmons, de “Whiplash“, disparado. Acho todos muito bons também, especialmente o mestre Robert Duvall, mas Simmons se sobressai e merece levar seu primeiro Oscar.
  4. Atriz coadjuvante: Patricia Arquette, de “Boyhood“, que é outra atriz sensacional (sou fã de “Medium”!). Não vi a atuação de Meryl Streep do ano e sei que ela é hors concours. Mas, dentre as demais, Patricia me parece a melhor.
  5. Melhor diretor: esta é minha grande dúvida. Vou apostar em Alejandro G. Iñárritu, de “Birdman“, embora Richard Linklater seja páreo duríssimo, com seu projeto de 12 anos de “Boyhood“. Nesta vou ter que me arriscar mesmo. Fico com a câmera incrível do mexicano porque a academia costuma dividir os prêmios de melhor direção e melhor filme, e Boyhood será minha aposta de melhor filme.
  6. Melhor fotografia:Grande Hotel Budapeste“. Para mim, este filme é brilhante esteticamente, então é o que mais merece este prêmio. Mas é uma categoria arriscada, porque não vi três dos filmes indicados.
  7. Edição:Whiplash“. Edição muito bem feita, com zilhões de cortes cadenciados com a trilha, além de ser muito bem resolvida em um filme curto. Minha aposta.
  8. Maquiagem e cabelo:Foxcatcher“. Steve Carrell vira outra pessoa completamente diferente e ele é a alma do filme.
  9. Direção de arte:O Grande Hotel Budapeste“. Mas este também foi grande dúvida para mim. “O Jogo da Imitação” e “Interestelar” são páreo duríssimo.
  10. Edição de som:American Sniper“. Ou “Birdman“? Ó dúvida!
  11. Mixagem de som:Whiplash
  12. Efeitos visuais: vou apostar no único que assisti desta categoria: “Interestelar
  13. Roteiro adaptado: Difícil demais! Vários roteiros ótimos! Vou apostar em “O Jogo da Imitação“. Mas “A Teoria de Tudo” está muito no páreo…
  14. Roteiro original: Outro chute, dentre tantos bons. Vou de “Foxcatcher“. O diretor escreveu o roteiro a partir de notícias de jornal recortadas, que recebeu das mãos de um completo estranho 😀
  15. Melhor filme: Minha grande aposta será para “Boyhood“. É o filme que se destaca neste ano, em termos de ousadia, originalidade e de deixar uma marca no cinema. É o que mais merece ganhar, mesmo que seja um ano de tantas notas 9 e 10.

Não vou arriscar em outras categorias, por não ter assistido à maioria dos filmes nelas. Mas, por fora, sem apostas oficiais, registro aqui minha torcida para o ótimo “Relatos Selvagens” como melhor filme estrangeiro, e para “Glory”, como música original de “Selma“.

É isso! Os dados estão lançados! Concordam com minha avaliação? Como votariam? 😀

CLIQUE AQUI para ler as resenhas dos 15 filmes a que assisti.

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Veja os trailers e as resenhas dos 15 filmes mais importantes do Oscar 2015

oscar2015

No dia 18 de janeiro, eu me desafiei a assistir aos principais filmes do Oscar 2015. Passado pouco mais de um mês, posso dizer que consegui! Segue abaixo a lista dos 15 filmes mais importantes da 87ª edição do prêmio mais importante do cinema mundial. Cada um deles tem um link, que leva à resenha do filme, com várias informações valiosas de bastidores, e ao trailer oficial. Que tal navegar por eles antes de montar seu bolão do Oscar? Bom proveito! 😀

1) Birdman (concorre a melhor filme, ator, ator coadjuvante, atriz coadjuvante, fotografia, direção, edição de som, mixagem de som e roteiro original) – nota 9

2) O Jogo da Imitação (concorre a melhor filme, ator, atriz coadjuvante, direção, edição, música, direção de arte e roteiro adaptado) – nota 10

3) O Grande Hotel Budapeste (concorre a melhor filme, fotografia, figurino, direção, edição, maquiagem, música, direção de arte e roteiro original) – nota 6

4) A Teoria de Tudo (concorre a melhor filme, ator, atriz, música e roteiro adaptado) – nota 10

5) Whiplash (concorre a melhor filme, ator coadjuvante, edição, mixagem de som e roteiro adaptado) – nota 9

6) O Abutre (melhor roteiro original) – nota 8

7) Sniper Americano (concorre a melhor filme, ator, edição, edição de som, mixagem de som e roteiro adaptado) – nota 5

8) Foxcatcher (concorre a melhor ator, ator coadjuvante, direção, maquiagem e roteiro original) – nota 8

9) Interestelar (melhor música, direção de arte, edição de som, mixagem de som e efeitos visuais) – nota 7

10) Boyhood (concorre a melhor filme, ator coadjuvante, atriz coadjuvante, direção, edição e roteiro original) – nota 10

11) Garota Exemplar (concorre a melhor atriz) – nota 10

12) O Juiz (melhor ator coadjuvante) – nota 8

13) Relatos Selvagens (melhor filme estrangeiro) – nota 9

14) Selma (concorre a melhor filme e música) – nota 9

15) Livre (melhor atriz e atriz coadjuvante) – nota 7

Amanhã cedo o post do blog trará as minhas apostas para 15 categorias do Oscar. Vamos ver se você vai concordar com elas 😉

O condor passa, e só passa

Não deixe de assistir: LIVRE (Wild)
Nota 7

wild

É impossível não pensar no filme “Na Natureza Selvagem” ao assistirmos a “Livre“. Principalmente para quem adora o filme de Sean Penn, como eu, que já assisti a ele várias vezes.

Os dois têm até nomes parecidos, em inglês: Into the Wild e Wild. Os dois falam de jovens que deixaram suas vidas pra trás para mergulharem num mundo selvagem, com direito a floresta, deserto e neve — paisagens inóspitas e belas que se intercalam na imensidão dos Estados Unidos. Eles até percorrem regiões próximas, no Oeste norte-americano.

Mas aí terminam as coincidências.

Porque, enquanto no primeiro filme vemos um Christopher McCandless (Emile Hirsch) mergulhando profundamente na natureza, interagindo com ela, apanhando dela, vencendo obstáculos, no segundo, isso é o de menos. Cheryl (Reese Witherspoon) tem dificuldade até para equilibrar o mochilão, mas quase não se mostra sua interação com a natureza, ou mesmo sua admiração pela paisagem exterior, por mais deslumbrante que seja. É como se ela nem enxergasse, e dá vontade de sacudi-la e gritar para que ela preste atenção! Em todo o filme, ela está mergulhada dentro de si mesma, um pouco alheia ao resto.  Sua viagem é muito mais interior, para suas lembranças, do que exterior.

Isso, por um lado, me fez sentir um certo buraco no filme. Fiquei com a sensação de que o roteiro e a câmera desperdiçaram a oportunidade de mostrar mais aquela natureza incrível em que a garota estava mergulhando, em vez de focar só o rosto dela. Fiquei, involuntariamente, cobrando de “Wild” que fosse mais “Into the Wild”. Por isso, acabei tirando uns pontinhos do filme.

Mas, ao terminar de assistir a ele, às 2h15 da madrugada de sexta, ainda levei vários minutos para conseguir dormir, pensando nas reflexões de Cheryl, em tudo o que ela passou no passado, que importa mais para ela que aquele presente de caminhadas sem fim, e dormi embalada pela música El Condor Pasa, de Simon & Garfunkel, que percorreu o filme o tempo todo. Dormi com uma sensação boa, que não é todo filme que deixa em mim. Por isso, voltei com outros pontinhos ao filme, deixando esta nota 7 final 😉

“Livre” só concorre ao Oscar em duas categorias: de melhor atriz, para Reese, e melhor atriz coadjuvante, para a ótima Laura Dern, que faz sua mãe. Como já expliquei, não foi à toa que o filme ficou de fora em roteiro, fotografia, direção etc. Mas, focado demais na personagem e em suas lembranças, “Livre” teve o mérito de arrancar duas ótimas atuações. E isso, muitas vezes, basta.

Veja o trailer do filme:

***

Há um mês e três dias, escrevi aqui no blog um autodesafio: teria este período para acabar de assistir aos 17 principais filmes do Oscar (excluindo curtas, documentários e estrangeiros), a tempo da entrega dos prêmios. Acabei reduzindo ( “arredondando”) um pouco o desafio, para 15. E, com “Livre”, concluo minha 15ª resenha, atingindo esta meta, em meio a plantões e ao que deveria ter sido uma folga de Carnaval. CLIQUE AQUI para ler todas as resenhas e fazer seu bolão do Oscar! Amanhã cedo publicarei minhas apostas aqui no blog 😉

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A batalha estava só começando

Não deixe de assistir: SELMA
Nota 9

selma

Sou suspeita para falar sobre um filme que trata de um assunto como os direitos iguais para todos os homens e mulheres de todas as cores, raças ou etnias. Esta é a luta com que mais me identifico, uma guerra que ainda não está totalmente vencida, apesar dos esforços de Martin Luther King e de o país mais poderoso do mundo já ter eleito seu Barack Obama.

Mas sempre me espanto com os absurdos que aconteciam nos Estados Unidos, especialmente no Sul do país, há tão pouco tempo atrás. Não estamos mais falando da escravidão de “12 Anos de Escravidão”, mas de um movimento que meus pais assistiram no noticiário! E, no entanto, mesmo sendo uma história tão recente, é verdade que naquela época os negros simplesmente não podiam votar, mesmo tendo uma lei nacional que lhes assegurava este direito. E isso um ano depois de King ter ganhado o Nobel da Paz, ou seja, de já ser um sujeito reconhecido e respeitado mundialmente — o que, convenhamos, abre muitas portas, em todos os sentidos. Sério, isso até hoje me espanta.

(Mas aí lembro que, até hoje, e não há cinquenta anos, há mais negros que brancos sendo assassinados e sendo presos, e penso que esta batalha está longe de chegar ao fim, tanto nos Estados Unidos como aqui, no Brasil.)

O filme conta esta história verídica daquela batalha específica de King para garantir o voto irrestrito de negros em todo o país, em todas as esferas. E ele escolhe Selma, uma cidadezinha no Estado do Alabama (um dos mais racistas e segregacionistas do país) para encampar essa batalha sem armas de fogo. Tudo na base dos discursos, das marchas, dos protestos pacíficos — e, claro, com muita ajuda da imprensa e da mídia, que foi uma ferramenta essencial para pressionar o presidente Lyndon B. Johnson e atrair o apoio da opinião pública e especificamente do público branco.

O excesso de discursos ao longo do filme me pareceria um problema em qualquer outro roteiro, menos neste. Afinal, estamos falando de um gênio da oratória, o pastor Martin Luther King. Este aí pode falar por quanto tempo quiser que, muito provavelmente, escolherá as melhores palavras. Uma coisa legal do filme é que mostra o lado mais íntimo do líder, seus momentos de fraqueza, de cansaço, de desânimo, e o quanto outras pessoas ao seu redor foram importantes para que ele seguisse em frente. Também é interessante mostrar a batalha política que era travada nos bastidores.

É um roteiro épico, emocionante e muito bem contado. Pena que não esteja concorrendo ao Oscar nesta categoria. Mas o conjunto da obra foi nomeado: Selma está na categoria dos melhores filmes, assim como esteve o “12 Anos de Escravidão“, vencedor do ano passado.

O filme também concorre na categoria de melhor música, com “Glory”, que pode ser ouvida AQUI. Vale dizer que a trilha inteira do filme é excepcional, cheia de blues e gospel de primeira categoria.

Enfim, é mais uma daquelas histórias tristes e intensas que precisam ser relembradas. Que não podem cair no esquecimento. Porque, como pensava King, ainda há muito a ser feito.

Veja o trailer:

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