Tchekhov propõe um concurso literário!

— Ficou assim depois que ganhou uma fortuna no cassino –, cochichou a senhoria, a escada rangendo atrás de si. — Acabrunhado, com medo de todos, sabe? Entra aqui, tira o chapéu com esse olhar vazio, sobe para o quarto, bate a porta. Às vezes passa dias sem comer. Não agüento ver isso. Acho que… Continuar lendo Tchekhov propõe um concurso literário!

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Pra quem dá notícias ruins vestindo lingerie

Todos, a esta altura, já devem ter visto a propaganda da Hope com a Gisele Bündchen. E, obviamente, a polêmica decorrente dela (digam o que quiserem, senhores publicitários, mas, para mim, isso tudo foi friamente calculado, porque é claro que a polêmica dá visibilidade e a visibilidade se traduz em grana). Portanto, não vou tratar… Continuar lendo Pra quem dá notícias ruins vestindo lingerie

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O telefone

Toca o telefone. (“You’re nobody until somebody loves you”, um clássico do Sinatra, mas numa versão alta e cheia de baterias do Jamie Cullum — irritante, para mim, desde que a selecionei como toque de celular, mas não vou trocar para não castigar outra boa música.) Estou tomando banho, não posso atender, mas me dá… Continuar lendo O telefone

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O dia em que fui recebida em casa por um misterioso cheiro

Anteontem às 22h, quando voltei do trabalho para meu apezinho, fui recebida por um cheiro. Melhor dizendo, um fedor de lascar. Nunca fui boa de olfato (assim como nunca prestei para identificar a origem das dores: será dor de dente, de cabeça ou de ouvido?), então não consegui distinguir qual tipo de cadáver empesteava de… Continuar lendo O dia em que fui recebida em casa por um misterioso cheiro

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Em briga de marido e mulher, persiana de vizinho é colher

Minha ideia original era dormir. Tanto que apaguei a luz, fechei as persianas e abri a janela, pra entrar ar fresco. Ouvia apenas o tic-tic do relógio-vinil, na sala, marcando 0h50 de hoje. Fechei os olhos. Antes de poder revisitar os últimos acontecimentos do dia — aqueles que subsidiarão os sonhos, ainda mais se um… Continuar lendo Em briga de marido e mulher, persiana de vizinho é colher

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O caso do misterioso ladrão de casaco

Guardem bem esta personagem: vou chamá-la de Maritaca. A viagem de ônibus começou às 23h30, saindo de São Paulo para Beagá, e a primeira coisa que ela fez foi pegar o celular e fazer uma ligação para uma moça chamada de Lu. As luzes apagadas, todos concentrados em dormir, no mais absoluto silêncio, e Maritaca… Continuar lendo O caso do misterioso ladrão de casaco

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