Sempre fui defensora da resistência do jornal impresso diante de novas mídias. Ele pode até perder uma fatia do público, mas vai continuar firme e forte por vários anos, como o rádio e até a já idosa TV — era o que eu sempre dizia. Mas uma conversa no táxi ontem me desiludiu: — Você… Continuar lendo Crônicas do fim do mundo — o jornal impresso
Categoria: Crônicas e Contos
Crônicas e contos que às vezes me arrisco a escrever.
Elefantes com o bumbum pra porta
Outro dia minha mãe, que é muito antenada com novas modas, deixou escapar que estava querendo comprar um elefante indiano, de decoração, para colocar na mesa da sala, com o traseiro voltado para a porta. Diz que atrai fortuna (só não sei por que o bumbum tem que estar posicionado assim). No aniversário dela, eu… Continuar lendo Elefantes com o bumbum pra porta
A cadeira cor de imbuia
Hoje eu estava saindo de casa quando vi uma enorme caixa de papelão deitada no corredor. A própria presença desta caixa, embrulhada como se fosse um depósito de lixo, já me pareceu meio insólita. Mas toda a minha curiosidade migrou de lugar no mesmo momento em que vi escrito: cadeira-da-marca-tal e, abaixo, uma lista de… Continuar lendo A cadeira cor de imbuia
A noite em que conheci Washington
Cruzei com Washington nesta noite, numa esquina deserta e escura, enquanto ele fuxicava nos sacos de lixo do poste e eu andava com meus passos rápidos de sempre, olhando para o chão. — Tia, me dá um trocado? Me virei e olhei bem para ele. Esmirradinho, bem magro, pele negra, cabelo já precisando de um… Continuar lendo A noite em que conheci Washington
O fim do mundo e a menina de 14 anos
Já contei duas vezes aqui histórias que ouvi de taxistas falantes. Muito boas. Hoje ouvi mais uma, bem triste. Disse ele: — Outro dia estava com uma passageira que me mostrou a foto da filha dela. Tinha 14 anos de idade. Ela estava triste, disse que sem dormir há vários dias, porque não via a… Continuar lendo O fim do mundo e a menina de 14 anos
De carecas, trombadinhas e surras
“Está vendo aquele carequinha, com bermuda e sacola de compras na mão?”, perguntou o taxista, quando o carro parou num semáforo do Viaduto do Chá, centro de São Paulo. Depois de muito procurar, na expectativa de que fosse alguém importante ou que dele viesse uma história sensacional, ouvi a resposta: “Viu lá? Então, o que… Continuar lendo De carecas, trombadinhas e surras