- Texto escrito por Beto Trajano
O brasileiro, seja de esquerda ou de direita, é apaixonado por futebol.
Os jogos de times e seleções são eventos, dos poucos hoje em dia – já que até as festas de Natal em família foram impactadas –, que unem as pessoas dos dois espectros políticos. Dentro das torcidas, esquerdistas e direitistas se juntam em um mesmo objetivo: torcer.
E, para torcer, a camisa do time é quase uma obrigação, no campo, no bar e até dentro de casa.

Acontece que a direita brasileira, desde 2014, se apoderou do uniforme principal da seleção, o amarelo. E acabou causando desconforto em muitas pessoas do outro lado do polo em usar este material.
Eis que, às vésperas da Copa do Mundo, foi anunciado que a seleção teria uma camisa vermelha como segundo uniforme.
A direita se enfureceu, a CBF abaixou a cabeça, acatou os protestos do grupo político, ignorou a comemoração do outro lado e cancelou o uniforme, mudando para o azul e preto Jordan (que ficou muito bonito, inclusive).
Ao vetar o uniforme vermelho para os goleiros do Brasil, a CBF mostrou que tem lado dentro da polarização que o país vive hoje.
Já no início da Copa, ao anunciar os uniformes de cada partida, a FIFA apresentou o croqui do uniforme vermelho do Brasil, que seria usado pelos goleiros da nossa seleção no jogo contra a Escócia:


Uma versão deste conjunto foi testada no fim do ano passado no amistoso contra o Japão (adversário do Brasil no mata-mata desta segunda-feira) e ficou muito bonita. Segue o print que eu fiz na época:

Em muitas outras ocasiões, os goleiros do Brasil também usaram vermelho. Mas na Copa de 2026 não vão mais usar.
Li uma notícia, que me inspirou a escrever este texto, dizendo que a CBF se movimentou junto a Nike e Fifa para brecar o uniforme cor de brasa, vermelho, no jogo contra a Escócia. Volto a dizer: com esta atitude, a CBF mostrou que tem lado político.
Já o torcedor, na hora do jogo, que hoje é contra o Japão, vai se unir pelos gols do Brasil no campo, seja de verde, amarelo, azul, preto, rosa, cinza, branco ou vermelho.
Eu, como sou Galo, comprei uma camisa preto e branco 😉

Mais posts sobre futebol:
- Emoção de Copa: de 2014 para 2022
- Contribuição de leitor: ‘Neymar, por favor, pede pra sair’
- A Fifa varre – mas não pune – suas vergonhas
- #PorUmaComemoraçãoSemBombas
- A saga do Galo na Libertadores, em 13 estrofes
- A saga do Galo na Copa do Brasil, em 13 estrofes
- CAMpeão dos campeões
- Minhas notas para a Copa do Mundo 2014
- O fim da Copa do Mundo, a vida em círculos e a crônica de Drummond
- A Copa do Mundo me transportou para a infância
- “Eu Falei!” — o técnico dentro de cada um de nós
- O primeiro jogo do Mineirão (e meu!) na Copa do Mundo
- Racismo tem que ser punido como a falta mais grave de todas
- Filme ‘Heleno’: um anti-herói da história do futebol
Quer reproduzir este ou outro conteúdo do meu blog em seu site? Tudo bem!, desde que cite a fonte (texto de Beto Trajano, publicado no blog kikacastro.com.br) e coloque um link para o post original, combinado? Se quiser reproduzir o texto em algum livro didático ou outra publicação impressa, por favor, entre em contato para combinar.
Quer receber os novos posts por email? É gratuito! Veja como é simples ASSINAR o blog! Saiba também como ANUNCIAR no blog e como CONTRIBUIR conosco! E, sempre que quiser, ENTRE EM CONTATO
Descubra mais sobre blog da kikacastro
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.




