Agora que a Copa acabou, é hora de fazer avaliações (e de sentir alguma nostalgia também, vai). O presidente da Fifa já deu nota 9,25 para o Mundial no Brasil, a Dilma já lançou o bordão “Copa das Copas“, e outros já tinham dito algo parecido, entre turistas e jornalistas do mundo todo. Os estádios, construídos ou reformados para o evento, também foram bem avaliados em geral.
Então é minha vez de dar notas também, eba! Vejam só minhas principais notas e as explicações entre parêntesis:
- Copa do Mundo no Brasil = 10 (e o caos que todos alardeavam não houve!)
- Seleção alemã = 10 (em todos os quesitos: qualidade em campo, simpatia, respeito aos brasileiros etc; mereceram o título e era previsível a surra que deram no Brasil — tanto que até eu previ :D )
- Hospitalidade brasileira = 9 (-1 por cair em algumas provocações infantis)
- Brasileiros nos estádios = 5 (-5 pelos imbecis vaiadores de hinos e de chefes de Estado)
- Torcedores argentinos = 2 (-8 pelas provocações, alimentação de uma rivalidade que nem era bilateral, alimentação de ódio, desrespeito e cenas de racismo que vi ou foram noticiadas)
- Seleção argentina = 7 (a campanha foi na base do sufoco, embora tenha jogado pau a pau com os alemães no tempo normal do jogo da final, desaparecendo na prorrogação; eles também entraram na provocação de sua torcida)
- Messi = 6 (nem Maradona acha que ele merecia o prêmio de consolação que levou; a nota vai mais para a Fifa, no caso)
- Seleção brasileira = 1 (maior vexame da história do futebol brasileiro)
- Simpatia dos jogadores da Seleção brasileira = 9 (só perderam para os alemães nesse quesito porque saíram fugidos depois de levar 7 a 1)
- Felipão = 1 (pelo menos chegou às quartas)
- Paula Lavigne = 0 (atitude mais vergonhosa do que os 7 a 1 dos canarinhos)
Concordam com minhas notas? Quais são as suas? Coloque aí nos comentários ;)
CLIQUE AQUI para ler as notas para a Copa em Beagá (e no Mineirão), especificamente.
P.S. Propositalmente, abordei apenas o aspecto futebolístico nas notas acima. Não quero discutir problemas estruturais ou antigos do Brasil (como os que explicam a triste tragédia da queda do viaduto em Beagá, que tirou o gosto de festa da minha boca na fase final da Copa) num post sobre esporte.
Leia os outros posts sobre a Copa do Mundo:
- Copa começa com revolta a festa
- O primeiro jogo do Mineirão (e meu!) na Copa
- Bastidores de uma cobertura da Copa
- A Copa do Mundo me transportou para a infância
- Privatização silenciosa em meio à gritaria da Copa
- Poema para as vítimas da tragédia que fez a Copa acabar
- “Eu Falei!” — o técnico dentro de cada um de nós
- O fim da Copa do Mundo, a vida em círculos e a crônica de Drummond






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