Ir para conteúdo

‘Novo normal’: 9 coisas que já fiz e 9 que não fiz nesta pandemia (que não vai acabar tão cedo)

Praça de alimentação do Pátio Savassi numa sexta à noite, com os distanciamentos exigidos durante a pandemia. Fotos: CMC

Chegamos ao fim de setembro, mais de seis meses desde que a pandemia se instalou de vez no Brasil, e acho que está começando a cair a ficha de todo mundo: o coronavírus não vai acabar, a vacina, quando for finalmente criada, não vai conseguir imunizar todo mundo para todo o sempre (e os brasileiros estarão entre os últimos da fila do pão, porque os países mais ricos serão imunizados primeiro).

O ano não vai acabar levando consigo este vírus mortal: em 2021, muito provavelmente tudo será como foi agora. A nova onda que está assolando a Europa mostra que mesmo as curvas de transmissão em declínio agora no Brasil não significam nada, porque podem voltar a subir a qualquer momento. Até casos de reinfecção já foram confirmados.

Enfim, tudo isso pra dizer que não, não estamos perto de ficar livres do novo coronavírus. Acredito que livres mesmo, nunca estaremos. Ele vai se instalar entre nós como o vírus da gripe, mas os cientistas (sempre eles, tão maravilhosos) vão seguir trabalhando arduamente para que tanto o tratamento quanto a imunização se tornem cada vez mais eficazes. O problema é que, por mais que eles trabalhem, nunca serão tão rápidos quanto gostaríamos. A ciência, para ser eficaz, passa por um processo lento de testes e checagens.

Você também pode se interessar:

O isolamento social nesses seis primeiros meses foi fundamental para evitar o colapso do sistema de saúde. Mas não conseguiu evitar que 140 mil brasileiros morressem, dos quais 7 mil mineiros. Continua sendo importantíssimo evitarmos aglomerações e nos mantermos o mais seguro que pudermos, principalmente nunca abrindo mão da máscara em locais públicos.

No entanto, não existe a menor possibilidade de ficarmos dois ou três anos dentro de casa, trancafiados. Somos seres sociais e a internet está longe de suprir a ausência do contato físico com outros seres humanos.

O tão falado “novo normal”, que láááá em abril a gente achava que seria uma realidade posterior à eliminação do coronavírus, e que seria já neste fim de 2020, na verdade já começou. E não é nada daquilo que pensávamos, porque o vírus não será eliminado, muito menos ainda neste ano. O “novo normal” é esta realidade de atividades econômicas sendo aos poucos retomadas, mas sempre dependendo de protocolos rígidos de saúde.

Belo Horizonte, por exemplo, que teve bem menos mortes que outras cidades do país e que nunca chegou a ter hospitais completamente abarrotados de pacientes, começou em agosto a reabrir bares, restaurantes, parques, academias e agora até clubes. Tudo isso embasado pela avaliação de um comitê formado por três médicos infectologistas bastante sérios. E tudo com os vários protocolos de distanciamento entre pessoas, higienização frequente e máscaras obrigatórias.

O que esses médicos estão nos indicando é que a pandemia não acabou e nem vai acabar tão cedo, mas é possível ir retomando a vida aos poucos, desde que tomando vários cuidados.

Um gráfico feito pela Associação Médica do Texas viralizou no mundo todo ao mostrar os diferentes riscos de exposição que as atividades cotidianas oferecem neste momento. A BBC fez uma entrevista com um dos médicos que elaboraram a tabela e também a adaptou para o português (clique na figura ao lado para ver maior).

O que ela mostra é que é relativamente seguro para todos fazer uma caminhada na praça, ir ao supermercado fazer compras e ir ao museu, por exemplo. Bem menos tranquilo é ir à academia, ao cinema ou a um bar.

Logo no começo da pandemia, escrevi em um quadro o que eu gostaria de poder voltar a fazer em breve:

– Um piquenique no parque com o Luiz

– Reunir a família na casa dos meus pais

– Viajar para Tiradentes ou Ouro Preto

– Voltar a ter uma diarista em casa

– Comemorar meu aniversário no meu bar favorito, cheio de amigos

Ainda não consegui fazer quase nada disso, mas já consegui, aos pouquinhos, e tomando os cuidados necessários, retomar algumas das minhas atividades favoritas, principalmente de agosto pra cá, quando a cidade toda recebeu sinal verde dos infectologistas no que diz respeito a taxa de transmissão e ocupação dos leitos.

Sem contar que nunca deixei de trabalhar durante todo esse período da pandemia (aliás, tenho trabalhado mais que nunca). De máscara, com protocolos etc e tal.

Eis as coisas que eu já consegui fazer e as que ainda não consegui nesta pandemia.

Vista do Parque da Serra do Curral.

COISAS QUE JÁ FIZ:

  1. Fui a supermercado, padaria e farmácia (algumas vezes)
  2. Fui à papelaria (uma vez) e ao shopping (uma vez)
  3. Fui a um parque (o Parque Ecológico da Serra do Curral, que tem zero aglomeração de pessoas).
  4. Fui caminhar na Praça da Liberdade (de máscara, junto com meu pai, algumas vezes já)
  5. Encontrei meus pais (geralmente ao ar livre, na praça; uma vez só dentro da casa deles)
  6. Levei o Luiz para a livraria Colorê para ver uns livrinhos e se distrair
  7. Trouxe meu afilhado para brincar com o Luiz em casa
  8. Almoçamos em um restaurante vazio e perto de casa (duas vezes)
  9. Fui a dois dentistas e a um laboratório para fazer um exame
Cena de Tiradentes, em foto de 2019. Saudades…

COISAS QUE AINDA NÃO FIZ:

  1. Não viajamos para nenhum lugar, nem de carro nem de avião
  2. Não recebemos amigos em casa
  3. Não fomos à casa de nenhum amigo
  4. Não fomos à casa de ninguém, na verdade, além de uma vez na casa dos meus pais
  5. Não fomos a bar (nem devemos ir tão cedo)
  6. Não abracei ninguém nesse período todo (além dos dois que moram comigo)
  7. Não fui nem a salão de beleza, nem a academia, nem a clínica, nem a clube, nem a loja de roupas, todos já reabertos em BH
  8. Não fui a nenhum médico nesse período
  9. Não andei nem de ônibus nem de táxi nem de aplicativo; só a pé ou com meu carro

É isso. A lista das coisas que eu já fiz vai crescendo, aos pouquinhos, e isso é esperado. Somos como bebês dando os primeiro passos para explorar um mundo completamente novo. Teremos várias “primeiras vezes” daqui pra frente, assim como os pequenos. Minha primeira vez dentro de um cinema de novo vai ser algo emocionante. Minha primeira vez reunindo os amigos num bar para comemorar meu aniversário, também. Se a pandemia serviu pra alguma coisa, foi pra nos fazer valorizar estas pequenas atividades cotidianas que sempre gostamos de fazer e agora não podemos mais. “Quando pudermos de novo”, será mágico. Como foi na primeira vez, anos e anos atrás…

E a sua lista, como está? Coloque aí nos comentários!


Leia também:

***

Quer assinar o blog para recebê-lo por email a cada novo post? É gratuito! CLIQUE AQUI e veja como é simples!

faceblogttblog

Cristina Moreno de Castro Ver tudo

Mineira de Beagá, jornalista, blogueira, poeta, blueseira, atleticana, otimista, aprendendo a ser mãe. Redes: www.facebook.com/blogdakikacastro, twitter.com/kikacastro www.goodreads.com/kikacastro. Mais blog: http://www.otempo.com.br/blogs/19.180341 e http://www.brasilpost.com.br/cristina-moreno-de-castro

Deixe aqui seu comentário! ;)

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: