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Sem inspiração

http://thisisnthappiness.com/post/4557387855/world-war-something

Não vou falar do massacre no Realengo.

Não vou conjecturar sobre as razões por trás da mente obscura de Wellington de Oliveira.

Não vou comentar o desarmamento, que volta a ser discutido no Congresso.

Não vou falar de Bolsonaros e de perfis e comunidades cada vez mais bizarros que encontro nos Orkuts da vida (mas vou falar: já os denunciei e acho que todos deveriam fazer o mesmo).

Não vou falar do morador de rua atormentado, que, num surto, esfaqueou duas pessoas num ponto de ônibus.

Não vou falar de política, nem de polícia, nem de crime ou de castigo.

Hoje estou sem inspiração e, ao mesmo tempo, não cabe aqui um post leve e desanuviado, um poema ou a foto de uma flor.

Deixo vocês, meus amigos, com uma charge feita pelo gênio Angeli, que saiu na Folha na última sexta. Ele vai falar por mim:

Cristina Moreno de Castro Ver tudo

Mineira de Beagá, jornalista, blogueira, poeta, blueseira, atleticana, otimista, aprendendo a ser mãe. Redes: www.facebook.com/blogdakikacastro, twitter.com/kikacastro www.goodreads.com/kikacastro. Mais blog: http://www.otempo.com.br/blogs/19.180341 e http://www.brasilpost.com.br/cristina-moreno-de-castro

6 comentários em “Sem inspiração Deixe um comentário

  1. O outro lado, o fim, da vida. O ciclo.
    Nós temos muito medo da morte, e ela nos ronda o tempo todo. Queremos ser animais inteligentes, seres sentientes, e nos enganamos dizendo que temos consciência de nós mesmos, quando não sei nem se temos consciência.
    A verdade é que na selva se mata e se morre de mortes de causas diversas. E que nossos burgos são somente um outro tipo de selva. Selvas de gente. Ou dessa coisa, dessa gente, que chamamos gente. Nossa gente.
    A verdade é que matamos e morremos com uma facilidade incrível. Ou será inconcebível?
    E talvez só o que possamos fazer a respeito é viver mais. E com mais respeito. Ou consciência, acho que dá na mesma.

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  2. Falta de inspiração ou cansaço pela repetição de malfeitos? Não desanime, Cristina, talvez a eloquência de seu silêncio nos leve a pensar mais, acerca do que somos. Queria dizer tanta coisa, mas acho que cansei.
    Abraços, Cristina.

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  3. Eu até tento, Cris, escrever sobre esses temas – e desenvolvo algo passável.

    A charge do Angeli está brilhante… o mundo em estado de óbito ( embora desde sempre, já que a trajetória humana por este belo planetinha não tem sido das mais pacíficas – e já deveríamos aprender com as lições da História). O ser humano precisa de afeto – nada no estilo “Chalita”, mas no sentido da alteridade, perceber o outro não apenas como um obstáculo ou estatística…

    Bj

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