A última edição do caderno Equilíbrio, da Folha, abordou um assunto que sempre me intrigou: onde vão parar nossas memórias de quando temos cinco anos pra baixo? Por que não podemos simplesmente registrá-las, como fazemos em qualquer época da vida? Todos os pesquisadores, embora tenham explicações diferentes para o fenômeno, são unânimes ao concordar que… Continuar lendo Primeiras memórias – parte 1 (filosófica, depressiva, angustiante e instigadora)
Tag: Morte
Fanatismo é burro, mas perigoso
Já escrevi outras vezes, desde que tinha meu blog anterior, que todo fanatismo é burro, mas não existe fanatismo inocente: fanáticos são pessoas potencialmente perigosas, justamente por se acharem melhores que as outras, superiores, se acharem capazes de dar lição nos outros, que ainda não sucumbiram àquela fé. Isso serve para fanáticos de partidos políticos,… Continuar lendo Fanatismo é burro, mas perigoso
Sem inspiração
Não vou falar do massacre no Realengo. Não vou conjecturar sobre as razões por trás da mente obscura de Wellington de Oliveira. Não vou comentar o desarmamento, que volta a ser discutido no Congresso. Não vou falar de Bolsonaros e de perfis e comunidades cada vez mais bizarros que encontro nos Orkuts da vida (mas… Continuar lendo Sem inspiração
“Dormiu para sempre no fim de 2007”
Se você gosta de jornalismo, ou de jornalistas que mais parecem personagens do Rubens Fonseca, ou de pessoas duronas, que morrem e ninguém fica sabendo mais de três anos depois, ou se gosta de um texto bem escrito, que ouve figuras cheias de boas memórias, se gosta de mistérios e dos mistérios da madrugada, que… Continuar lendo “Dormiu para sempre no fim de 2007”
Caroço
Hoje acordou com um caroço de manga entalado na garganta. Passaram-se várias horas, e lá estava ainda. Coração bateu mais forte. Muito mais. A mão se enregelou e tremeu e formigou. O choro não tardou a vir. Quando veio, foi um temporal de causar enchente. E o caroço apertou. Seria saudade (de casa)? Ouviu “Goin’… Continuar lendo Caroço
Os Rios de Janeiro
O que tive o privilégio de visitar quatro vezes foi esse aí de cima. O que nos dá bastante tristeza é ESTE AQUI, das 257 mortes. Ontem São Paulo, hoje Rio, amanhã…?