O papel de um governador na mixórdia política do Brasil

O governador do Estado do Maranhão, Flávio Dino (PC do B)

O governador do Estado do Maranhão, Flávio Dino (PC do B). Foto: Fábio Pozzebom/ABr

O texto abaixo foi enviado por Sandra Starling para publicação no blog, e serve de contraponto a algumas ideias que eu e meu pai defendemos neste espaço.

Você quer também publicar um texto aqui no blog? Um artigo de opinião, uma resenha de filme, um conto, um poema? Envie para mim e, se tiver a ver com a proposta do blog, publicarei por aqui 😉

Vamos ao texto de Sandra Starling:


“Tento escrever um resumo do que precedeu a atual situação política brasileira.

Diante dos acontecimentos dos dias 9 e 10 de maio em Brasília, quando o Presidente interino da Câmara dos Deputados anulou a abertura do impeachment e o Presidente do Senado manteve o processo, opto por tratar de outro aspecto dessa mixórdia brasileira. Não que tal situação de descalabro seja inédita na América Latina, ou mesmo noutros lugares do mundo. Mas aqui está ultrapassando todos os limites!

Nos jornais, vejo esmiuçados todos os aspectos cômicos e tragicômicos dessa grande farsa, onde investigados, indiciados, réus e condenados com foro privilegiado (parlamentares, ministros, presidente e ex-presidente) dançam uma dança grotesca, enquanto a zika, a dengue, o H1N1 e outras doenças de nomes estranhos vão ceifando vidas de brasileiros pobres,  além da volta de antigos males, como a tuberculose, esta grassando por estas Minas Gerais… Triste país!

Desemprego, volta da inflação, desespero de muitas famílias, de braços dados a pomposos anúncios nos estertores do governo Dilma, de criação de mais universidades e contratação de mais médicos para o “Mais Médicos”. Não se sabe com que dinheiro, porque o Tesouro de há muito faliu. Na sequência, vimos ainda uma atlética presidente pedalando em Brasília às voltas com um processo de impedimento mas ainda morando no Palácio da Alvorada e servida por 15 assessores! Tudo, evidentemente, garantido por nós contribuintes. É sério?!

Para aproveitar melhor a oportunidade e tentar contribuir na futura escolha de prefeitos e vereadores neste ano e, mais na frente, governadores, deputados estaduais, federais e presidente da República, peço a meus eventuais leitores neste blog que prestem atenção ao que contribui para essa confusão.

Via de regra, os eleitores brasileiros escolhem cada um dos referidos cargos misturando uma série de siglas partidárias e preferências pessoais, ou pagamento de favores. O resultado é que se forma uma cadeia de interesses entre o executivo e o legislativo municipal, o executivo e o legislativo estadual e os parlamentares da Câmara e Senado, mais a Presidência da República.

Na farsa daqueles dias que analiso, teve papel preponderante o governador do Maranhão, Flávio Dino, do PC do B, e ex-juiz federal. Isso mesmo. Concursado no mesmo concurso que alçou Sérgio Moro ao papel preponderante que tem exercido, tentando resolver esse mar de corrupção que começou lá atrás no mensalão do PT, que fora precedido pelo mensalão mineiro do PSDB de  Eduardo Azeredo, e que vem tendo sequência na operação Lava-Jato, abrangendo não apenas a Petrobras, como também a Eletrobrás. E pegando de roldão eleitos de várias e diferentes siglas.

Pois o Flávio Dino, esse ínclito ex-juiz federal, foi quem armou com o deputado de seu Estado e sucessor do afastado toda a confusão que resultou naquele cancelamento do processo de afastamento da presidente na Câmara. Valendo-se de uma carona no avião da FAB, colocado à disposição do presidente interino da Câmara, deputado também pelo Maranhão, insisto, voou o governador com ele para Brasília na calada da noite e lá chegando, valendo-se dos préstimos do Advogado Geral da União – aquele que defende Dilma Rousseff –, elaborou o tal documento que deu por nula a sessão da Câmara que havia dado início ao impeachment. Aí o circo pegou fogo. O presidente do Senado não recebeu o documento do presidente da Câmara, chamando-o de “brincadeira contra a democracia” e aí tanto a Câmara quanto o Senado viraram o que viraram: palco de gritaria, cusparadas, ameaças veladas e não tanto. Quando o PT do Senado, altas horas da noite, acabou de preparar um mandado de segurança para o STF tentando anular a decisão do Renan Calheiros, os que o fizeram foram dormir contentes com sua obra para amanhecerem murchos diante do recuo do presidente da Câmara que deu o dito por não dito, o feito por não feito e acabou-se, por aí, a farsa. Se ainda não vierem outros espetáculos de tanto mau gosto quanto esse.

De modo que ao ser publicado este artigo, já se sabe que aquela farsa acabou e que começou outra farsa, com o denominado governo provisório de Michel Miguel EliasTemer Lulia!

Leitor: como eleitor, pense muitas vezes nas razões de seu voto, porque você pode estar ajudando a tornar seu país ingovernável de vez. Ou sua cidade, ou seu Estado.

Olho vivo!

Noutro artigo, prosseguirei, analisando o que vem acontecendo depois do afastamento de Dilma e também incluindo as estranhas ações no STF do ministro Teori Zavascki.”

Leia também:

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