Sejamos mais cachorros!

Einstein

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Um amigo meu, que preferiu não ser identificado no post, escreveu uma mensagem tão inspiradora que resolvi compartilhá-la aqui no blog. Para pensar:

“Decidi falar aqui da morte do Einstein, que já rolou há um tempo, para pedir para vocês serem mais cachorros. É que bateu uma saudade imensa dele e o tempo nunca foi muito importante entre a gente. Tive na vida a oportunidade de ir aprendendo com os cachorros a ser mais descalço, mais pelado, mais carinhoso e mais alegre. A gente já vive num mundo tão humano, somos tão obcecados com objetos e eletricidade que nos esquecemos do maravilhoso mistério de nossas próprias biologias. Nossa amizade com os cachorros é em seus poucos milhares de anos talvez a mais profícua relação entre duas espécies, basta olhar e ver. Que no mundo de curtições, catucações e bajulações narcisísticas possamos sempre olhar para nossa ancestralidade comum com os cachorros e, ao invés de fantasiarmos eles como pessoas, possamos ver em nós os mamíferos que somos. Sejam mais cachorros e me chamem para que juntos uivemos sob a lua.”

O lindo cachorro Einstein e seu dono, em foto de arquivo pessoal dele.

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8 comentários sobre “Sejamos mais cachorros!

  1. Ai, ler isso quando penso em adotar mais um!
    Nunca tive cachorro, o primeiro foi há 2 anos, porque meu filho ganhou. Um shitzhu todo bonzinho. É tão gostoso que agora quero experimentar um vira lata bagunceiro kkkk

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  2. Histórias de cachorro sempre fascinaram os melhores escritores. Esse aí, que pode ser identificado pela foto, escreve muito bem. Se persistir, será um escritor conhecido. Entre os livros que já li, um dos melhores é “A Rua das Ilusões Perdidas”, de John Steinbeck. Um trecho do livro publicado pela Editora Record em 1945, p. 96:

    “Quando os rapazes chegaram à casa da fazenda, Mack estava na cozinha. A cadela estava deitada de lado e Mack segurava um pano quente saturado de sais de Epsom contra a mordida de carrapato. Entre as pernas da cadela, os filhotes roliços aninhavam-se e se empurravam, em busca de leite. A cadela olhava pacientemente para o rosto de Mack, parecendo dizer: “Está vendo como é? Tento explicar, mas ele não é capaz de compreender”.
    O capitão segurava um lampião e olhava para Mack.
    – Fico contente em saber disso – murmurou ele.
    – Não quero lhe ensinar como deve fazer as coisas, senhor – disse Mack – mas esses filhotes precisam ser desmamados. Ela não tem mais nenhum leite e os filhotes estão começando a mordê-la toda.
    – Sei disso. Devia ter afogado todos, menos um. Mas é que ando ocupado demais, procurando manter tudo em funcionamento. As pessoas não se interessam mais por cachorros passarinheiros como antigamente. Agora, só querem saber de poodles, boxers e dobermans.
    – Tem toda razão. E posso garantir que não existe um cachorro igual ao pointer para um homem. Não consigo atinar o que deu nas pessoas. Mas não seria capaz de afogar os filhotes, não é mesmo, senhor?
    – É que estou começando a ficar doido desde que minha mulher se meteu em política. Ela foi eleita para a Assembléia por este distrito. E quando a Assembléia não está em sessão, ela está correndo de um lado para outro a fazer discursos. E quando está em casa, passa o tempo todo estudando coisas e escrevendo discursos. – Deve ser horrível… isto é, deve se sentir muito sozinho – comentou Mack. – Se eu tivesse um filhote assim… – Ele pegou um dos filhotes, de rosto peludo, que se debateu freneticamente. – … aposto que daqui a três anos teria um cão passarinheiro de verdade.
    – Não gostaria de ficar com um? – indagou o capitão.
    Mack levantou a cabeça bruscamente.
    – Está querendo dizer que me deixaria ficar com um? Mas é claro que eu adoraria!”

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