Os livros e seus cenários mágicos

Outro dia recebi pelo WhatsApp uma daquelas brincadeiras que circulam de vez em quando, tipo ESTA. A pergunta era:

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Quando fui parar pra pensar, me espantei com os últimos cenários que percorri por meio dos livros:

no atual, estou numa África do Sul colonial, em regiões bastante inóspitas, com elefantes, tribos selvagens e muita aventura. Também acabo de passar por Omã, na Península Arábica.

Antes, estive em Lima e Piura, no Peru. Um calor danado, mas pouco do cenário é descrito para mim: a atenção do autor é mais concentrada nos personagens.

Fui percorrendo minha relação de livros lidos e pela primeira vez me dei conta da importância relativa do cenário em cada um deles. Em alguns, como este que estou lendo agora, o local onde se desenrola a história é essencial, é praticamente um personagem extra no livro. É comum que isso aconteça em livros de aventura, onde os personagens passam grandes perrengues no trajeto que escolheram. Já em outros livros, a gente nem é informado sobre onde se passa a história. O autor nos leva para a cabeça do personagem, ou para o núcleo da família, e nada mais parece interessar muito.

Voltei a pensar nisso, ao ver a série de tirinhas que Liniers tem colocado em seu Macanudo nos últimos dias, mostrando as viagens que Enriqueta faz a cada leitura:

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Esta é uma das grandes delícias da leitura (principalmente de ficção): você ser transportado a cenários desconhecidos, inóspitos, loucos, históricos, inimagináveis. Ou a uma Paris trivial do século 21, mas que até hoje só conheço pela literatura e pelo cinema.

E você: por onde andou em suas últimas leituras? 

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