Outro dia recebi pelo WhatsApp uma daquelas brincadeiras que circulam de vez em quando, tipo ESTA. A pergunta era:

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Quando fui parar pra pensar, me espantei com os últimos cenários que percorri por meio dos livros:

no atual, estou numa África do Sul colonial, em regiões bastante inóspitas, com elefantes, tribos selvagens e muita aventura. Também acabo de passar por Omã, na Península Arábica.

Antes, estive em Lima e Piura, no Peru. Um calor danado, mas pouco do cenário é descrito para mim: a atenção do autor é mais concentrada nos personagens.

Fui percorrendo minha relação de livros lidos e pela primeira vez me dei conta da importância relativa do cenário em cada um deles. Em alguns, como este que estou lendo agora, o local onde se desenrola a história é essencial, é praticamente um personagem extra no livro. É comum que isso aconteça em livros de aventura, onde os personagens passam grandes perrengues no trajeto que escolheram. Já em outros livros, a gente nem é informado sobre onde se passa a história. O autor nos leva para a cabeça do personagem, ou para o núcleo da família, e nada mais parece interessar muito.

Voltei a pensar nisso, ao ver a série de tirinhas que Liniers tem colocado em seu Macanudo nos últimos dias, mostrando as viagens que Enriqueta faz a cada leitura:

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Esta é uma das grandes delícias da leitura (principalmente de ficção): você ser transportado a cenários desconhecidos, inóspitos, loucos, históricos, inimagináveis. Ou a uma Paris trivial do século 21, mas que até hoje só conheço pela literatura e pelo cinema.

E você: por onde andou em suas últimas leituras? 

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8 respostas a “Os livros e seus cenários mágicos”

  1. Olá Kika!
    Se me trasportassem para o cenário do livro que ando a ler, estaria no ano 2019, visitando cenários imaginados por Arthur C.Clarke em meados dos anos 80 sobre como seria a vida nesse ano. Algumas coisas estão muito próximas da realidade atual, outras completamente “a Leste do Paraíso”… na cabeça dele, por esta altura já existiria uma base na Lua. ;-)

    1. Mas alguns aparelhos tecnológicos, tipo o Google Glass, são bem de ficção científica, né? Ele tinha previsto óculos e relógios inteligentes? Acho que até 2019 esses aparelhos já vão ter se popularizado tipo os smartphones, né?

  2. Avatar de Gustavo de Oliveira
    Gustavo de Oliveira

    Acabei de sair de Atenas e estou em Paris..(livros Atenas e Paris – Airton Ortiz, recomendo muito – jornalista gaúcho que viaja o mundo e faz um “diário”)

    1. Ler é uma das maneiras mais incríveis (e baratas) de viajar e conhecer o mundo todo, né…! :D

  3. Cris, você se esqueceu de dizer o nome do livro que está lendo agora e que a fez viajar à África do Sul: “Horizonte Azul”. Foi um presente de uma empregada doméstica à sua mãe, quando ela resolveu passar o livro muito manuseado para a frente, depois de o ter lido umas cinco vezes. “É o melhor livro que já li”, ela explicou o presente massudo (quantas páginas?).

    Sua mãe leu e gostou. Eu li e gostei. E sabia que você gostaria. Para mim, uma viagem de volta aos 15 anos, quando me deliciava com esses livros de aventura que têm pouco compromisso com a realidade, tipo Tarzan e aqueles protagonizados pelo aventureiro inglês Braço-Forte na África colonial. Era no tempo em que os livros de autores ingleses tinham seus nomes e sobrenomes traduzidos. Armstrong virava Braço-Forte, na Coleção Terra-Mar-e-Ar. Bons tempos…

    1. Esse mesmo! Eu ainda vou fazer um post só para ele aqui no blog :) Tem mais de 600 páginas e a gente lê rapidinho, mesmo separando só os minutinhos antes do sono para ler. Grandes aventuras!

  4. Ah, adorei as tirinhas do Liniers! :)

    Bem, recentemente estive em Terralba, na Itália, em plena Idade Média durante as cruzadas cristãs, na leitura de “O Visconde partido ao meio”, do Italo Calvino, uma historinha bem divertida; antes disso, andei pelos lados de San Juan, em Porto Rico, na companhia de Hunter S. Thompson em “Rum: diário de um jornalista bêbado”, um livro que me fez lembrar aquele narrador da Sessão da Tarde quando anuncia um filme em que “essa galera vai aprontar mil e uma confusões”. :D E agora estou dando uma voltinha em Paris ao lado de Milan Kundera em “A festa da insignificância”.

    Próximas paradas: roteiros com Truman Capote e Jack London.

    1. Nossa, só viagens incríveis! :D

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