Os 50 anos de Mary Poppins

Para pegar na locadora ou ver no Netflix: MARY POPPINS

Nota 10

mary

Este clássico do cinema foi feito em 1964 — há 50 anos, portanto — e ainda é encantador para crianças e adultos. Dia desses assisti (está no Netflix) com minha sobrinha de 6 anos. Não sei qual das duas crianças se divertiu mais: eu ou ela. Nem piscávamos! 😀

Qual a fórmula mágica?

Crianças adoram histórias com as quais se identificam. (Quantas delas não adorariam ter uma babá alegre e cheia de poderes mágicos em vez de babás burocráticas e rabugentas? Quantas não sofrem com pais ausentes, que preferem o trabalho ao tempo juntos?)

Crianças adoram filmes com músicas. E este musical tem a grande vantagem de não ser daquele tipo enfadonho, em que os atores só cantam o tempo todo. Não: há história, e muita! E, quando há música, geralmente vem acompanhada de danças incríveis, como o sapateado em cima das chaminés (quantas crianças não adorariam passear sobre os telhados da cidade ou descer direto por uma chaminé — ou subir voando por ela, o que seria melhor ainda!).

Crianças gostam de explorar a imaginação, o faz de conta. Quando subitamente se veem dentro de um quadro, por exemplo, elas revivem o sonho de Alice no País das Maravilhas. Como seria incrível flutuar no ar de tanto rir! São coisas que escapam desta realidade de vez em quando tão sem sal. (E quem aí não adora uma mágica?)

E os adultos que conservam uma criança dentro de si também se divertem muito com todas essas situações vividas pelo casal simpatiquíssimo Julie Andrews e Dick Van Dyke, sob a direção de Robert Stevenson (de outros clássicos, como “Se o Meu Fusca Falasse”).

Este filme é um verdadeiro manifesto contra a chatice no mundo! Deveria ser assistido, obrigatoriamente, por todos os rabugentos sem imaginação, no mínimo uma vez por ano 😉

Você também pode assisti-lo pela internet, em sites como ESTE.

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Não percam a exposição de Escher! (E vejam aqui 13 imagens)

Hoje finalmente fomos ver a exposição do gênio holandês Maurits Cornelis Escher, mestre das xilogravuras e litografias e, eu acrescentaria, da matemática e da física. O Palácio das Artes de Beagá recebe o acervo de Escher desde 20 de setembro, mas já está chegando ao fim: só vai até o dia 17 de novembro!

Resumo em uma palavra: é impressionante. De uma inteligência, lógica e perfeccionismo que chegam a ser mágicos. Escher explora o impossível, como ele mesmo diz:

“Às vezes parece-me que ficamos aflitos e possuídos por um desejo pelo impossível. Buscamos o não natural ou o sobrenatural, aquilo que não existe, um milagre.Pode acontecer que, de forma contínua, nos tornemos receptivos ao inexplicável. É o milagre da mesma espacialidade tridimensional na qual andamos ao longo do dia, como em uma esteira. Esse conceito de espacialidade se revela, por vezes, em raros momentos de lucidez, como algo de tirar o fôlego.

Não conhecemos o espaço. Estamos no meio dele, somos parte dele, mas não sabemos nada a seu respeito. O espaço permanece inescrutável. A realidade é inexplicável e misteriosa! Mas não nos satisfazemos com isso e insistimos em brincar com histórias e imagens, a fim de escapar dela.”

O resultado são essas imagens maravilhosas, que estão lá, para quem quiser ver:

Fonte:  www.mcescher.com

Autorretrato. Fonte de todas as imagens: http://www.mcescher.com

02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13As que mais me impressionaram foram essas que exploram a simetria e o padrão geométrico. São praticamente um tabuleiro de xadrez! E essas que colocam os homens subindo e descendo escadas, em círculos, me fizeram viajar por vários minutos. Nunca pensei que quadros tivessem ritmo!

Deixo uma dica a quem tiver horários mais flexíveis: evitem ir no fim de semana e em dia de semana muito cedo ou na parte da tarde. O ideal, o horário em que fica mais vazio, é mais perto da hora do almoço, nos dias úteis. Hoje eu cheguei às 11h e, em menos de meia hora, já estava lá dentro. Acabei de ver tudo, com tranquilidade, às 13h. Quando saí, não tinha ninguém na fila. Mas, segundo funcionários de lá, se eu tivesse chegado na hora que abre, às 9h30, teria pegado uma fila bem mais longa, que chegava até a rua, e teria sido tudo muito mais cansativo e demorado. Muito por causa das várias excursões escolares (mas acho o máximo que as escolas, públicas e particulares, estejam levando seus alunos a esta verdadeira aula!).

O importante é: não deixem de ir! Mais informações sobre endereço e horários AQUI. Lembrando: é gratuito.

Pais e mães de crianças pequenas: não destruam a mágica do Natal!

Sequência de cosquinhas na alma da festa de Natal

Sequência de cosquinhas na alma da festa de Natal (dez/2010)

Já falei aqui sobre o que acho do Natal. Não é só a data que mais dá lucros para o comércio ou uma data importante para o Cristianismo. É também um estado de espírito, um amontoado de memórias boas de famílias unidas, celebração, reencontro, solidariedade, doação etc.

Desenvolvo a ideia melhor NESTE post.

Para mim, até a cor do Natal é diferente. Vivemos num mundo meio acinzentado ao longo de mais de 11 meses no ano e, lá no finzinho, ele ganha tons alegres e avermelhados, as pessoas ganham mais sorrisos, são mais cordiais, o trânsito desengarrafa um pouco, toda a cidade ganha luzes e enfeites e fica mais bonita.

Isso, pra mim, é mágico. A ponto de às vezes eu sentir esse estado de espírito em datas totalmente diferentes: acordar em pleno abril achando que o dia está “com cara de Natal”.

E Papai Noel, o “mito”, é parte importante desse estado de espírito. Tanto é que, até hoje, com 28 anos de idade, gosto de cultivar a ideia de que existem dezenas de Nicolaus pelo mundo, dispostos a distribuir presentes para fazer a alegria fácil das crianças. Tem gente que faz isso até com vaquinha na internet — e dá certo 🙂 Por isso, parte importante do preparo do meu estado de espírito é ler o maravilhoso “Milagre na Rua 34”, do Valentine Dabies, com suas parcas 117 páginas (dá pra ler em duas horas, no máximo), e me encantar com a história do Papai Noel real.

Se até para os adultos acreditar nele é saudável, imagina para as crianças. Elas têm o direito de acreditar em fantasias e desenvolver bastante a imaginação. É a época da vida para isso e só fará o bem para elas no futuro.

Meus pais também pensavam assim e sempre incentivaram que eu acreditasse em Papai Noel. Minha mãe escrevia cartas, fingindo ser ele, e os dois escondiam os presentes no maleiro e só colocavam na árvore na madrugada de 24 para 25 de dezembro, seguindo todo o ritual (que meus irmãos mais velhos ajudavam a preservar, sem estragos). A mágica só foi desfeita por minha própria culpa: reconheci a letra da minha mãe na última das cartinhas e perguntei a ela, que já não teve como negar depois de um tempo. Mas meus pais fizeram a mágica durar pelo máximo que puderam e só fico feliz e agradecida por isso.

Escrevo com bastante antecedência, porque ainda está em tempo e tenho que ser mais rápida que os shoppings e comerciais: pais de crianças pequenas, meus queridos, não façam a bobagem de destruir essa linda fantasia de seus filhos. E saibam que, ao fazer isso, vocês vão contribuir pra destruir também a de todos os coleguinhas dos seus filhos, porque criança adora passar adiante esse tipo de informação.

VEJAM SÓ o que aconteceu com minha sobrinha 😦

Pra que falar a uma criança de 5 anos que o Papai Noel não existe?! O que se ganha com isso?? Só sei listar o que se perde…

(Mas fiquem à vontade para me contestar aí nos comentários)