Num belo dia, viramos uma página

Quando eu era bem pequena tinha o mesmo pesadelo todas as noites: uma agulha malévola perfurava meus olhos e me deixava cega, com direito a muito sangue jorrando para todos os lados. Até hoje, ficar cega é meu maior medo — como todos os medos, totalmente irracional. Quando eu tinha esse “sonho ruim”, ia até… Continuar lendo Num belo dia, viramos uma página

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Memórias de um sábio — e a solidão infantil

Já falei aqui no blog como o Rubem Alves é sábio. Ele fala das miudezas da vida como se fossem as coisas mais importantes do mundo — porque sabe que são mesmo. Ler seus livros é passear pelo encantamento com os passarinhos, os picolés, as mexericas, os carros de bois. É como voltar ao olhar… Continuar lendo Memórias de um sábio — e a solidão infantil

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Enfim, minha biblioteca

Quando eu era criança, meu sonho era ter uma biblioteca só para mim, com livros em ordem alfabética, divididos por categorias, forrando uma parede inteira do quarto, com estantes do teto ao chão. Como não tínhamos nem espaço nem dinheiro para isso, os livros ficavam espalhados em vários armários, na sala, na copa, no meu… Continuar lendo Enfim, minha biblioteca

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O Dia da Tia

Tia Maria Afonsa, que morreu em 2012, e tio Thirésio, que morreu em 2015. Deixarão muitas saudades! Foto: arquivo pessoal

Depois da Madrinha, a Tia. A Tia que me deixou tantas lembranças. Boa parte delas é associada a comidas. Comidas maravilhosas, que ela fazia com prazer. Tinha o frango ensopado do almoço. E o café com muitos biscoitos. Tinha um queijo que ela derretia na chapa, até ficar bem torradinho e crocante, e que eu… Continuar lendo O Dia da Tia

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“Belém-belém, daqui a pouco tou de bem”

Já briguei com vários amigos ao longo da vida, ou simplesmente me afastei, por força das circunstâncias. No último ano, por exemplo, duas amigas ficaram para trás e agora são praticamente apenas parte da memória. Isso me lembra que, quanto mais crescemos, mais as coisas vão se tornando “definitivas”. É por isso que um velho… Continuar lendo “Belém-belém, daqui a pouco tou de bem”

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Infância maluquinha: minha participação no filme ‘Menino Maluquinho’

Existiu um mês no meu passado – mais precisamente julho de 1994, quando eu tinha 9 anos de idade – sobre o qual pouco falo a respeito. (Acho que porque, quando eu era criança, meus pais falaram para eu não ficar me gabando disso na escola, pra meus coleguinhas não me acharem metida. Continuei em… Continuar lendo Infância maluquinha: minha participação no filme ‘Menino Maluquinho’

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