‘Guerra Fria’: a história de amor é metonímia

Vale a pena assistir: GUERRA FRIA (Zimna wojna)
Nota 8

Coincidência ou não, os dois filmes mais bonitos do Oscar deste ano foram filmados em preto e branco: este “Guerra Fria” e “Roma“, que, penso eu, é o favorito a levar o prêmio principal da noite.

Esta beleza foi devidamente reconhecida pela Academia, com a indicação de melhor fotografia – e há chances reais de Lukasz Zal (de “Com Amor, Van Gogh”) ganhar. Ele já levou, afinal, o prêmio da sociedade americana de diretores de fotografia. “Guerra Fria” também concorre a melhor filme estrangeiro e melhor diretor – prêmio que Pawel Pawlikowski ganhou no prestigiado festival de Cannes.

Não se trata de um filme sobre política, apesar de o nome sugerir isso. Nem é um super relato histórico da guerra fria. É, sim, uma história de amor. Um amor que tenta sobreviver naqueles anos difíceis das décadas de 50 e 60, entre um país e outro. Por meio do amor, Pawel conta um pouco sobre a história. Mas ela é a coadjuvante do filme.

Isso talvez se deva à memória afetiva do diretor, que dedica o filme aos seus pais. A história dos protagonistas Zula e Wiktor, brilhantemente interpretados pelos experientes atores poloneses Joanna KuligTomasz Kot, é inspirada na história dos pais do diretor polonês. É como contar sobre o holocausto por meio do pianista Wladyslaw Szpilman, no filme do também polonês Roman Polanski. Ambos os filmes são metonímias – em que as partes, esses recortes poéticos, estão ali para representar o todo (a guerra fria, ou o holocausto).

Li uma sinopse do filme que diz que ele retrata uma história de amor impossível “em tempos impossíveis”. É isso: a guerra fria é um pano de fundo, mas é também personagem eloquente do filme, sempre interrompendo, ou se intrometendo, nessa história de amor – e não precisa nem de outro rival.

Com apenas uma hora e meia de duração (palmas para os filmes objetivos!), “Guerra Fria” é cheio de história, com vaivéns admiráveis, que fazem lembrar narrativas do estilo de “Travessuras da Menina Má”, com todas aquelas passagens por países diferentes, encontros e desencontros e reencontros. O filme voa. E eu nunca imaginaria isso de um longa que é baseado na história de um grupo de música folclórica polonesa. Mérito total do diretor, que arrancou 18 minutos de aplausos em Cannes.

Se vai levar as três estatuetas do Oscar para casa? Acho que não, talvez só a de melhor fotografia. Porque o páreo está duro com o outro p&b da lista. Aliás, “Roma” e “Guerra Fria” não têm só os tons de cinza em comum: ambos são filmes de memórias afetivas dos diretores, ambos são homenagens. Talvez daí venha toda a carga emocional, singela e sincera, que possuem.

Assista ao trailer do filme:

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‘Estrelas Além do Tempo’: barreiras sendo derrubadas, além do tempo

Para ver no cinema: ESTRELAS ALÉM DO TEMPO (Hidden Figures)
Nota 10

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Na década de 1960, auge da luta contra a segregação racial nos Estados Unidos, um grupo de mulheres negras quebra inúmeras barreiras dentro da NASA e se torna essencial para o sucesso dos Estados Unidos na corrida espacial que era travada com a União Soviética.

Mulheres. Negras. Em um ambiente majoritariamente masculino como é, ainda hoje, o universo da engenharia/física/matemática. Nos anos 60.

O último parágrafo foi repetitivo, eu sei, mas é que acho que valia a pena destacar com bastante ênfase esse contexto, que justifica, por si só, o entusiasmo que provoca a história contada em “Hidden Figures”. Quando o filme acabou, vi a sala de cinema explodir em palmas — algo que eu não presenciava há tempos.

O filme é sobre a história real de três mulheres geniais: Katherine G. Johnson (interpretada brilhantemente por Taraji P. Henson, que, injustamente, não foi indicada ao Oscar), Dorothy Vaughan (a sempre ótima Octavia Spencer, que levou o Oscar por “Histórias Cruzadas” e foi indicada de novo agora) e Mary Jackson (papel da cantora Janelle Monáe*).

Pergunta: se elas eram tão geniais e foram tão importantes na história do homem do espaço, por que nunca ouvimos seus nomes antes? Todos nós, superleigos, crescemos ouvindo falar de Yuri Gagarin, John Glenn, Alan Shepard, Neil Armstrong e até da cadelinha Laika. Mas nada de Katherines, Dorothys e Marys em nossos repertórios. Continuar lendo

O advogado ético e o espião fleumático

Não deixe de assistir: PONTE DOS ESPIÕES (Bridge of Spies)
Nota 8

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O filme retrata bem o auge da Guerra Fria. Não só a tensão entre os governos dos Estados Unidos e URSS, mas também a paranoia na sociedade norte-americana, o fanatismo político do cidadão comum. E é isso que torna a história mais interessante e, principalmente na primeira metade do filme, retratada de forma relativamente imparcial.

Temos Rudolf Abel, um espião soviético preso pelo FBI, e James Donovan, um advogado convocado para defendê-lo. A ideia original era que Donovan fizesse uma defesa de fachada, apenas para parecer ao mundo que os Estados Unidos têm um sistema judiciário exemplar, que dá direito de defesa até mesmo a espiões perigosos. Mas o advogado leva sua função a sério, seguindo o lema de que todos merecem ter uma defesa justa.

Fazendo isso, ele se torna alvo de seus próprios conterrâneos.

Na segunda metade do filme, que se passa na Berlim Oriental, as coisas são retratadas com um viés mais americanizado da história. O que é desculpável, considerando que Steven Spielberg dirige o filme, protagonizado por Tom Hanks — a mesma dubla de “O Resgate do Soldado Ryan”. Bom, como não estamos na sala de aula, o que vale é que temos aí uma boa história de espionagem, muito bem contada, com todos os melhores ingredientes de livros como os de Frederick Forsyth e John Le Carré. Inspirada em fatos reais, essa história traz os primórdios das negociações internacionais de presos políticos, o que deve interessar especialmente aos advogados e estudantes de relações internacionais.

Esse roteiro bem escrito é o grande trunfo do filme e concorre ao Oscar da categoria. O filme também concorre pelo design de produção, mixagem de som, música original, melhor filme e melhor ator coadjuvante — Mark Rylance, que interpreta o incrivelmente fleumático espião soviético. O lema do personagem, ao ser perguntado se algo não o preocupa, é responder com outra pergunta: “E ajudaria se eu me preocupasse?” Taí um bom lema para todos nós…

Veja o trailer do filme:

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Um tempo para profecias (ou a terceira guerra mundial)

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Texto escrito por José de Souza Castro:

É tempo de desejar feliz Natal e próspero Ano Novo aos meus poucos leitores. É o que lhes desejo. Apesar disso, é tempo também de pensar um pouco sobre o que o futuro nos reserva, moradores do mundo.

Não entram nas minhas preocupações as dificuldades que a presidente Dilma Rousseff terá pela frente, ao iniciar-se seu segundo mandato. E nem as escaramuças dela com os oposicionistas e, principalmente, com os aliados do próprio governo no Congresso Nacional. Isso é fichinha diante do que preocupa, por exemplo, o ilustre sociólogo português Boaventura de Sousa Santos: a terceira guerra mundial.

Em artigo recente, ele adverte que “tudo leva a crer que está em preparação a terceira guerra mundial”. Quem a prepara são os Estados Unidos e seus aliados na Europa, tendo como pretexto a Ucrânia. Os alvos são a Rússia, principalmente, e a China. “A escalada da provocação à Rússia tem vários componentes que, no conjunto, constituem a segunda guerra fria”, afirma Boaventura.

Nesta guerra fria, ao contrário da primeira, a Europa é um participante ativo, ainda que subordinado aos EUA, e assume-se agora a possibilidade de guerra total e, portanto, de guerra nuclear, diz o sociólogo português. “Várias agências de segurança fazem planos já para o Day After de um confronto nuclear”, acrescenta.

Eu não tento fazer planos sobre o futuro de meus netos. Haverá por perto alguma caverna suficientemente profunda para que possam se esconder?

Norte-americanos e europeus estão a provocar os russos de três formas, explica Boaventura:

1. Sanções para debilitar a Rússia, como a redução do preço do petróleo, uma das mais importantes fontes de financiamento do país. E que prejudicarão também outros países considerados hostis aos norte-americanos, como Venezuela, Irã e Equador.

2. Instalação de um governo satélite em Kiev, começando por nomear uma ex-funcionária do Departamento de Estado, Natalie Jaresko, como nova ministra das finanças da Ucrânia. Cidadã americana, presidente de várias empresas financiadas pelo governo dos EUA e criadas para atuar na Ucrânia, Natalie obteve cidadania ucraniana dias antes de assumir o cargo de ministra.

3. A guerra de propaganda, com a grande imprensa sendo pressionada a difundir tudo o que legitime a provocação ocidental e ocultar tudo o que a questione. Boaventura cita o jornalista australiano John Pilger, conhecido mundialmente. Ele afirmou recentemente que, se os jornalistas tivessem resistido à guerra de propaganda, talvez se tivesse evitado a guerra do Iraque em que morreram, até recentemente, 1.455.590 iraquianos e 4.801 soldados norte-americanos. “Quantos ucranianos morrerão na guerra que está a ser preparada? E quantos não-ucranianos?”, indaga Boaventura.

De qualquer forma, tudo será feito em nome da defesa da democracia, como sempre. Não foi assim em 1964, aqui no Brasil, na preparação do golpe militar? Mas, questiona o sociólogo português que viveu sob a ditadura de Salazar, em seu país:

“Estamos em democracia quando 67% dos norte-americanos são contra a entrega de armas à Ucrânia e 98% dos seus representantes votam a favor? Estamos em democracia na Europa quando países da UE membros da NATO (Otan) podem estar a ser conduzidos, à revelia dos cidadãos, a travar uma guerra contra a Rússia em benefício dos EUA, ou quando o parlamento europeu segue nas suas rotinas de conforto enquanto a Europa está a ser preparada para ser o próximo teatro de guerra, e a Ucrânia, a próxima Líbia?”

Dois fatos, na opinião de Boaventura, explicam o que se passa: o declínio dos EUA enquanto país hegemônico; e o negócio altamente lucrativo da guerra. “Transformar os sinais óbvios de declínio em previsões de agressão visa justificar a guerra como defesa. Ora a guerra é altamente lucrativa devido à superioridade dos EUA na condução da guerra, no fornecimento de equipamentos e nos trabalhos de reconstrução”, afirma o autor.

Boaventura lembra que há pouco mais de dois meses o “New York Times” divulgou relatório da CIA sobre o fornecimento clandestino e ilegal de armas e financiamento de guerras nos últimos 67 anos em muitos países, entre eles, Cuba, Angola e Nicarágua. Esta notícia, acrescentou, serviu para que Noam Chomsky dissesse que aquele só podia ter o seguinte título: “Yes, we declare ourselves to be the world´s leading terrorist state. We are proud of it” (“Sim, declaramos que somos o maior estado terrorista do mundo. E temos orgulho nisso”).

Não é só Boaventura que critica a política dos Estados Unidos. Veja-se Immanuel Wallerstein, pesquisador senior da Universidade de Yale e autor do livro “The Decline of American Power: The U.S. in a Chaotic World”. Vale ler o artigo em inglês, AQUI. Trecho citado por Boaventura:

“Os EUA se transformaram num canhão descontrolado (a loose canon), um poder cujas ações são imprevisíveis, incontroláveis e perigosas para ele próprio e para os outros. A consequência mais dramática é que esta irracionalidade se repercute e intensifica na política dos seus aliados. Ao deixar-se envolver na nova guerra fria, a Europa não só atua contra os seus interesses econômicos, como perde a relativa autonomia que tinha construído no plano internacional depois de 1945”.

Fim de ano é propício a profecias para o ano seguinte. Alguém aí se anima?

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Cuba, Obama e a audácia da esperança

Obama e Raul Castro fizeram anúncio simultaneamente. Fotos: AFP

Obama e Raul Castro fizeram anúncio simultaneamente. Fotos: AFP

Texto escrito por José de Souza Castro:

Barack Obama foi eleito presidente dos Estados Unidos em novembro de 2008. Dois anos antes, foi lançado pela Crown Publishers, de Nova York, seu livro “The Audacity of Hope” (no Brasil, “A Audácia da Esperança”), para lastrear a campanha eleitoral do então senador democrata pelo Estado de Illinois que sonhava ser o primeiro negro a presidir seu país. Em suas quase 400 páginas, o livro trata de muitos problemas, mas nada fala sobre Cuba, uma ilha do Caribe com 11 milhões de habitantes, castigada pelos Estados Unidos desde a revolução vitoriosa liderada por Fidel Castro em 1959.

Uma revolução contra um cruel regime ditatorial de Fulgêncio Batista. Não tinha inspiração comunista, mas foi lançada nos braços da União Soviética, em plena Guerra Fria, para que os cubanos que não haviam fugido para Miami pudessem sobreviver, vítimas de um cruel embargo econômico imposto pela nação mais poderosa da terra. E que já dura 53 anos.

Na quarta-feira, Obama surpreendeu o mundo ao anunciar substanciais mudanças para normalizar as relações com Cuba, uma ação audaciosa para pôr fim a um dos mais mal orientados (“misguided”) capítulos na política exterior americana, como reconhece o “New York Times” em editorial.

Misguided? É pouco, tendo em vista o que escreveu Janio de Freitas, em sua coluna das quintas-feiras na “Folha de S. Paulo”: “Os 53 anos do bloqueio americano a Cuba não foram ao regime comunista cubano. Foram a milhões de crianças, e a milhões de mulheres, e a milhões de homens, que compuseram na infância, na juventude, como adultos e como velhos as sucessivas gerações submetidas a mais de meio século do flagelo inútil de carências terríveis”. Íntegra AQUI.

Eu era um jovem universitário quando li, entre outros livros de Sartre, “Furacão sobre Cuba”, publicado no Brasil pela Editora do Autor. É um relato entusiasmado do que o filósofo francês e sua mulher Simone de Beauvoir viram na ilha, entre fevereiro e março de 1960. O livro publica também depoimentos de Rubem Braga e Fernando Sabino sobre suas próprias viagens a Cuba.

O livro era um contraponto interessante a tudo que se lia em revistas e jornais brasileiros sobre Cuba. Todos esquecidos dos horrores da ditadura Fulgêncio Batista, derrubada pela revolução. Nesse meio século, pouco mudou do que se lê por aqui, com raros interregnos, como a série de reportagens feitas por Fernando Morais em 1975 que deu origem ao livro “A Ilha”. Entrevistado no mesmo dia do anúncio de Obama pelo jornal paulista, Morais comemorou: “Não é só uma frase de efeito, mas a Guerra Fria acabou hoje”. Em 2011, ele havia publicado novo livro sobre Cuba, intitulado “Os Últimos Soldados da Guerra Fria” – uma referência aos cinco cubanos que estavam presos nos EUA sob a acusação de espionagem.

Em seu editorial, o NYT afirma que, como parte das negociações secretas que se desenvolveram nos últimos meses entre Cuba e EUA, o governo cubano libertou um espião norte-americano que estava preso havia quase 20 anos e um empresário norte-americano, Alan Gross, preso em Havana em 2009. Já o governo Obama libertou três espiões cubanos que ficaram presos por mais de 13 anos. O que terá acontecido com os outros dois?

De qualquer forma, a troca de prisioneiros pavimentou o caminho para uma revisão política que poderia se tornar o principal legado da política externa de Obama, afirma o editorial do mais importante jornal norte-americano. Que adverte, no entanto, que o Congresso provavelmente não dará, tão cedo, passos complementares rumo a uma relação mais saudável com Cuba.

Como se sabe, o Partido Democrata, de Obama, perdeu o controle das duas casas do Congresso dos Estados Unidos, para o Partido Republicano, historicamente inimigo de Cuba, desde que seus dirigentes desapropriaram propriedades agrícolas de norte-americanos e fecharam os cassinos, boates e prostíbulos pertencentes à Máfia dos Estados Unidos, doadora da campanha eleitoral de John Kennedy. Que só não derrubou Fidel Castro por causa do fracasso da invasão na Baía dos Porcos, em abril de 1961.

É cedo para comemorar o anúncio de Obama, que teria as bênçãos do Papa Francisco.

Lembre-se que em janeiro de 1998 o papa João Paulo II, que muito havia contribuído para o fim do comunismo na Rússia e da União Soviética, visitou Cuba e se encontrou com Fidel Castro. Bill Clinton, do Partido Democrata, presidia os Estados Unidos. E muito se falou, na época, do fim do embargo e do reatamento das relações diplomáticas com Havana, como agora. Em editorial, no dia 16 de fevereiro de 1998, a “Folha de S. Paulo” citou o chanceler britânico Robin Cook, que havia condenado o bloqueio econômico imposto à ilha, e concluiu: “A nova política de Fidel Castro começa a dar frutos e, se incrementada, pode representar a única oportunidade do líder cubano de dar uma sobrevida ao seu regime exausto.”

Quase 16 anos se passaram. Fidel Castro ainda não morreu, seu irmão Raúl assumiu o poder, e o bloqueio econômico por parte dos Estados Unidos permaneceu. E o livro de Obama, oito anos após sua publicação, mal serve como citação para os futuros historiadores, malsucedidas que têm sido aquelas suas audazes esperanças de fazer com que seu país pudesse ainda tornar o mundo menos injusto e belicoso.

De qualquer modo, vale torcer para que, desta vez, Obama tenha êxito. Para felicidade de Obama e da Construtora Odebrecht, que conseguiu do governo brasileiro, a partir de 2009, que o BNDES desembolsasse muito dinheiro, concedendo crédito para o governo cubano comprar de fornecedores brasileiros de bens e serviços. Cito mais uma vez a “Folha de S. Paulo”:

“O maior símbolo da aposta é o porto de Mariel, a 45 km de Havana. Inaugurado em janeiro, foi um projeto da Odebrecht e recebeu financiamento de US$ 800 milhões. Mas Mariel é apenas a parte mais vistosa da investida do Brasil. São mais de 300 as empresas brasileiras que têm negócios ou se fixaram em Cuba. Grande parte usa recursos do Banco do Brasil ou BNDES. Muitas são fornecedoras do porto. Em Cuba, a Odebrecht também trabalha na ampliação do aeroporto Jose Martí, em Havana, e tem um projeto no setor sucroalcooleiro.”

É quase um consenso entre analistas (leia AQUI, AQUI e AQUI) que o Brasil será um grande beneficiado por esta reaproximação entre Cuba e Estados Unidos justamente por causa do porto de Mariel, tão duramente criticado pela campanha tucana durante as eleições deste ano. Esqueça-se o comunismo. Como disse o marqueteiro político norte-americano James Carville, durante a campanha de Bill Clinton à presidência dos Estados Unidos, em 1992: “É a economia, estúpido!”

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