Vale ver no Amazon Prime Video: Oppenheimer
2023 | 3h de duração | Classificação: 16 anos | nota 9
O filme “Oppenheimer” foi indicado a 13 categorias do Oscar. Ou seja, ele aparece em TODAS as categorias em que poderia aparecer, literalmente (não dava para entrar em melhor animação, filme estrangeiro ou documentário, né).
E por que demorei tanto a ver um filme tão importante assim, que alguns já disseram ser, inclusive, o “filme mais importante do século”?
Por preguiça.
Sim, porque ficar três horas em uma sala de cinema é cansativo. Acho que os diretores desta era pós-pandemia estão excessivamente prolixos, editando menos do que deveriam. (As 3h26 de “Assassinos da Lua das Flores”, de Scorsese, que o digam.)
Então, eu estava esperando ele chegar no streaming. Paguei R$ 14,90 (bem menos que o cinema) pelo aluguel de 48 horas no Prime Video – e valeu a pena. Pausei para buscar água, fazer pipoca, renovar a taça de vinho, fazer xixi. Os cinéfilos chatos puristas que me perdoem, mas cresci acostumada aos comerciais entre os filmes, e isso realmente não me incomoda.
Com pausas ou sem, o fato é que temos aqui um filme excelente. A história é um verdadeiro resumo do século 20: para além da criação da bomba atômica e de todas as questões morais implicadas nela, temos a segunda guerra mundial, a guerra fria, e as perseguições políticas paranoicas contra comunistas nos Estados Unidos.
Somos apresentados a um personagem muito interessante por si só, interpretado por Cillian Murphy, que até então nunca tinha tido um papel de tamanha importância: J. Robert Oppenheimer é um cientista à frente de seu tempo, um gênio, um louco, um líder, e também um ser político, capaz de pensar em questões históricas e filosóficas enquanto conduz sua epopeia que vai mudar o mundo de lá pra cá.

O filme mostra a bomba atômica primeiro como um artefato de proteção contra os nazistas (lembrando que Oppenheimer era judeu), depois como uma ferramenta para encerrar uma guerra e promover a paz, e, por fim, como uma escalada de violência sem fim, para incrementar o poderio dos Estados Unidos frente ao seu inimigo soviético (e quaisquer outros que surgissem no caminho).
Foram mais de 200 mil mortos em Hiroshima e Nagasaki e hoje há, ainda, nove países sabidamente com armas atômicas:
- Estados Unidos,
- Rússia,
- Reino Unido,
- França,
- China,
- Índia,
- Paquistão,
- Coreia do Norte e
- Israel.
O filme mostra tanto o processo que levou à descoberta científica da possibilidade de uma bomba nuclear até os meandros políticos que foram criados depois, colocando uma faca no pescoço do já famoso Oppenheimer, e pavimentando esse caminho para a política atual.
Só não dou nota 10 porque Christopher Nolan realmente precisa trabalhar a concisão. Mas trata-se, ainda assim, de um filmaço histórico, com elenco de primeira, e tudo o que existe para tornar o cinema essa potência de informação que atravessa as décadas.

Oppenheimer foi indicado a 13 Oscars em 2024
E venceu estes 7 em destaque:
- Melhor filme do ano
- Melhor direção (Christopher Nolan)
- Melhor roteiro adaptado
- Melhor ator principal (Cillian Murphy)
- Melhor ator coadjuvante (Robert Downey Jr.)
- Melhor atriz coadjuvante (Emily Blunt)
- Malho maquiagem
- Melhor trilha sonora
- Melhor som
- Melhor fotografia
- Melhor montagem
- Melhor design de produção
- Melhor figurino
Assista ao trailer do filme Oppenheimer:
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