Poetas excluídos

Eu que passo pela casa e na porta entreaberta vejo música. Um piano delicado que me olha (me ignora) mas eu rio. E espio e espero pela porta. Não se importa (enquanto escuto deslumbrada). Assustada, chega a dona e tranca a porta! (e me corta.) Vou-me embora muito embora não entenda.   Que mal há… Continuar lendo Poetas excluídos

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Caroço

Hoje acordou com um caroço de manga entalado na garganta. Passaram-se várias horas, e lá estava ainda. Coração bateu mais forte. Muito mais. A mão se enregelou e tremeu e formigou. O choro não tardou a vir. Quando veio, foi um temporal de causar enchente. E o caroço apertou. Seria saudade (de casa)? Ouviu “Goin’… Continuar lendo Caroço

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Poema aos que sentem a dor mais doída

A dor mais doída que há é a da constatação, simples constatação, de que você não vale nada a quem dizia que te amava.   (E a dúvida consequente da verdade daquelas palavras.)   Dúvida eterna de que a sua vida era um teatro de um ator só e, enquanto você sentia, ele mentia fingia… Continuar lendo Poema aos que sentem a dor mais doída

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Ninguém nunca a entende naquela casa (e naquela rua)

Ontem eu estava voltando do jornal quando cruzei com um homem, sentado na calçada, ao lado de uma latinha de cerveja aberta, lendo em voz alta (bem alta) o que pareciam ser fundamentos de matemática avançada. Seu tom de voz tinha aquela afobação dos lunáticos, aquela pressa de quem tem muitos pensamentos complexos na cabeça… Continuar lendo Ninguém nunca a entende naquela casa (e naquela rua)

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Equação do amor

(Atendendo ao pedido da Natalie :)) Fico pensando o que é amor. Como se fosse algo definível. Façamos uma equação, uma fórmula: amor é isso mais isso mais isso. E, provavelmente, menos um milhão de aquilos. Amor é mensurável em quilos. Amor é bebido em litros. Amor é vendido em liras. É cantado em versos… Continuar lendo Equação do amor

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