Junto com o Fabrício Carpinejar e aqueles mais de 200 jovens – e seus pais, que achavam que eles estavam só se divertindo: “Morri em Santa Maria hoje. Quem não morreu? Morri na Rua dos Andradas, 1925. Numa ladeira encrespada de fumaça. A fumaça nunca foi tão negra no Rio Grande do Sul. Nunca uma… Continuar lendo Também morri
Categoria: Obituário
Posts sobre a morte (ou celebrando a vida) de figuras públicas ou anônimas mesmo.
O dia em que conheci a Hebe Camargo
Fiquei sabendo da morte da Hebe pelo porteiro, na manhã de sábado – porque nos últimos dias tenho me dado ao luxo de ficar alienada dos jornais. Ele estava triste e me deu a notícia como se uma parente tivesse morrido e com a certeza de que eu também ficaria triste. Óbvio, é claro, que… Continuar lendo O dia em que conheci a Hebe Camargo
dom Eugênio e a desmemória coletiva
Eu sempre achei que minha memória fosse ruim, mas nada se compara à memória coletiva. As pessoas se esqueceram das acusações que pesaram sobre Collor, ele logo foi se elegendo de novo e hoje é senador por Alagoas. Com Demóstenes, não demorará a acontecer o mesmo. Lula se esqueceu que ficou do fim dos anos… Continuar lendo dom Eugênio e a desmemória coletiva
O Dia da Tia
Depois da Madrinha, a Tia. A Tia que me deixou tantas lembranças. Boa parte delas é associada a comidas. Comidas maravilhosas, que ela fazia com prazer. Tinha o frango ensopado do almoço. E o café com muitos biscoitos. Tinha um queijo que ela derretia na chapa, até ficar bem torradinho e crocante, e que eu… Continuar lendo O Dia da Tia
A notícia mais triste do jornal do dia 29.11.2011
Em homenagem ao motorista Edmilson dos Reis Alves, que foi linchado por ter passado mal enquanto dirigia o ônibus em que trabalhava. Foi enterrado no dia em que faria 60 anos. Deixa mulher e quatro filhos. Não fumava, não bebia só trabalhava. Estava em seu quinto emprego após seis bicos. Tinha que sustentar a esposa… Continuar lendo A notícia mais triste do jornal do dia 29.11.2011
Carta a deus (ou: uma humilde sugestão de morte)
Caro deus (peço licença para me referir ao senhor em letra minúscula, para que sua palavrinha, em quatro letras, possa abarcar todas as crenças em todas as entidades divinas e espirituais, e até mesmo as concessões filosóficas dos ateus e agnósticos que porventura calhem de ler este texto. O senhor não liga pra pormenores gramaticais,… Continuar lendo Carta a deus (ou: uma humilde sugestão de morte)