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O lazer, segundo Wellington

Nota da Cris: já fazia oito meses que meu pai não enviava seus excelentes artigos para o blog! É com muita alegria que trago hoje um texto dele, inspiradíssimo. Boa leitura!

Natureza é refúgio para lazer. Foto: CMC

 

Texto escrito por José de Souza Castro:

Capa do livro ‘Lazer’, de Wellington Abranches de Oliveira Barros.

Em setembro do ano passado, escrevi sobre o 19º livro do escritor mineiro Wellington Abranches de Oliveira Barros, formado 50 anos antes na Universidade Federal de Viçosa e que comemorava seu cinquentenário de engenheiro agrônomo, rememorando casos engraçados de sua longa vida profissional. Tendo completado 76 anos, como ele, nada melhor do que receber do autor seu vigésimo livro: “Lazer”.

Para escrever com a graça de sempre sobre o lazer, Wellington buscou ajuda em sua própria memória prodigiosa, além de pesquisar na internet, onde não faltam escritos sobre o tema. O autor cita, entre outros, Oscar Wilde: “Não fazer nada é a coisa mais difícil do mundo, a mais difícil e a mais intelectual”.

Nestes tempos de pandemia, não fazer nada é uma arte. E das mais difíceis. Sobrevive melhor quem souber tirar proveito do fato, diz Wellington, “para que o ano não se torne tão perdido”.

Ele não se limitou a escrever mais um livro. Com a sinalização da quarentena, deixou seu apartamento no Bairro Castelo, em Belo Horizonte, e se mudou para o condomínio fechado São Lucas, em Juiz de Fora, onde possui uma casa.

“Pelo menos aqui eu tenho muitos afazeres, como cuidar dos jardins, da horta, do pomar, pintar troncos de árvores frutíferas, pintar pisos, passeios, meio-fio da rua, lavar a escadaria da casa, pintar o muro, trocar os vasos de plantas, aparar o gramado, lavar o carro, ainda que esteja limpo, porque praticamente não sai da garagem. Não faço tudo rapidamente, deixo sempre uma boa parte para o dia seguinte, pois assim tenho serviço todos os dias. Dessa forma transformo trabalho em lazer”, escreveu Wellington.

Estou aprendendo com ele. Vou trabalhar de vez em quando na chácara que possuímos há mais de 30 anos em Juatuba, a 50 km de Belo Horizonte. No último feriadão, parte da família, incluindo três netos de 4 a 7 anos, foi para lá e durante três dias ninguém usou máscara ou pensou no perigo do invisível coronavírus.

Os netos brincando de jogar pedrinhas na lagoa das redondezas. Foto: CMC

Voltei tão revigorado, após trabalhar com enxada e machado e observar, enquanto tomava cerveja, a alegria das crianças com suas caçadas a coelhos, cigarras e borboletas, ou a brincar na pequena piscina inflável sobre o gramado, que até resolvi escrever este artigo no blog, coisa que não me animava a fazer há tempos.

Obrigado, Wellington!

 


Veja mais sugestões do que fazer durante a quarentena:

 


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Cristina Moreno de Castro Ver tudo

Mineira de Beagá, jornalista, blogueira, poeta, blueseira, atleticana, otimista, aprendendo a ser mãe. Redes: www.facebook.com/blogdakikacastro, twitter.com/kikacastro www.goodreads.com/kikacastro. Mais blog: http://www.otempo.com.br/blogs/19.180341 e http://www.brasilpost.com.br/cristina-moreno-de-castro

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