Está com pressa? Por quê?

tempo

Ilustração de Jaime Guimarães

Ontem falei aqui sobre o amigo blogueiro Jaime Guimarães e, dia desses, ele escreveu um post muito bom sobre essa correria inútil em que nos metemos nesta sociedade frenética atual.

Extrapolando os exemplos que ele cita, destaco as perguntas que mais ouvi nesta gravidez:

  • logo no comecinho, até a vigésima semana, era: “Já sabe o sexo?”
  • da vigésima semana até agora (trigésima terceira): “Quando ele nasce?” “É pra quando?” “E o Luiz, já vai dar as caras?” etc.

Todas as perguntas trazem consigo uma carga de ansiedade enorme pela passagem vagarosa do tempo. Afinal, nove a dez meses de gestação é um bocado de tempo. Mas não é à toa que uma gestação leva isso tudo: afinal de contas, não estou assando um pão; tem um ser humano, com toda a sua complexidade, sendo formado!

Não me espantaria se logo os cientistas se propusessem a acelerar a gestação em uns três meses — ia ter uma fila de pais e mães dispostos a servir de cobaias. Eu já acho que nove meses são um período necessário até para mim: para minha cabeça e a do meu marido se acostumar à ideia de que vem por aí um novo serzinho que vai mudar nossa vida completamente — e inexoravelmente.

Outro exemplo comum: um casal começa a se relacionar e logo perguntam: “Vão se casar quando?” Se casam, vem outra: “Pra quando é o bebê?” E, como escreveu o Jaime: “E depois? Não duvido que muita gente tenha vontade de perguntar ‘E aí, quando vai ser o divórcio?’.”

O Jaime está fazendo pós-graduação e logo lhe perguntam: “E depois? Vai fazer mestrado? Doutorado? Pós-doutorado?” É a danada da ansiedade de novo.

Essa reflexão é muito séria, e o blogueiro, que também é ilustrador, escreveu muito melhor a respeito. Por isso, encerro logo este post para indicar a leitura do texto dele. Corram! Rápido! Não percam tempo! 😉 Brincadeirinha: não deixem de desfrutar o conteúdo com atenção, e sem pressa, CLICANDO AQUI.

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8 comentários sobre “Está com pressa? Por quê?

  1. na pressa da viva estou vivendo bem 86 anos e da altura dos decenios sempre com pressa para cumprir e crescer nas atividades profissionais vejo e relembro agora o que escapou escorregou entre os dedos foi embora não volta mais sem recuperação saudades de entes queridos entre todos a sogra em lugar especial junto com a mãe não é lamento apenas falta de aproveitamento a pressa não deixou

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  2. Cris, a reflexão é tão séria que existem movimentos espalhados pelo mundo propondo a desaceleração não apenas na relação com as tecnologias e o trabalho, mas também no lazer, na gastronomia, na educação ( não é à toa a grande quantidade de crianças “diagnosticadas” com déficits de atenção e ansiedade) e até mesmo no sexo. Um livro bem interessante sobre isso é do canadense Carl Honoré: “Devagar”, se não me engano só disponível em sebos. (além do que eu li recentemente de Milan Kundera, “A lentidão”)

    E muito grato por citar meu humilde blogue. 🙂 Bjks e deixa eu correr pra aula logo mais. 😀

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  3. Mas sabe que essa pressa especifica é “jabuticaba nossa”. O mineiro como adora tradição faz essa ligação entra acontecimento de forma linear: se cresceu tem que namorar, se namora tem que casar, se casou tem que ter filho, se teve um tem que ter outro, etc etc. Uma amiga paulista leu esse post e lá em SP não é bem assim. Um amigo que vive no RJ me disse o mesmo. Então acho que nesse caso passa os “valores da tradicional família mineira”.
    Abraço e quando o Luiz nasce?rss

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