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Diamantina (MG): dicas de passeios, hospedagem e restaurantes

A famosa Casa da Glória. Todas as fotos: CMC

Já faz muito tempo que eu queria conhecer Diamantina e, apesar de ser mineira da gema e sempre explorar muito bem este Estado, só agora, na virada de 2019 para 2020, é que tive oportunidade de conhecer um dos berços da história de Minas Gerais.

Caminhar lá é como fazer uma volta no tempo, com todos aqueles casarões imponentes, de dois a três andares, cercados pelas montanhas áridas daquela região do Vale do Jequitinhonha. Eu me vi em pleno século 18.

Uma coisa que acho muito curiosa é como cada cidade histórica de Minas, ainda que tenha florescido na mesma época, tem características totalmente singulares. Tiradentes é completamente diferente de Ouro Preto, que é totalmente diferente de Congonhas, São João Del-Rey, Mariana. E Diamantina foi uma das cidades mais únicas que já conheci, com um pessoal bastante fechado e sisudo, como se ainda vivesse nos tempos de grande tensão de uma Chica da Silva.

Além do mais, a cidade estava em pleno feriado de Réveillon, considerado alta temporada, e ainda assim estava vazia. Os tempos de Carnaval efervescente acabaram há uns sete anos, quando o Carnaval começou a bombar em BH, e os moradores dizem que, mesmo na folia, o silêncio e tranquilidade são os mesmos.

Bom, vou deixar agora que cada um de vocês criem suas próprias impressões sobre esta bela e sossegada Diamantina! Aí vão minhas dicas:

TRANSPORTE

Se não me engano, gastamos cerca de quatro horas de Belo Horizonte a Diamantina, contando as paradas. A dica é pegar a BR-040 só até a saída para Cordisburgo, passando para a MG-231 até Curvelo, quando você vai pegar a BR-259. Por que passar pela MG em vez de seguir pela BR-040 mais tempo? Porque: 1) É um atalho que encurta o caminho; 2) É mais vazia que a BR, já que nem todo mundo prefere a MG; 3) A estrada está um tapete, com asfalto ótimo e pontos de ultrapassagem a todo momento e 4) É uma estrada linda e você ainda vê a cidade de Guimarães Rosa (se for na hora do almoço, pode parar para almoçar no restaurante Sarapalha, que é muito gostoso).

Importante: vai pagar R$ 5,30 de pedágio na BR-040 e R$ 7,30 na MG-231. Depois que voltar para a BR, a situação da estrada vai piorar bastante, mas nada tão terrível.

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HOSPEDAGEM

Ficamos no hotel Montanhas de Minas. Pagamos R$ 300 a diária com café-da-manhã para toda a família, num quarto espaçoso com uma cama de casal e uma de solteiro e com varanda. Achei muito bom custo-benefício, ainda mais porque era Réveillon. A vista da varanda era maravilhosa, direto para as montanhas mesmo (e, na virada, para os fogos de artifício). O hotel ainda tem uma piscina pequena que, mesmo não aquecida, fez a festa de todos nós no calorão, especialmente das crianças. Café da manhã delicioso. Atendimento cordial de todos. Enfim, nos sentimos realmente em casa. Eles deixam o frigobar vazio, para colocarmos qualquer coisa que quisermos levar para consumo próprio (ao contrário de muitos hotéis que têm frescura com isso), nos deixam usar à vontade a cozinha na hora da janta, são bastante atenciosos com tudo. Não tive nada para reclamar.

Além disso, o hotel fica numa localização privilegiada: super perto do centro, onde estão a maioria dos restaurantes e lojas, mas ao mesmo tempo num lugar silencioso. A garagem é incluída na reserva, mas não há vagas para todos os quartos. De toda forma, a rua é bem tranquila e sempre tem vaga para parar perto.

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PASSEIOS

Parque Estadual do Biribiri – A parte mais deliciosa desta viagem foi o passeio para Biribiri, que considero obrigatório para quem for a Diamantina. Fica a apenas 14 km da cidade e é bem sinalizado até lá. Logo na entrada do parque, na portaria, é possível pegar informações, mas tudo lá dentro tem muitas placas. Depois de 7 km de estrada de terra com paisagem exuberante, cheia de pedras, você chega à cachoeira Sentinela, que tem um poço pequeno, mas é muito bonita. Mais 5 km, você chega à cachoeira dos Cristais, que é bem mais bonita e boa de nadar. As duas são de acesso bem fácil a pé, depois que estaciona o carro – o que é importante para quem vai com crianças pequenas, como eu fui. Além delas, há outros poços e mirantes pelo meio do caminho, que (ainda) não exploramos.

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Voltando 1 km da cachoeira dos Cristais, chegamos à Vila de Biribiri, uma verdadeira “cidade-fantasma”, que foi sede de uma das primeiras comunidades fabris do estado, criada em 1876 pelo bispo Dom João Antonio dos Santos. Lá também tem uma cachoeira, mas o melhor é que é um ponto para parar e almoçar. São dois restaurantes com self-service de comida deliciosa, servida em mesas debaixo de sombras de aroeiras, em um gramadão sem fim, ótimo para as crianças correrem e brincarem.

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O passeio todo é agradável e delicioso e os 12 km de estrada de terra não incomodam. Pelo contrário: a gente foi devagarzinho, admirando a paisagem mesmo.

Imóveis históricos – O centro histórico por si só já é lindo, cercado pela Serra dos Cristais, parte do complexo da serra do Espinhaço, e com várias igrejas que só consegui ver do lado de fora: das Mercês, do Amparo, do Carmo, de São Francisco de Assis, do Senhor do Bonfim etc. A única que estava aberta para visitação era a catedral, construída em 1932 após a demolição da antiga igreja de Santo Antônio do Tijuco, de 1750. E consegui dar uma espiada na Igreja Nossa Senhora do Rosário, que é a mais antiga de Diamantina, porque um funcionário estava limpando ela na hora que passamos. Ela foi construída entre 1728 e 1731 pelos próprios escravos, e para os escravos já evangelizados (segundo aquele funcionário). E, olhando por dentro, dá para ver que ela é bem torta. 

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Fora as igrejas, visitamos o Mercado Municipal (ele estava fechado, exceto pela loja da associação dos artesão locais), a Casa da Glória, que hoje pertence à UFMG, mas traz a história do tempo em que era um colégio das irmãs vicentinas, e a casa de Chica da Silva, que funciona como sede do Iphan, e estava com uma exposição de quadros retratando a rainha – que me deixou com vontade de conhecer mais a fundo sua história.

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BARES E RESTAURANTES

O que mais gostei:

Apocalipse – Almoçamos lá duas vezes. Comida deliciosa, farta, buffet com opções sofisticadas, que a gente não consegue encontrar em todo canto. Atendimento bom também. Lugar espaçoso, claro e arejado. $$$

Caipirão – Almoçamos lá no primeiro dia, logo que chegamos. É um self-service bem gostoso, com opção de churrasco. O  atendimento dos garçons foi muito bom e pagamos mais ou menos o mesmo que em um almoço em BH. $$-$$$

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Não recomendo:

Grupiara – A comida foi até gostosa, quando finalmente chegou, mas o atendimento foi péssimo. Na primeira noite que tentamos ir lá, estava muito cheio, o garçom não passava nem para trazer o refrigerante pedido, e disse que o prato levaria uma hora para chegar. Desistimos. Voltamos no dia seguinte, porque estava vazio, com apenas UMA mesa além da nossa. Apesar disso, conseguiram a proeza de demorar mais de uma hora para trazer uma lasanha e um macarrão, depois de muito reclamarmos (crianças famintas). Os garçons pareciam não estar nem aí. A exceção foi o garçom Talison, que fez de tudo para compensar o transtorno. $$

ÚLTIMOS COMENTÁRIOS

  • É possível encontrar muitas lojas com artesanato da região do Vale do Jequitinhonha, onde fica Diamantina. A maioria é de Turmalina, cidade mais próxima no Vale, mas que fica a quase 200 km de distância. A maior parte das peças são de cerâmica. Você vai encontrar de tudo: filtros de barro, vasos, petisqueiras, namoradeiras, tudo mesmo. Fique esperto/a porque a variação de preços é imensa.
  • Outro souvenir maravilhoso que você encontra por lá é comida! Passei numa loja com doces e geleias que estavam super bonitos. Também levamos queijo do Serro, carne de sereno e paçoca (jabá).
  • Uma coisa que me chamou a atenção negativamente é que não havia guias turísticos em nenhum desses lugares que conheci e não pudemos nem sequer entrar na maioria das igrejas. Para uma cidade turística, isso foi bastante frustrante.
  • Impressionante a dificuldade que encontramos para jantar em Diamantina. Teve uma noite que estávamos famintos, e percorremos todos os restaurantes do centro, mas estavam todos lotados ou com previsão de uma hora para servir. E o detalhe é que a cidade não estava tão cheia assim. Chegamos ao cúmulo de parar num fast-food Subway numa noite. Felizmente, os almoços foram mais tranquilos.
  • A cidade tem Banco do Brasil, Caixa, Bradesco, Sicoob e 24 horas, pelo que me lembro. Vários supermercados, farmácias, uma estrutura muito boa.
  • A cidade ainda é bastante católica. Impressionante a quantidade de igrejas: você anda dois passos e tropeça em uma. Algumas bem pequenas, como se fossem capelas, mas todas muito antigas e bonitas. A catedral estava LOTADA no domingo e tinha um presépio gigante, bonito de ver (fotos mais acima).
  • Muita gente aproveita o passeio a Diamantina para conhecer Milho Verde (79 km) e o Serro (92 km). A gente estava com vontade de ir lá, mas achamos meio longe e preferimos ficar na cidade mesmo. Além disso, Milho Verde estava bem cheia neste Réveillon. Um dia, pretendo voltar para conhecer esses dois lugares…

 

Tem alguma curiosidade ou acha que deixei de abordar alguma coisa no post? Comente aí embaixo ou me envie um email com sua dúvida! 😉

 

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Cristina Moreno de Castro Ver tudo

Mineira de Beagá, jornalista, blogueira, poeta, blueseira, atleticana, otimista, aprendendo a ser mãe. Redes: www.facebook.com/blogdakikacastro, twitter.com/kikacastro www.goodreads.com/kikacastro. Mais blog: http://www.otempo.com.br/blogs/19.180341 e http://www.brasilpost.com.br/cristina-moreno-de-castro

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