Sobre a inutilidade das preocupações

tumblr_me23qkgK9l1rjzhhro1_500

Estive aqui, diante do meu computador, nos últimos vinte minutos, enxergando a tela em branco com apreensão. Vários assuntos percorreram minha cabeça: a tentativa de Aécio Neves de censurar o Google; a volta do fantasma da “marcha da família”; o comentário de uma amiga de que, em nossa geração, ninguém mais irá comemorar bodas de ouro de casamento; e outras pseudoideias que nem chegaram a se formar completamente.

Nenhum desses temas gerais vingaram como post, com começo, meio e fim. Suspiro. Eu já ia apelar para o desenho do Garfield, ou republicar aquele post sobre o Rubem Braga — ou seja, ia desistir de vez –, quando percebi um livro escondido numa estante próxima, que ganhei já nem lembro mais de quem.

O nome do livro é “O Caminho Sábio“, e foi escrito por Roberto Otsu. Não entendo muito disso, mas parece que ele reuniu 81 aforismos do Tao-Te-Ching, um livro da sabedoria chinesa escrito no século VI a.C., e traduziu a linguagem milenar em algo compreensível para os dias de hoje.

Escolhi um aforismo aleatoriamente. Deu número 51. Opa, uma boa ideia! Ele dizia: “A Natureza gera e harmoniza todas as coisas. ‘Age, mas sem depender; aumenta, mas sem controlar'”. Hummmm, sóóóóó. Busquei a interpretação de Otsu: “A Natureza não tem pensamentos nem preocupações. Os seres humanos é que têm. [Eu nunca tinha pensado nisso antes! Faz sentido] Por quê? Porque vivem pensando e se preocupando com coisas que ‘transcendem o momento’, com coisas que não estão no aqui e no agora, mas sim no passado e no futuro. Quem está no Caminho [Sábio] sabe ‘se limitar ao contexto atual da vida’, e, principalmente, sabe que a Vida tem seus caminhos e, no final, harmoniza tudo. Assim, não há com o que se preocupar.”

Achei muito sábio!

Assim sendo, caros leitores, se eu não estou numa semana inspirada para posts no blog, não tenho que me preocupar, porque, no final, tudo há de se harmonizar. Quem sou eu para questionar uma sabedoria milenar, né não? 😉

tumblr_mz8u76EYQQ1qdx2t3o1_500Leia também:

 

Anúncios

2 comentários sobre “Sobre a inutilidade das preocupações

  1. Por isso que eu sempre aprendo com outro sábio, mestre Alberto Caeiro ( Fernando Pessoa):

    “Que pensará isto de aquilo?
    Nada pensa nada.
    Terá a terra consciência das pedras e plantas que tem?
    Se ela a tiver, que a tenha…
    Que me importa isso a mim?
    Se eu pensasse nessas cousas,
    Deixaria de ver as árvores e as plantas
    E deixava de ver a Terra,
    Para ver só os meus pensamentos…
    Entristecia e ficava às escuras.
    E assim, sem pensar tenha a Terra e o Céu.”

    Don´t worry! 🙂

    Curtir

Deixe aqui seu comentário! ;)

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s