Os ocupantes da Câmara de BH não me representam. Desocuparam tarde! Que não voltem!

Estou muito, muito indignada. Ia postar minha nota abaixo só no Facebook, mas decidi ampliar aqui para o blog:

“O pessoal que ocupou a Câmara Municipal de Belo Horizonte não me representa.

Nem os da primeira ocupação, que pediram doação de lentilhas (“porque é mais barato”) e de lenços umedecidos, nem os que vieram depois, que cuspiram na cara de vigilantes da Câmara, que nada têm a ver com qualquer caso de corrupção e ganham bem menos que a maioria dos ocupantes, nem os que atacaram de todas as formas os jornalistas que estavam TRABALHANDO dando visibilidade às manifestações, nem os que fizeram greve de fome e, muito menos, mas muito menos mesmo, esses que cometeram MAIS DE UM estupro, conforme a nota da Assembléia Popular Horizontal e matéria veiculada pelo jornal “O Tempo“. E quando confrontados com a questão, em assembleia formada pelos próprios ocupantes, ironizaram as vítimas! Os ditos “Mídia Ninja” DESLIGARAM as câmeras quando os ocupantes passaram a discutir o estupro, também reforçando que NÃO ME REPRESENTAM, tampouco, e estão longe de fazer qualquer sombra de um trabalho jornalístico (ao menos neste caso).

Os vereadores que estão atualmente no poder não foram postos lá por mim, nenhum deles, já que os que ganharam meu voto não foram eleitos. Mas ao menos representam alguns cidadãos que dedilharam seus números na urna eletrônica nas últimas eleições.

Já esses vinte gatos pingados que estupram, cospem em vigilantes, desligam as câmeras quando lhes convêm, atacam jornalistas, comem lentilhas porque nunca compraram um saco de feijão pra saber quanto custa e fazem greve de fome NÃO ME REPRESENTARAM, NÃO ME REPRESENTAM E JAMAIS ME REPRESENTARÃO. Desocuparam TARDE a casa legislativa de Belo Horizonte. Que NÃO VOLTEM!”

Pronto, desabafei 😉

***

O que já postei desde o início das manifestações:

  1. A caixa-preta da BHTrans (e a do governo de Minas)
  2. Plebiscito pra quê?
  3. Os políticos que responderem, bem ou mal, vão se dar bem
  4. Muito cansada (mas sempre os protestos)
  5. Já são 20 respostas de Executivos, Legislativos e STF ao povo
  6. Tem certeza absoluta? Que pena!
  7. Com este pronunciamento, pauso meu protesto particular
  8. Ou o rumo ou a pausa
  9. Melhores charges e quadrinhos sobre os protestos
  10. As primeiras vitórias importantes, em mais um dia histórico (atualizado até 7/8/2013)
  11. 20 vídeos da violência da PM durante os protestos pelo país
  12. Um poema em homenagem aos que gritam
  13. Tentando entender os protestos, nesta barafunda de interpretações
  14. Cenas do protesto com milhares de pessoas em BH
  15. O brasileiro trabalha mais para pagar seu ônibus
  16. O mundo grita
  17. O vômito entalado o dia todo no meu cérebro borbulhante
  18. 10 observações sobre os protestos contra a tarifa de ônibus
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Oito motivos para deletar a conta do Facebook (mas nunca deletamos)

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1.

A pessoa postou uma foto no Facebook. Minha amiga, distraída e despretensiosamente, “curtiu” a foto. Sem querer, a pessoa deletou a foto. Posta de novo. E escreve para minha amiga: “Oi, fulana, tudo bem? Deletei sem querer aquela foto que você tinha curtido. Será que você poderia curtir de novo, por favor?”

2.

A pessoa adiciona todo mundo que vê pela frente no Facebook. Atinge a capacidade máxima de amigos. Cria um segundo perfil, com os avisos, em letras garrafais: MEU OUTRO PERFIL ESTOUROU A CAPACIDADE MÁXIMA DE AMIGOS! CRIEI ESTE NOVO PERFIL. ME ADICIONE POR AQUI TAMBÉM. Quer que estoure de novo e tenha que criar um terceiro perfil…

3.

Eu era amiga da mulher, que era amiga de um cara, que namorava a menina. Num belo dia, os quatro se reuniram, numa mesa onde havia outros tantos. Facebooks foram adicionados, sabe-se lá por quê. Uns dois anos depois, meio esquecida de quem era a menina, eu a deletei. No mesmo dia, ela veio tirar satisfações, chateadíssima: “O que eu te fiz pra você me deletar do seu Facebook?????”

4.

A pessoa deixa o perfil inteiro aberto no Facebook. Em 5 minutos de fuçação, é possível que qualquer um saiba onde ela mora, quantos filhos têm, onde eles estudam. Faço um post usando a pessoa de desexemplo. Mando uma mensagem para a pessoa, alertando para o perigo. E ela ignora e mantém tudo aberto.

5.

A pessoa, que você mal conhece, fica te cutucando no Facebook. Manda mil mensagens a cada vez que está online. Recomenda “amigos” que você tampouco conhece. Fica brava se você não responde na hora. Outra fica te marcando em vídeos ou textos que nada têm a ver com você, junto a outras centenas de pessoas marcadas, que você tem que ocultar de sua linha do tempo e “(desfazer) seguir”, se não quiser ser “convocado” a todo instante.

6.

Fulano entra no Facebook pra dar “bom dia a todos”. Não raro, acompanhado de fotos de cachorrinhos fofos ou mensagens da Bíblia. Beltrano entra no Facebook pra avisar: “Estou no dentista”. E o quico? A outra manda foto de shortinho e avisa: “Vou malhar!” E o quico? E tem as pessoas que entram para lançar indiretas sobre outras, que ninguém mais vai entender (e talvez nem o próprio alvo). Não conhece o e-mail?

7.

Sujeito avisa: “Vou bloquear todo mundo que postar sobre isso-isso-e-aquilo. Não aguento mais!” Por que não bloqueia, simples e silenciosamente?

8.

Convites para aplicativos. Convites para jogos. Convites para eventos. No auge das manifestações, oito convites, de pessoas diferentes, para 15 protestos diferentes ou repetidos.

***

Mas nunca deletamos esta maldita rede social, que tem lá as suas coisas boas. Foi por ela que fiquei mais bem-informada sobre as manifestações do que em todos os jornais, telejornais e radiojornais, somados, do país. Foi por ela que soube novidades de amigos há muito sumidos. É por ela que divulgo este blog e compartilho posts de outros blogs legais. E assim seguimos, apenas bloqueando os malas e ainda dispostos a passar nosso precioso conhecimento à empresa de Mr. Zuckerberg e a quem quer que ele queira vender…

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