Outras cartas

Somos só essa poeirinha do universo. Mas cada uma é única e cheia de histórias maravilhosas para inspirar as outras. Cabe ao jornalista descobri-las e compartilhá-las. (Imagem tirada do blog da Alice:  aliceecila.tumblr.com)

Somos só essa poeirinha do universo. Mas cada uma é única e cheia de histórias maravilhosas para inspirar as outras. Cabe ao jornalista descobri-las e compartilhá-las. (Imagem tirada do blog da Alice: aliceecila.tumblr.com)

Passada uma semana desde que postei a “Carta a Sasha” neste blog, ainda me espanto com o tanto de pessoas que a leu e compartilhou. Muitos vieram aqui no blog para elogiar minha mensagem, e outros tantos vieram me criticar — o que é legal, porque mostra que o texto sacudiu muita gente, que adorou ou odiou (mas, em última instância, refletiu, que é o objetivo de todo escritor).

(Também teve uma minoria raivosa, que se aproveita do anonimato para “xingar ao volante”, mas esses não me importam muito.)

Algumas das acusações que ouvi, e que foram devidamente respondidas, lá nos comentários do outro post:

  • que eu estava querendo me promover (como se eu pudesse adivinhar que um dos muitos posts do meu blog de repente teria tanta leitura);
  • que eu estava julgando a pessoa errada (eu nem sequer estava julgando a Sasha pelo evento, muito pelo contrário);
  • que eu jamais escreveria sobre o episódio, não fosse uma menina famosa.

Esta última foi de pessoas que não se deram ao trabalho de fuçar neste blog um pouquinho, antes de disparatar uma dessas. Afinal, é justamente o contrário: afora alguns políticos que de vez em quando entram na pauta do dia, e alguns músicos, escritores e cineastas que entram nas pastinhas respectivas, esta foi a primeira vez que escrevi sobre uma “celebridade”, nesse conceito em que se encaixaria a Sasha.

Com esse nome, mesmo, de carta, eu publiquei pelo menos outras quatro. Uma para um vizinho que me importunava muito (e acabou rendendo reflexões para outro post), uma para a prefeitura de Beagá, uma para deus (rs, será que ele leu? Assim como na carta a Sasha, essa entrou na pastinha “Crônicas e Contos”, mas ainda assim muita gente interpretou tudo ao pé da letra) e, por fim, minha favorita, para uma trocadora de ônibus aqui da minha cidade.

A propósito desta carta, eu tinha prometido, lá naquele post, que escreveria de novo assim que recebesse uma resposta da BHTrans. Só recebi uma linha: “Informamos que o elogio registrado foi repassado para o nosso funcionário.”

Não dei muita importância a essa resposta “oficial”, porque eu já tinha entregado uma versão impressa da carta direto nas mãos da funcionária. Ela ficou muito feliz, como ficam todos aqueles que têm seu trabalho reconhecido e não, apenas, sempre criticado (como acontece com especial frequência com os trocadores de ônibus, os bancários e os jornalistas).

Fora as cartas, já usei muito os outros formatos para falar das pessoas “comuns”, mas muito especiais, que estão ao nosso redor, não raro totalmente invisíveis. Alguns dos meus favoritos estão NESTE post. Mas tem outras três histórias que me comoveram muito e gostaria de destacar aqui:

Quando um jornalista escreve sobre essas pessoas, não está tentando se promover. Está tentando promover o personagem do texto, por ser alguém especial por algum motivo, cuja história de vida pode inspirar ou tocar outras pessoas. E, com sorte, promover a reflexão de quem conseguir terminar a leitura, do título ao ponto final  😀

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