“Descontratando” o pedido de casamento

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Há uma semana postei aqui o clipe de “Astronauta e Jasmim“, do novo CD do Affonsinho, para inspirar os casais no Dia dos Namorados. E só agora me dei conta de uma coisa que a vida toda tinha me passado batido: o primeiro verso fala que a personagem da música, dona Jasmim, deu seu “aceitei” para o namorado-astronauta. E vice-versa.

Na literatura, cinema e música, ainda é comum esse “Eu aceito” após um pedido de casamento. Já tem até campanha publicitária com uma hashtag #aceitalaura. Talvez na igreja também, não me lembro de cabeça do ritual litúrgico.

Também foi num show do Affonsinho que presenciei um pedido de casamento em público. O namorado: “Você aceita se casar comigo?” O público, aos gritos e palminhas: “Aceita! Aceita! Aceita!” E o músico, estendendo o microfone para a moça: “Eu não sou padre não, mas você aceita?”

Se pensarmos bem, essa expressão não faz o menor sentido.

“Eu aceito” parece cláusula de contrato. Tudo bem que o casamento, de fato, seja um tipo de contrato, com direito a documento no cartório, testemunhas e juiz. Mas não é engraçado a pessoa “assinar um contrato” justo na hora em que ouve um pedido para ser a “companheira de toda a vida” de alguém?

Além disso, “aceito” parece que está fazendo favor. Quem aceita, concorda, admite — segundo o dicionário, até contra a vontade, como se aceita um castigo depois de um malfeito. É como se a pessoa estivesse se submetendo ao pedido, e não se entregando a ele. A gente aceita as coisas mais tristes e difíceis da vida, mas só deseja poucas delas.

Fiquei pensando sobre isso… Concluí que o ideal seria dizer, após a declaração-pedido, um rotundo e sonoro: “Eu quero!”, com direito a ponto-de-exclamação. A moça que ouviu o pedido de casamento durante o show respondeu sem usar o verbo: “Claro que sim, eu te amo, amor!”, firme e forte, em alto e bom som:

Que neste Dia dos Namorados meus leitores e minhas leitoras ouçam muitos pedidos bonitos, para namoro, noivado, casamento ou qualquer tipo de junção, e que respondam alegremente: “Claro que sim, é isso mesmo que eu quero!” 😀

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PS. Affonsinho já fez outros clipes, vejam aí: Flores pra Ela, Delicada, Aconteceu mas nem e Enfeitiçado.

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A uma semana do Dia dos Namorados…

Na falta do jasmim, vai a rosa do pequeno príncipe mesmo ;)

Na falta do jasmim, vai a rosa do pequeno príncipe mesmo 😉

Falei aqui outro dia do lançamento do novo CD do músico Affonsinho, “Trópico de Peixes“. Uma das músicas que mais tem tocado nas rádios é “Astronauta e Jasmim”, cantada junto com Verônica Ferriani, que fala da mulher que “deu seu ‘aceitei’ pro namorado”.

Ajudei a editar o “clipe” da música, a partir de fotos do casamento do músico com a minha irmã, Viviane Moreno. Ali está o “aceitei” dela, em fotos que eu fiz durante a celebração. No fim, o desenho da filha do casal, retratando toda a família.

Fica como homenagem, a uma semana do 12 de junho, aos namorados, noivos, casados ou bem-intencionados que leem este blog. Também aos enamorados, solteiros ou não, que passarem por aqui:

Que todos os que assim desejarem encontrem o astronauta ou “a” jasmim de suas vidas 🙂

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Para comprar o CD: Acústica CDs (Rua Fernandes Tourinho, 300, Savassi – 3024.6724 e 3281.6720); Discomania (Rua Paraíba, 1378, Savassi – 3227.6696); Discoplay (Rua Tupis, 70, Centro – 3222-0046) – e em poucos dias na Livraria Leitura do Pátio Savassi (3288.3800 e 3287-2002). Pela internet dá para comprar a R$ 23,90 (ou R$ 0,99 por faixa) AQUI.

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