A uma semana do Dia dos Namorados…

Na falta do jasmim, vai a rosa do pequeno príncipe mesmo ;)

Na falta do jasmim, vai a rosa do pequeno príncipe mesmo 😉

Falei aqui outro dia do lançamento do novo CD do músico Affonsinho, “Trópico de Peixes“. Uma das músicas que mais tem tocado nas rádios é “Astronauta e Jasmim”, cantada junto com Verônica Ferriani, que fala da mulher que “deu seu ‘aceitei’ pro namorado”.

Ajudei a editar o “clipe” da música, a partir de fotos do casamento do músico com a minha irmã, Viviane Moreno. Ali está o “aceitei” dela, em fotos que eu fiz durante a celebração. No fim, o desenho da filha do casal, retratando toda a família.

Fica como homenagem, a uma semana do 12 de junho, aos namorados, noivos, casados ou bem-intencionados que leem este blog. Também aos enamorados, solteiros ou não, que passarem por aqui:

Que todos os que assim desejarem encontrem o astronauta ou “a” jasmim de suas vidas 🙂

***

Para comprar o CD: Acústica CDs (Rua Fernandes Tourinho, 300, Savassi – 3024.6724 e 3281.6720); Discomania (Rua Paraíba, 1378, Savassi – 3227.6696); Discoplay (Rua Tupis, 70, Centro – 3222-0046) – e em poucos dias na Livraria Leitura do Pátio Savassi (3288.3800 e 3287-2002). Pela internet dá para comprar a R$ 23,90 (ou R$ 0,99 por faixa) AQUI.

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Os 50 dias que justificam os 500

Para pegar na locadora: 500 DIAS COM ELA ((500) Days of Summer)

Nota 7

A Talita me indicou alugar o filme “500 Dias com Ela” e escrever sobre ele aqui.

Tendo em vista o poema que escrevi ontem, não sei se fiz bem ou mal de assisti-lo hoje. Mas, enquanto escrevo este post, vou pensando melhor a respeito.

O filme mostra a relação entre Summer (Zooey Deschanel, os olhos grandes de Quase Famosos) e Tom (Joseph Gordon-Levitt, de A Origem). Ela, uma menina independente e moderna, que morre de medo de relacionamento e não quer se envolver seriamente com ninguém. Ele, um romântico, que pensava ter encontrado a mulher de sua vida.

(Parêntesis: alguém mais já deu uma de Tom com algum homem-frango à la Summer, ou sou só eu?)

Um dos diálogos que mais fizeram sentido em todo o filme foi o seguinte, transcrito de memória:

“Tom: Preciso de algo mais consistente (do que só a amizade colorida).

Summer: Eu sei…

Tom: Preciso saber que você não vai acordar no dia seguinte sentindo outra coisa por mim.

Summer: Eu não posso te dar essa garantia… Ninguém pode.”

É isso, gente. A vida é um barco sem garantias. O amor e os relacionamentos são só parte do risco. Não há como impedir que alguém simplesmente acorde um dia sem sentir mais o que sentia antes. Sem rir das piadas que antes agradaram tanto. (O que me remete à música mais triste do mundo, na versão mais triste feita para ela até hoje.)

Acontece, com todos nós, e às vezes fazemos o papel do Tom, às vezes o da Summer, mas inevitavelmente em algum momento da vida deixamos de sentir a mesma coisa por alguém e não há o que o outro possa fazer a respeito disso.

Dito isso, acrescento outras coisas que andei aprendendo: nessas horas o velho ensinamento do “Pequeno Príncipe” é muito sábio e faz muito sentido. Somos responsáveis por aqueles que cativamos. Portanto, por mais que você tenha acordado e descoberto que não gosta mais do seu antigo amor, você precisa entender que ele ainda gosta de você. Respeitar o sentimento dele. Ter paciência. E tentar ajudá-lo a sofrer menos (nisso não se inclui arrastar o relacionamento, porque fazer isso é covarde e ainda mais cruel com os dois).

Ah, sim, porque o sofrimento é inevitável. É a tal dor mais doída do mundo de que escrevi ontem. E só o tempo, ou outra atividade intensa (muito trabalho, mudança de ares etc), ou outra paixão podem ajudar alguém a curar essa dor.

Enquanto estamos vivendo a fossa que o Tom vive, a dor doída de ver a outra pessoa seguindo a vida como se você nunca tivesse existido ou importado, geralmente ficamos martelando apenas as boas lembranças sobre aquela pessoa, martelando que era “the one”, a perfeita para você. É uma pena que seja assim, porque isso só torna a fossa muito mais longa e sofrida.

Só depois de muito tempo é que é possível olhar para aquela pessoa com a serenidade e a sobriedade das lembranças realistas, que incluem os bons e maus momentos vividos juntos. É só nessa fase que, talvez, possa ser possível voltar a ser amigo de um ex. Voltar a torcer para que ele seja feliz, mesmo que com outras pessoas.

Uma coisa é certa: não há o que se fazer quanto a nada disso, a não ser viver, experimentar essas coisas. Uma fossa nunca será menos doída por ser a décima oitava fossa: todas elas doem, mesmo quando você tem 12 anos de idade. A dor é proporcional à importância que a pessoa teve para você e ao quanto ela te fez mal depois, por não ter levado em conta a sabedoria do Pequeno Príncipe.

Mas nada substitui a alegria dos bons momentos, como na cena do filme em que o Tom sai cantando pela rua, dançando, cumprimentando todo mundo, com passarinhos animados, quando ele finalmente consegue ficar com Summer: é a leveza da alma de quando finalmente conquistamos alguém, é aquela nossa vontade de dançar sozinhos e de assobiar Singing in the Rain.

Se eu queria nunca ter vivido uma fossa na vida? Não. Porque isso significaria nunca ter sentido a leveza anterior, a alegria pura do amor correspondido, mesmo que ele tenha durado alguns dias, ou meses, ou muitos anos. Esses breves momentos (uns 50 dias, em 500?) justificam toda uma vida, e só acontecem porque estamos bem vivos.