O triste fim de Hélio Garcia e seu fiel escudeiro

Foto: Isa Nigri / O Tempo

O ex-governador Hélio Garcia. Foto: Isa Nigri / O Tempo

Texto escrito por José de Souza Castro:

Interditado pela família em 2006 por incapacidade de gerir seus bens em razão do mal de Alzheimer, entre outras doenças, Hélio Garcia viveu 10 anos em quase total esquecimento, até morrer aos 85 anos, na manhã da última segunda-feira (6), e receber as homenagens de praxe devidas àquele que, em seu auge, quando governador, chegou a ser chamado de “Imperador das Gerais” numa reportagem laudatória do “Jornal do Brasil”.

Desde a morte, muito se disse de Hélio Garcia. Vou dar minha contribuição, procurando fugir um pouco das lembranças de políticos que se manifestam nessas horas. Lembranças que, em geral, não prestam homenagem à realidade. Para as minhas, me vali em parte do livro “Sucursal das Incertezas”, disponível para leitura e download gratuito na biblioteca deste blog. Continuar lendo

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Duas verdades sobre as mentiras

mentira

De Mário Quintana:

“Do bem e do mal
Todos tem seu encanto: os santos e os corruptos.
Não há coisa na vida inteiramente má.
Tu dizes que a verdade produz frutos…
Já viste as flores que a mentira dá?”

 

De Millôr Fernandes:

“As pessoas que falam muito, mentem sempre, porque acabam esgotando seu estoque de verdades.”

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Feliz Dia da Mentira! E fiquem alertas, ainda faltam algumas horas para o dia acabar 😉

 

Leia também:

Fábula curtinha do Millôr para rir de bobeira :)

Li este livro de fábulas do Millôr, “Fábulas Fabulosas”, quando era criança. Amei. Foi minha primeira chance de conhecer a genialidade divertida do escritor. Mais tarde, comprei todos os números do Pasquim21 e conheci, através dele, o velho Pasquim de que meu pai já me havia falado. E outras versões de Millôr, mais sarcástico, tipo na charge acima.

Agora, já sem ele por aqui para desenhar, tuitar, escrever e confabular, retorno à minha primeira descoberta, por meio de uma fábula bem curtinha, mais de adulto que de criança:

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A Viúva 


Quando a amiga lhe apresentou o garotinho lindo dizendo que era seu filho mais novo, ela não pôde resistir e exclamou: “Mas como, seu marido não morreu há cinco anos?” “Sim, é verdade” — respondeu então a outra, cheia daquela compreensão, sabedoria e calor que fazem os seres humanos — “mas eu não”.

MORAL: Não morre a passarada quando morre um pássaro.

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Divirtam-se no fim de semana lendo mais Millôr AQUI, AQUI, AQUI ou AQUI 😀