Li este livro de fábulas do Millôr, “Fábulas Fabulosas”, quando era criança. Amei. Foi minha primeira chance de conhecer a genialidade divertida do escritor. Mais tarde, comprei todos os números do Pasquim21 e conheci, através dele, o velho Pasquim de que meu pai já me havia falado. E outras versões de Millôr, mais sarcástico, tipo na charge acima.

Agora, já sem ele por aqui para desenhar, tuitar, escrever e confabular, retorno à minha primeira descoberta, por meio de uma fábula bem curtinha, mais de adulto que de criança:

***

A Viúva 


Quando a amiga lhe apresentou o garotinho lindo dizendo que era seu filho mais novo, ela não pôde resistir e exclamou: “Mas como, seu marido não morreu há cinco anos?” “Sim, é verdade” — respondeu então a outra, cheia daquela compreensão, sabedoria e calor que fazem os seres humanos — “mas eu não”.

MORAL: Não morre a passarada quando morre um pássaro.

***

Divirtam-se no fim de semana lendo mais Millôr AQUI, AQUI, AQUI ou AQUI :D

Tags do post:


Descubra mais sobre blog da kikacastro

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

3 respostas a “Fábula curtinha do Millôr para rir de bobeira :)”

  1. Avatar de José de Souza Castro
    José de Souza Castro

    Muito interessante também essa história do Millôr: a velha tanto insistiu para ensinar seu gato siamês a falar, que conseguiu. E a primeira coisa que o gato falou:

    “- Madame, foge pelo amor de Deus! Foge, madame, que o prédio vai cair. Corre, madame, que o prédio vai cair!

    A mulher, tremendo de comoção e de alegria, chorando e rindo, pôs-se a gritar por sua vez: – Vejam, vejam, meu gatinho fala! Milagre! Milagre! Fala o meu gatinho!

    Mas o gato, fugindo ao seu abraço, saltou para a janela e gritou de novo:

    – Foge, madame, que o prédio vai cair! Madame, foge! – e pulou para a rua.

    Nesse momento, com um estrondo monstruoso, o prédio inteiro veio abaixo, sepultando a dama gentil e senil em meio aos seus escombros.

    O gato, escondido melancolicamente num terreno baldio, ficou vendo o tumulto diante do desastre e comentou apenas, com um gato mais pobre que passava:

    Veja só que cretina. Passou a vida inteira para fazer eu falar e no momento em que eu falei não me prestou a mínima atenção.

    MORAL: – O mal do artista é não acreditar na própria criação.”

  2. chato para caralho nu, tem nada

Deixe uma resposta

Últimos artigos de José de Souza Castro

Descubra mais sobre blog da kikacastro

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo

Descubra mais sobre blog da kikacastro

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo