O poder de um ‘bom dia’

Foto: Aziz Acharki

 

Eu andando toda cabisbaixa e um “psiu” interrompe meus pensamentos:

— Alguém já te deu bom dia hoje? — pergunta um senhor jovial, apesar de aparentar ter uns 100 anos.

Respondo no automático um “não”, surpresa com a pergunta.

— E num dia lindo desses! — continua o velhinho sorridente — Tenha um BOM DIA!

Ele diz a expressão em maiúsculas assim mesmo, frisando pela entonação alegre da voz. Devolvo o bom dia e penso em como ainda existem pessoas bacanas no mundo.

E sigo meu rumo bem menos cabisbaixa agora, desejosa de distribuir cumprimentos a desconhecidos que cruzem meu caminho.

 

 


P.S. Adoro ouvir bom dia e adoro responder ao cumprimento! Costumo dizer que se uma porta criar vida e me desejar bom dia, responderei com alegria. Não entendo pessoas amargas que ouvem um bom dia ou boa tarde e passam reto, ignoram. Já trabalhei com várias assim. Que pena que existam.

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Alergia a gente chata: infográfico

O Humberto Massa, leitor das antigas do blog (e que é massa), fez um infográfico para a alergia dele a gente chata. Trocando o socão do fim por uma patadinha de leve, ou minhas manifestações de antipatia, o infográfico ilustra direitinho o post de ontem 😀

Vejam só!

chatos

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Mais humor, por favor

Gentileza

Laurinha cresceu. A ponto de já estar cantando em um palco, cheio de crianças, para um público lotado de um teatro. Atividades rotineiras nas escolinhas e oficinas de férias por aí.

Dentre a multidão do público, uma parcela grande de outras tantas crianças, que foram assistir à performance de irmãozinhos, priminhos e afins.

O clima geral era, portanto, de festa. E festa infantil. Crianças assistindo a crianças, uma algazarra boa, um ou outro bebê soltando gritinhos fora de hora, essas coisas. E, claro, uma porção de pais. Pais e tios e avós, munidos de câmeras para registrar o belo momento de seus filhos, sobrinhos e netos naquele palco.

Fotografias e filmes que serão históricos para todas aquelas famílias. Daqui a 20 anos, quem sabe, Laurinha poderá ser uma cantora profissional. Ou uma pianista. Ou uma juíza, engenheira ou lutadora de judô — ninguém sabe ao certo. Seja como for, adorarei sentar com ela numa sala, família toda reunida, e ver o vídeo da primeira vez em que ela se apresentou num palco, numa atividade artística.

O que me faz lembrar do post de sexta-feira. Lembram do post de sexta-feira? Em que eu falava que as pessoas estão muito ranzinzas, rabugentas, mal-humoradas e impacientes? Que se levam a sério demais? Que falta bom humor no mundo? Pois é.

Como pude me lembrar desse post em meio a um clima festivo como o que acabei de descrever? Simples. Imaginem a cena: um fotógrafo profissional, contratado pela organização do evento, estava com sua câmera filmadora em um tripé, prontinha para filmar o espetáculo, faltando ainda uns dez minutos para começar. Havia nada menos que umas 30 cadeiras vazias atrás dele, mas, apesar disso, a mulher que estava atrás preferiu cutucá-lo e perguntar, rispidamente: “Será que você pode abaixar esta câmera? Está na minha frente!”

Ele nem se deu ao trabalho de responder, mas eu só pensei “Oi?”. O que seria mais razoável: o fotógrafo perder a visão do palco ou a mulher escolher outra dentre as 29 cadeiras que estavam vazias para se sentar?

Já no meio do espetáculo, uma das tias babonas (no caso, minha irmã) tirou o celular para filmar um trechinho da aparição de Laurinha. Lembram da nossa vontade de rever aquele vídeo daqui a 20 anos, reunidos no sofá da sala? Pois é. Não deu. Um cara mal-humorado que estava atrás dela bateu com força em suas costas, no meio da filmagem, e intimou: “ASSIM NÃO CONSIGO VER!” Para constar, vale dizer que ele também tinha cadeiras vazias ao lado, se se sentisse tão incapacitado para virar um pouquinho o rosto durante os dois minutos de filmagem.

O que sei é que um evento festivo, uma festa infantil, tornou-se uma festa de maus exemplos de pais para filhos. Se até nesse lugar, numa tarde de domingo, cercados por crianças risonhas e fofas, essas pessoas conseguiram ser estúpidas, me pergunto como são num engarrafamento, ou na fila do banco.

Mais humor, por favor. E um pouco de gentileza também não faria mal a ninguém.

Mais nova campanha do blog: por mais bom humor e leveza no mundo! Por menos gente séria, ranzinza, politicamente correta e chata! https://kikacastro.com.br/2014/06/27/frase-do-ano/

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13 gentilezas para todas as horas

Gentileza

Já escrevi aqui antes sobre a importância da “gentileza urbana”, termo popularizado pelo “Jornal do Ônibus”, de Beagá (leia AQUI e AQUI).

Em tempos de brigas fatais entre vizinhos, o assunto se impõe ainda mais.

Por isso, a revista “sãopaulo”, encartada na “Folha de S.Paulo” de hoje, trouxe um “manual da gentileza”, com orientações sobre como agir, da melhor maneira possível, nas ruas, com os vizinhos, em restaurantes, no escritório, no cinema, na internet.

Algumas dicas são fracas, porque inverossímeis (ex.: acho difícil um morador de um grande prédio sair distribuindo bombons aos vizinhos para se desculpar pelo barulho de uma reforma), mas há algumas que, embora aparentemente óbvias, são bastante importantes. Selecionei minhas 13 favoritas abaixo e fiz algumas observações sobre cada uma delas:

1- Por que dar seta se não há nenhum carro atrás do meu?
A seta é uma orientação também para pedestres e ciclistas. Não custa nada e evita atropelamentos. [Nota da Cris: Realmente, não dá pra entender a relutância de alguns motoristas em fazer uma coisa tão fácil, simples e automática, além de eficaz]

2- Devo ter uma arma para me proteger em casa?
Nunca. O risco de seu filho encontrá-la, de perdê-la para o bandido ou de você perder a cabeça em uma briga não compensa. [Nota da Cris: Essa dica é importante, mas não se encaixa bem no que entendo como “gentileza”. Enfim…]

3- Vizinhos podem reclamar do que eu faço na varanda?
Sim. Embora faça parte da sua casa, qualquer um tem visão do que acontece ali. Ninguém é obrigado a ver você fazendo sexo ou sentir o cheiro do que quer que você esteja fumando.

4- Não lembro o nome da pessoa que está me cumprimentando
Não prolongue a conversa para ela não perceber. Ou simplesmente diga: “Desculpe, seu nome me fugiu”.

5- Não quero papo com o taxista
Sorria e dê respostas monossilábicas. Ou peça licença e coloque fone de ouvido. Não seja grosso, ele vai perceber que você quer ficar em paz.

6- O que digo para um colega de trabalho que foi demitido?

Fale “sinto muito” e se ofereça para ajudar em algo. Não fale mal do chefe nem peça detalhes sobre a situação.

7- Um amigo pediu indicação no trabalho, mas não acho que ele mereça 
Indicar alguém inapropriado pode comprometê-lo [Nota da Cris: Te comprometer, e não o indicado]. Diga que não tem muita influência na escolha, que o processo é rígido e dê uma resposta vaga: “Vou ver o que posso fazer…”.

8- Fiquei sozinho com o CEO no elevador
Um bom dia é suficiente. Não tente vender uma ideia, pedir feedback ou puxar o saco em 30 segundos. [Nota da Cris: Detesto puxa-sacos. Especialmente puxa-sacos de chefes]

9- Quando devo bloquear uma pessoa na rede social?
Se a pessoa estiver incomodando. Ela não vai mais poder contatá-lo pelas redes sociais. Se quiser só limitar o que ela pode ver, coloque-a no grupo de restritos no Facebook. O Twitter não tem essa opção. [Nota da Cris: Se tiver sido bloqueado, dê de ombros. É só uma rede social. Talvez você incomode o outro na rede social, mesmo ainda sendo um ótimo amigo fora dela. Supere! Realmente não entendo como tanta gente se sente ofendida por ter sido bloqueado virtualmente ou algo do gênero]

10- Posso responder mensagens pelo celular no cinema?
Durante os trailers, tudo bem. Mas nada de ficar trocando mensagem o tempo todo ou sacar o aparelho no auge do filme. [Nota da Cris: É óbvio, mas valeria dizer que falar ao celular durante um filme é inadmissível. Infelizmente, vejo muito isso.]

11- Como chamar o garçom?
Pergunte o nome dele e chame-o pelo nome. Você pode levantar a mão, dizer ‘por favor’ ou ‘garçom’. Mas jamais assobie, estale os dedos ou diga ‘amigão’, ‘chefe’ ou ‘querido’. [Nota da Cris: Discordo do “amigão” e afins, imortalizado na música do Skank, em caso dos garçons de butecos. Ao menos aqui em Beagá, eles aceitam isso muito bem. Mas sempre-sempre prefiro aprender o nome ou apelido do garçom e chamá-lo dessa forma. É melhor para ele e para mim]

12- Um conhecido janta sozinho. Devo chamá-lo para a mesa?
Só se for alguém que você realmente queira como companhia. Não pergunte se a pessoa está esperando alguém – ela pode estar só querendo sossego.

13- Posso deixar o celular em cima da mesa num encontro?
Só se quiser deixar claro que um amigo, seu chefe, um desconhecido que está ligando por engano ou qualquer um que tente contatá-lo são mais importantes do que a pessoa que está na sua frente. [Nota da Cris: Sobre isso, vale ler ESTE post].

Leia todas as dicas AQUI e nos textos correlatos. Abaixo, uma ilustração legal que veio junto da reportagem (clique nela para ver maior):

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E viva a convivência gentil em sociedade! 😀