Praga

A flor que plantei na janela cresceu e cresceu e cresceu. Desceu pela parede escorreu pelo chão se esparramou, abafou toda a casa subiu pelos móveis invadiu a cama criou espinhos salpicou folhagens expandiu raízes atraiu insetos polinizou outras janelas Cresceu e cresceu e cresceu.   A florzinha, bonitinha, pequeninha da janela (que reguei) virou,… Continuar lendo Praga

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Mais um ano.

Ri, sorri (fotogenicamente) Chorei (de acordar com duas bolas nos olhos) Quis morrer (e fiz poema, instead) Quis chegar aos cem (como a Maude e a Luísa) Fiz o bem (ou o tentei, sempre) Perdi amigos (que viraram em outras curvas) Dispensei outros (que mostraram não valer o título) Conquistei pessoas (mas me conquistaram em… Continuar lendo Mais um ano.

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Poetas excluídos

Eu que passo pela casa e na porta entreaberta vejo música. Um piano delicado que me olha (me ignora) mas eu rio. E espio e espero pela porta. Não se importa (enquanto escuto deslumbrada). Assustada, chega a dona e tranca a porta! (e me corta.) Vou-me embora muito embora não entenda.   Que mal há… Continuar lendo Poetas excluídos

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Caroço

Hoje acordou com um caroço de manga entalado na garganta. Passaram-se várias horas, e lá estava ainda. Coração bateu mais forte. Muito mais. A mão se enregelou e tremeu e formigou. O choro não tardou a vir. Quando veio, foi um temporal de causar enchente. E o caroço apertou. Seria saudade (de casa)? Ouviu “Goin’… Continuar lendo Caroço

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