Nenhum rosto nas janelas. Na Terra Cinza não se espreita as ruas Não se respira a noite fria Não se mira a lua, não se enxerga estrelas Não se toma cerveja gelada. Falta poesia onde se vê concreto. (23/01/2010)
Categoria: Poemas
Meus, quando a timidez permitir. Ou de outras pessoas, devidamente creditadas.
Poema aos que sentem a dor mais doída
A dor mais doída que há é a da constatação, simples constatação, de que você não vale nada a quem dizia que te amava. (E a dúvida consequente da verdade daquelas palavras.) Dúvida eterna de que a sua vida era um teatro de um ator só e, enquanto você sentia, ele mentia fingia… Continuar lendo Poema aos que sentem a dor mais doída
Ninguém nunca a entende naquela casa (e naquela rua)
Ontem eu estava voltando do jornal quando cruzei com um homem, sentado na calçada, ao lado de uma latinha de cerveja aberta, lendo em voz alta (bem alta) o que pareciam ser fundamentos de matemática avançada. Seu tom de voz tinha aquela afobação dos lunáticos, aquela pressa de quem tem muitos pensamentos complexos na cabeça… Continuar lendo Ninguém nunca a entende naquela casa (e naquela rua)
Equação do amor
(Atendendo ao pedido da Natalie :)) Fico pensando o que é amor. Como se fosse algo definível. Façamos uma equação, uma fórmula: amor é isso mais isso mais isso. E, provavelmente, menos um milhão de aquilos. Amor é mensurável em quilos. Amor é bebido em litros. Amor é vendido em liras. É cantado em versos… Continuar lendo Equação do amor