Desci outro dia as escadas do prédio e meu coração ficou apertado ao vê-lo ali, totalmente abandonado, sobre a caixa de correios, ao lado do portão. Fazia tempo que eu não me lembrava de sua existência. E, ao vê-lo, depois de tantos anos sem pensar a seu respeito, me dei conta do peso da inutilidade… Continuar lendo De essencial a obsoleto
Categoria: Crônicas e Contos
Crônicas e contos que às vezes me arrisco a escrever.
Um laboratório de tipos humanos
De vez em quando gosto de observar a natureza humana. E o melhor laboratório para isso é o trânsito. No trânsito, as pessoas liberam os animais que existem dentro delas. Tem uma porção de burros, de cavalos, de lesmas, de cachorros e outras espécies mais estranhas. Mas também tem as pessoas naturalmente cordiais, gentis, inteligentes… Continuar lendo Um laboratório de tipos humanos
A geração do Adryan e da Ayla
Quando eu estava na escola, os nomes mais comuns nas minhas salas eram Camila, Marina, Natália e Juliana, entre as meninas, e Rafael, Daniel, Thiago e Lucas, entre os meninos. Agora, descubro, bem surpresa, que, entre os mais comuns da nova geração que acaba de nascer estão nomes como Enzo, Nicolas e Heitor, entre os… Continuar lendo A geração do Adryan e da Ayla
“Algo muito grave vai acontecer”
Como prometi no post de ontem, segue um trecho do discurso “Como comecei a escrever”, que Gabriel García Márquez fez em 1970, que contém, dentro de si, um romance inteiro em forma do seguinte conto: Imaginem um povoado muito pequeno, onde existe uma senhora velha que tem dois filhos, um de dezessete e uma filha… Continuar lendo “Algo muito grave vai acontecer”
O homem que enxergava
(Leia antes ESTE post) Ele respirou fundo e desligou o celular. Tinha acabado de ver uma atualização de status de sua ex-namorada: “em um relacionamento sério”. Maldito Facebook. Sua primeira reação foi querer deletar a conta naquela rede social estúpida. Pra que ficar se inteirando da vida de pessoas que deveríamos esquecer que existem? Mas… Continuar lendo O homem que enxergava
De como não sentimos falta daquilo de que não precisamos
Todo santo dia eu ouvia minha colega dizer que tinha parado o carro “depois do orelhão”. Mas que orelhão é esse?, eu perguntava. É tão longe que você nunca deve ter visto ele, ela respondia, rindo, e ia lá buscar o carro. Quando era minha vez de buscar meu carro, algum tempo depois, minha memória… Continuar lendo De como não sentimos falta daquilo de que não precisamos