Texto escrito por José de Souza Castro:
A dengue bateu na minha família. A situação da Cris foi a mais grave e também a que exigiu mais tempo para sarar. Depois que ela escreveu aqui no dia 26 de fevereiro “Dengue: a saga, a desinformação e os sintomas nada óbvios“, ela teve que parar de trabalhar e só há três dias deixou de sentir os sintomas.
Hoje o “Diário do Comércio”, onde ela trabalha no momento, publicou a reportagem “Dengue gera prejuízo de R$ 5,7 bilhões em Minas Gerais“, que se baseia em estudo da Fiemg, a federação das indústrias.
Em todo o país, diz o estudo, o impacto negativo projetado seria de R$ 20,3 bilhões, com reflexos no PIB deste ano.
O Ministério da Saúde prevê 4,2 milhões de casos até dezembro.

O curioso nesse estudo é que ele não sugere medidas para resolver o problema da dengue, pelo menos a médio prazo.
Quem deu algumas sugestões foi o ex-presidente da Fiemg, Stefan Bogdan Salej, que tem um blog, o No Comment. Em seu último artigo, intitulado “Do senhor mosquito“, começa dizendo que, neste período das chuvas, a visita do “ilustre aedes aegypti“, mosquito transmissor da dengue, não é surpresa, pois ocorre todo ano. Se há alguma surpresa, é sobre o número de mortes. “Ninguém sabia que esse mosquito estava se propagando tanto e com tanta rapidez?”, indaga.
E continua:
“Também cabe a pergunta, por que não desenvolvemos ainda a vacina, se somos um dos países mais atingidos por esta doença? A vacina hoje aplicada é importada do Japão, e uma mínima quantidade vem da produção nacional. O país, que há mais de cem anos enfrentou a doença de Chagas, febre amarela e pólio, tem toda a capacidade técnica de produzir vacina [contra a dengue].”

Salej volta a uma proposta que fazia desde os tempos dele à frente da Fiemg: o aproveitamento dos pneus usados, responsáveis em boa parcela dos lugares pela maior propagação do mosquito.
Sugere fazer um programa de reciclagem desses pneus, até estimulando as pessoas a entregarem o pneu velho mediante pagamento de R$ 100. E pneus podem ser reciclados para servir de combustível na indústria cimenteira ou na produção de asfalto.

Outra providência seria cuidar melhor da coleta de lixo e dos lixões. O empresário e cientista político, do qual já escrevi uma biografia disponível para acesso gratuito na biblioteca deste blog, critica:
“A reciclagem de lixo está no Brasil com os mesmos oligopólios das empresas que coletam lixo e algumas cooperativas, atrasados em dezenas de anos. E o resultado está aí, todo ano piorando. Os políticos em Brasília e órgãos do governo responsáveis pelas áreas vivem num mundo próprio, e estão deixando o país ser dominado simplesmente por um mero mosquito.”
Como se vê, existem soluções práticas para dominar a dengue, que assola o país há tantos anos. A produção nacional de vacina, a reciclagem de pneus e a coleta efetiva de lixo são algumas delas. Quem terá coragem de implementá-las?
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