Do berço para a cama: 7 coisas que aprendi sobre este marco na vida do bebê

Foto: Pixabay

Em abril, aconteceu um grande marco aqui em casa: Luiz, então com 1 ano e 4 meses, deixou de dormir no berço e passou a dormir na cama!

Antes de tomar esta decisão (junto ao marido), fiquei em dúvida se era mesmo o momento certo. Dúvida esta que imagino que outras mães também devem ter. Então, como sempre, compartilho aqui o que aprendi com a experiência, torcendo para ser útil a outras pessoas 🙂

#1 Sinais de que pode ser hora de sair do berço

– Luiz ficava tentando escalar as grades. Ainda não tinha conseguido, mas não quis esperar pela primeira queda para tomar a decisão…

– Luiz ficava aflitíssimo na hora de dormir, ou inquieto demais, levantando toda hora em vez de sossegar e dormir. Ele nunca teve problemas para dormir a noite toda [leia mais sobre isso AQUI], mas a hora de colocá-lo para dormir estava ficando cada vez mais longa, e às vezes eu levava até uma hora e meia no processo!

 

#2 Qual cama é a ideal?

– Na minha opinião, a mais baixinha possível, bem perto do chão, porque o bebê ainda vai rolar por um bom tempo até se acostumar com o espaço disponível. No nosso caso, o berço virava cama: apenas tiramos uma das grades do lado e abaixamos mais o estrado, para o nível da cama, e pronto! Uma caminha bem baixinha.

#3 Cuidados para evitar a queda da cama

– Algumas caminhas vêm com grade de proteção e também é possível comprar essa grade avulsa, que se acopla ao próprio colchão. Como é bem baixinha, só para evitar que o bebê role para fora da cama, não deixa o pequeno tão sufocado quanto fica no berço.

– Também é possível remediar em vez de prevenir, ou seja, colocar almofadas ou um colchão no chão, para ele não se machucar caso caia. Mesmo sem machucar, acho que o bebê vai acabar acordando assustado durante a noite, o que gera o problema do sono interrompido.

– Aqui em casa, resolvemos assim: eu abro o sofá-cama que sempre esteve ao lado do berço e que é uns dois centímetros mais alto que o colchão. Assim, além de ele proteger o Luiz, que não cai da caminha, eu ainda tenho um lugarzinho para deitar quando estou colocando o pequeno pra dormir!

#4 Outros cuidados

Já que o bebê agora pode sair da cama quando quiser, é importante se certificar de que o quarto está 100% seguro MESMO. Tomada, remédios, quinas, esses cuidados de sempre. E ele também pode sair andando pelos outros cômodos da casa durante a noite! Então, vale deixar as portas fechadas. Aqui em casa, só ficam abertas as portas do quarto dele e do nosso, então ele pode se levantar e ir até a nossa cama, se quiser, mas não até o banheiro ou a cozinha, por exemplo.

#5 Tem idade mínima ou máxima ideal para fazer a troca?

Máxima não sou eu que vou dizer. Mas mínima eu arrisco dizer que é de 0 anos. Sim, porque, afinal, já é comum em muitas casas a ausência completa de berço desde o nascimento. Nos quartos com decoração montessoriana e tal. Aqui em casa, Luiz dormiu no nosso quarto até os 3 ou 4 meses, numa colchonete dobrada que ficava ao lado da minha cama, pra facilitar a amamentação noturna. O berço tem algumas vantagens, como a segurança depois que a criança começa a rolar, mas não é item obrigatório há tempos. Então, vai depender mesmo de você perceber que a hora é a melhor pro seu filho, seja qual for a idade dele — e pra você.

#6 Valorizar a troca para o bebê

No dia em que decidimos trocar o berço pela cama, deixamos o Luiz no quarto acompanhando tudo bem de perto. A desmontagem da grade, os parafusos sendo guardados, o estrado sendo abaixado para o nível da cama. Tudo foi sendo minuciosamente descrito para ele e a todo momento falávamos: “Que legal! O berço vai virar uma cama! Luiz vai dormir em cama igual o papai e a mamãe!” Quando estava tudo prontinho, falei: “Vai para sua caminha, filho!” e ele correu para ela, subiu sozinho e deitou, todo feliz! Filmei a cena. Temos que mostrar aos nossos filhos como esses marcos são especiais, certo?

#7 Valeu a pena? Era a hora certa mesmo?

Aqui em casa, valeu demais. Desde esse primeiro dia, em que ele ficou encantado com a caminha nova, ele tem dormido muito mais rápido e muito melhor durante toda a noite. Em vez de levar mais de uma hora para colocá-lo para dormir, agora levo poucos minutos. Outra coisa: Luiz nunca aceitou dormir no berço durante o dia, só à noite. De dia, só dormia no carrinho. Agora que tem uma “caminha”, ele aceita e até já chegou a ir sozinho para ela para mostrar que estava com sono. A cama possibilita o bebê subir e descer na hora que bem entender e essa autonomia/independência é muito importante e é valorizada pelo pequeno. Uma coisa engraçada é que, quando estava no berço, ele tinha o hábito de acordar de manhã e ficar nos chamando com barulhinhos, para irmos até o quarto tirá-lo de lá. E, com a cama, ele ainda não percebeu que não precisa fazer isso, que pode simplesmente levantar e ir até o nosso quarto. Quando perceber, vai ser mais um momento inesquecível para guardarmos na memória! 😀

***

Por fim, não chega a ser um aprendizado, mas acho que vale dizer uma obviedade: se não der certo, nada impede de voltar atrás! Às vezes você pode descobrir que seu filho ficava melhor no berço. Vai dar aquele retrabalho chato de montar tudo de novo, mas o mais importante é o que for melhor para toda a família, né? E, como a gente não tem manual de instruções pra isso, muitas vezes temos mesmo que experimentar e quebrar a cabeça. Boa sorte na sua tentativa!

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2 comentários sobre “Do berço para a cama: 7 coisas que aprendi sobre este marco na vida do bebê

  1. Então Kika, mesmo a mim, já sendo avô, é muito prazeroso acompanhar seus artigos sobre o cotidiano do ter e criar filhos. É como se eu lesse, guardando-se as devidas proporções, um dos períodos mais significativos e gratificantes da minha própria história em textos deliciosamente bons.
    Abraços e obrigado por essa generosidade.

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