O IBGE e o pato pateta

Os brasileiros pagam muuuuitos patos. Foto: Lucio Bernardo Jr./ Câmara dos Deputados

Texto escrito por José de Souza Castro:

Na noite de terça-feira, eu assistia à Globo News no noticiário dedicado à economia e observava o esforço dos empregados da família Marinho em anunciar que o pior da crise já havia passado. Faltou combinar com o IBGE, que no dia seguinte saiu-se com esta: “Indústria recua 1,8% e tem pior março desde 2002” – título da notícia divulgada pelo Valor, pertencente ao mesmo grupo da TV Globo.

Abril não vai ser melhor, dado o número de feriados no mês e a greve nacional do dia 28, considerada por muitos como a maior da história. O “dia da bagunça”, como definiu o ex-presidente da Fiemg e atual vice-presidente da Fiesp, Stefan Salej. Escreveu ele, em seu blog:

“Primeiro tivemos o dia da bagunça, chamada greve geral, às vésperas do Primeiro de Maio, dia do trabalho. O protesto de milhões de desempregados, milhões de preocupados com as reformas trabalhista e previdenciária, é mais do que justo e necessário para o andamento democrático do país. Os cidadãos que elegeram esses políticos, cuja maioria representa a corrupção mais imoral que a nossa história registra, estão revoltados e procurando meios de se expressar. Mas o que vimos nessa chamada greve geral foi uma bagunça organizada, uma revolta cheirando mais a desordem do que a protesto legítimo e democrático. Os organizadores cooptaram o sentimento nacional de revolta para promover baderna de forma estrategicamente organizada. E acabaram dando um recado errado ao mundo: queremos desordem independente do que defendemos. E esse tipo de ação, lamentavelmente, leva à reação não só da polícia, que tem que manter a ordem, mas também de cidadãos que querem protestar, mas sem desordem.”

Coitado do pato da Fiesp. Acreditou que, dado o golpe, o Brasil voltaria a ser uma maravilha!

A nova direção do IBGE até tentou contribuir para esse sonho, mudando metodologias de pesquisa, mas a realidade é dura. Continuar lendo

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