O preconceito contra as mães no mercado de trabalho

Nove meses após o nascimento de seu 1° filho, Fernanda Nascimento engravidou de novo e passou a ser afastada de projetos | Foto: Moacyr Lopes Junior / Malagueta

Neste domingo de Dia das Mães, vocês vão ler inúmeras reportagens especiais, em todos os veículos de comunicação do mundo, tentando encontrar um gancho diferente para abordar a efeméride. Vão surgir personagens intrigantes, histórias emocionantes, todo tipo de coisas incríveis (ou meio clichês/óbvias) para se ler sobre a maternidade nos dias de hoje. Minha indicação de leitura é a reportagem feita pela revista “Canguru”, onde trabalho, sobre mulheres que, ainda no século 21, são demitidas apenas por terem se tornado mães. Com casos de fazer corar até os mais machistas, além de dados sobre as contestações no judiciário e entrevista com representante do Ministério Público do Trabalho.

Ser mãe não diminui nenhuma mulher, e jamais pode ser justificativa para deixar de ser promovida no trabalho ou (muito menos) para ser demitida. Aliás, tive grandes chefes ao longo da vida que eram mães (em ordem cronológica: Tacy Arce, Ana Estela de Sousa Pinto, Michele Borges da Costa, Ivana Moreira) e minha própria mãe, Ivona, criou 4 filhos, sempre trabalhando em dois empregos, e ainda fez duas pós-graduações.

Como diz uma das entrevistadas na reportagem da Isabella Grossi, “quando você é mãe, o seu rendimento não cai, pelo contrário. Sua performance melhora, porque você quer entregar tudo mais rápido”. Se eu já não era procrastinadora antes do Luiz, posso dizer que dupliquei meu nível de “bomba atômica” desde que ele nasceu. Enfim, não deixem de ler esta reportagem, queridas mães e pais e pessoas que não têm filhos. Será uma das melhores que vocês vão encontrar neste Dia das Mães. Clique no link abaixo:

Até hoje mulheres ainda são demitidas só porque se tornaram mães

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