‘Sim, Papai Noel existe’: leia a carta escrita há 120 anos e que ainda comove

NOVIDADE NO BLOG: você também pode ouvir este post, além de lê-lo! Pretendo fazer essa experiência em outros posts do blog, por meio da plataforma gratuita Vooozer, mas começo por este, como um teste*. Espero que gostem! 😉

vooozer


 

Virginia O’Hanlon em 1897 | Foto: James Temple / Newseum

Virginia O’Hanlon em 1897 | Foto: James Temple / Newseum

O outono se iniciava em Nova York naquele ano de 1897 quando chegou ao jornal “The Sun” uma carta escrita por uma garotinha de 8 anos, chamada Virginia O’Hanlon, que dizia:

“Caro editor: eu tenho 8 anos de idade. Alguns dos meus amiguinhos dizem que não existe Papai Noel. Meu papai diz: ‘O que o jornal ‘The Sun’ disser é a verdade’. Por favor, diga-me a verdade: existe Papai Noel?”

A resposta foi escrita pelo editor Francis Pharcellus Church e publicada pelo jornal como um editorial, no dia 21 de setembro de 1897. Desde então, tornou-se o editorial mais importante da história do jornalismo mundial, com inúmeras traduções, tendo aparecido em vários livros e filmes e outras publicações ao redor do planeta.

Motivo: foi uma resposta tocante, inteligente e extremamente verdadeira. “Sim, Virginia, o Papai Noel existe.”

Se você já conhece esse texto, vale a pena ler de novo — quem sabe ao lado do seu filhote, desta vez? Se não conhece, que tal conhecer agora? Concordo com o Sun e reafirmo a todas as Virginias da atual geração de baixinhos hiperconectados: eu acredito piamente em Papai Noel! Sim, crianças, ele existe!

CLIQUE AQUI para ler o texto original, guardado no Newseum, o museu das notícias.

Abaixo, a tradução livre que eu fiz:

 

O famoso editorial de Francis P. Church | Coleção do Newseum

O famoso editorial de Francis P. Church | Coleção do Newseum

“VIRGINIA, seus amiguinhos estão errados. Eles foram afetados pelo ceticismo de uma era cética. Eles não acreditam em nada que não possam ver. Se algo não é compreendido por suas pequenas mentes, eles pensam que aquilo não existe. Todas as mentes, Virginia, tanto as de crianças quanto as de adultos, são pequenas. Neste nosso imenso universo, o homem é um mero inseto, uma formiguinha, se comparado com o mundo sem fronteiras que existe ao seu redor, se pensarmos em sua inteligência e capacidade de compreender a verdade e o conhecimento.

Sim, VIRGINIA, Papai Noel existe. Ele existe da mesma forma que o amor, a generosidade e a devoção existem, e você sabe que essas coisas abundam e dão à sua vida maior beleza e alegria. Como seria terrível o mundo se não houvesse Papai Noel. Seria tão terrível quanto se não houvesse VIRGINIAS. Não existiria a fé das crianças, nem poesia ou romance para deixar nossa existência tolerável. Não teríamos nenhuma alegria, nada além do sentido e da visão. A eterna luz com a qual a infância preenche o mundo seria extinta.

Não acreditar em Papai Noel! É como não acreditar em fadas! Você pode pedir ao seu papai para contratar vários homens para vigiar todas as chaminés nas vésperas de Natal para tentarem capturar Papai Noel, mas mesmo que não conseguissem, o que isso provaria? Ninguém pode ver Papai Noel, mas isso não significa que ele não existe. As coisas mais reais no mundo são aquelas que nem crianças nem adultos conseguem ver. Alguma vez você já viu fadinhas dançando no gramado? Claro que não, mas isso não prova que elas não estejam lá. Ninguém pode imaginar todas as maravilhas invisíveis e impossíveis de se ver no mundo.

Você pode quebrar o chocalho de um bebê e ver o que faz o barulho dentro dele, mas existe um véu cobrindo o mundo do invisível que nem o mais forte dos homens, nem mesmo a união das forças de todos os homens mais fortes que jamais existiram, é capaz de romper. Somente a fé, a fantasia, a poesia, o amor, o romance podem abrir essa cortina e vislumbrar a beleza e a glória que estão do outro lado. E tudo isso é verdade? Ah, VIRGINIA, em todo esse mundo não existe nada mais verdadeiro.

Não existir Papai Noel! Grandes a Deus ele existe, e existe para sempre! Daqui a mil anos, Virginia, não, daqui a dez mil anos, ele continuará alegrando o coração das crianças.”

 

Dito isso tudo:

FELIZ NATAL, QUERIDOS LEITORES! 😀

 


* Estou testando a plataforma Vooozer e achei bem bacana a experiência de escutar um texto escrito por mim, narrado na voz de outra pessoa. Na verdade, achei muito emocionante especialmente a voz do narrador que interpreta o editorialista. Ele não apenas leu: dublou o texto. Com toda a emoção, com as entonações certas. Enfim, como primeira experiência, eu recomendo! E você, caro leitor, curtiu? Vou testar em outros posts no futuro (quem sabe até usando minha tenebrosa voz?) na expectativa de que essas narrações em áudio agreguem ainda mais ao blog, inclusive em termos de acessibilidade. E palmas para as novidades! 😀

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