As 25 propostas para tirar o Brasil da crise

Charge do Duke!

Charge do Duke!

 

Texto escrito por José de Souza Castro:

 

No artigo anterior, posso ter transmitido ao leitor desesperança sobre o futuro do Brasil dominado, como se encontra, pelas finanças locais e internacionais, e tendo à frente um governo ilegítimo e um Legislativo e um Judiciário que vão perdendo o respeito da população, à exceção talvez dos mais afortunados e dos que pensam lucrar com o caos.

Os erros da equipe econômica do governo Temer, por sinal, não são percebidos apenas pelos economistas e filósofos de esquerda, como demonstra hoje, na “Folha de S.Paulo”, o colunista Clóvis Rossi, que cita o economista-chefe do Banco Mundial, Paulo Romer, que foi professor da New York University “e não pode ser acusado de ter pertencido à equipe econômica de Dilma Rousseff ou de militar no PSOL”.

Romer é autor de um trabalho, “O problema da macroeconomia”, que expõe, mais uma vez, o que já sabíamos – que economia não é ciência. Mesmo se fosse, estaria sujeita a erros humanos. Pior: os macroeconomistas transformaram-se em uma seita, diz Romer, que manifesta desinteresse por ideias, opiniões e o trabalho de especialistas que não são parte do grupo.

Essa crítica do economista-chefe do Banco Mundial, publicada há três meses, encontra apoios até entre liberais nos Estados Unidos, mas até agora parece ter caído no vazio no Brasil. Um colunista do “Financial Times”, Wolfgang Munchau, propôs tirar a política fiscal do piloto automático “e começar a fazer uma distinção entre interesses do setor financeiro e da economia em geral”.

AQUI se lê, em artigo do jornalista Luis Nassif, que há alternativa razoável à política econômica adotada pelo governo Temer.

A liderança da oposição no Senado analisa um estudo que, pela primeira vez, segundo Nassif, “traça um diagnóstico realista da crise e das medidas para impedir o aprofundamento da recessão”. O estudo demonstra a influência de ideologia nas formulações econômicas que estão a aprofundar a recessão. “Nenhum dos instrumentos óbvios para superar a crise é acenado pela equipe econômica, porque afronta a ideologia a que ela está atrelada”, diz.

O estudo em análise, propõe, em resumo, o seguinte: Continuar lendo

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