Um domingo cultural em Beagá

Nos últimos anos, Belo Horizonte definitivamente virou um polo cultural muito bacana. Há festivais enormes, com trocentas atrações, todos os fins de semana. E o melhor é que boa parte das melhores programações é gratuita.

Nos últimos quatro fins de semana, neste mês de setembro, houve pelo menos oito festivais de grande estrutura e com programação para todas as idades (incluindo crianças). Desses, sete eram totalmente gratuitos. Por exemplo, o Noturno nos Museus, a festa de 70 anos do Sesc no Parque Municipal, o Descontorno Cultural, o Domingo no Campus.

Isso sem falar nos trocentos eventos de menor porte que acontecem todos os dias na cidade.

Nossos parques, teatros, casas de show e espaços culturais fervilham. E não é preciso enfiar a mão no bolso para se divertir.

No último domingo, por exemplo, passamos quatro horas passeando pela região da Praça da Liberdade: marido, bebê e eu. Começamos a programação no meio da tarde no CCBB, onde vimos — de graça — a exposição “Mondrian e o Movimento Stijl“. Mesmo sendo o penúltimo dia em cartaz, as filas estavam relativamente curtas, a organização do lugar era ótima e deu para aproveitar muito em cada sala. Aliás, é importante destacar o capricho do pessoal do CCBB, que deixou todo o ambiente com cara de Mondrian — das portas e janelas ao espelho nos banheiros.

De lá, passamos pela praça propriamente dita, onde havia pessoas se divertindo de todas as formas — namorando, dançando capoeira, correndo com o cachorro, passeando com carrinho de bebê, fazendo exercícios físicos etc. Tudo de graça, com aquela natureza exuberante. Na hora em que passamos por lá, o sol estava baixo e tudo estava com aquela luz alaranjada tão bonita de fim de tarde. As fotos não precisaram de qualquer filtro:

Veja as fotos maiores no Instagram do blog: https://www.instagram.com/blogdakikacastro

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Terminamos o dia no Festival Fartura, que tinha ingressos a R$ 15. Lá dentro, desembolsava-se um valor um pouco maior para comer as delícias de restaurantes do Brasil inteiro (tipo R$ 18 por quatro “quibes do sertão” ou R$ 16 por seis croquetes de linguiça) ou tomar uma cerveja (R$ 10, se não me engano). Mas mesmo que você não quisesse gastar nada, ainda podia ouvir uma música de muita qualidade, como as apresentações que ouvi: a banda argentina Sonora Marta La Reina (degustação AQUI) e o feríssima Gustavo Andrade, que sempre tocou blues da melhor qualidade aqui em BH, desde os tempos da Hot Spot Blues Band. Sem falar no set list do Clube do LP, entre os shows.

Voltamos para casa exultantes. Família reunida, alegre, depois de um passeio todo feito a pé, com direito a arte, verde, música e gastronomia. E sem desembolsar quase nada no percurso.

Continue assim, Beagá! 😀

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