Jogo eleitoral com propostas genéricas

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Já estamos todos devidamente no clima das eleições municipais, né? É bom estarmos, porque o primeiro turno já é neste domingo. Em meu primeiro post sobre o assunto, coloquei dicas para alguns sites onde é possível coletar informações sobre os candidatos. A começar pelo site do TSE, onde estão registrados os planos de governo dos 11 candidatos à Prefeitura de BH.

Está com preguiça de ler todo aquele blablablá? Recomendo mais um link: o jogo eleitoral que foi formulado pelo portal “G1”.

Brinquei com esse jogo no último fim de semana. Sabe o que descobri? Que as propostas dos 11 candidatos são praticamente IDÊNTICAS, independente de o cara ser de extrema-direita ou extrema-esquerda, de ser governista ou da oposição.

“Que medida irá tomar para melhorar o ensino na educação infantil da cidade?”, começa o jogo. Quase todos responderam algo como ampliar vagas nas UMEIs, ou expandir vagas na UMEIs, ou, se mais ousado, “universalizar” essas vagas.

“Qual é sua principal proposta para melhorar o sistema de ônibus na cidade?” E lá vai a maioria falando em incrementar o Move.

Tudo segue na mesma toada quando o assunto é metrô, ocupação de sem-teto, morador de rua, turismo, Pampulha, crack e inundações na época de chuvas. Além de as propostas serem muito parecidas, 90% delas são genéricas demais, mais preocupadas em apresentar frases de efeito do que soluções concretas e práticas para a cidade.

Sabe qual foi o resultado do meu jogo? Empate! Isso mesmo, consegui a proeza de votar, às cegas, praticamente uma resposta de cada candidato. É que fui procurando a resposta que apresentava uma solução mais prática em cada caso, e aí imagino que eu tenha votado no único campo de conhecimento que cada candidato realmente possui. Se fosse tomar minha decisão com base no jogo (ou seja, nos programas de governo de cada candidato), eu teria que anular meu voto.

Claro que a gente coloca outras coisas na balança ao decidir por um candidato. Eu considero, por exemplo, o nome do vice, a composição da chapa, o grupo político que aquele nome representa, o histórico de vida daquele candidato, se ele ou o grupo dele já ocupou o poder e como foi esse desempenho, dentre vários outros fatores. As promessas, infelizmente, não estão no topo dos meus pré-requisitos, porque, como bem demonstra esse joguinho do G1, elas são, em geral, vazias e genéricas. É como se o cara tivesse copiado e colado uma resposta de um candidato de outro país, ou de outra década – e acaba valendo.

E você: que critérios usa para escolher seu candidato? As propostas do seu candidato refletem seu ideal? Ao escolher as propostas no jogo do G1 você se surpreendeu com o candidato que é autor da maioria delas? Comente aí 😉

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2 comentários sobre “Jogo eleitoral com propostas genéricas

  1. Tento escolher o candidato que possuem uma ideologia que vai de encontro com a minha. As proposta eu relevo, nenhum cumpre rs. Mas esse tipo de escolha me fez votar no cristovam buarque (arrependido? Sim). Alias Kika mais um ponto contra o novo governo federal, na estacao central do metro tem uma biblioteca que pode fechar devido a cortes no orcamento.

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