Farmácia Popular caminha para o fim no governo Temer

Foto: João Paulo Chagas / Wikipedia

Quando Michel Temer assumiu a presidência do Brasil, sem ter sido eleito para isso, o remédio contra o colesterol Sinvastatina era vendido nas farmácias conveniadas ao programa Farmácia Popular a R$ 1. Um ano depois, o mesmo remédio é encontrado nas mesmas drogarias por R$ 8. Um aumento de 700% no preço. Isso não é inflação, é política de governo. Que afeta, principalmente, os mais pobres e os mais idosos.

(Lembrando que, atualmente, cerca de 40% dos brasileiros têm colesterol alto e aproximadamente 17 milhões de pessoas morrem em todo o mundo devido às doenças do coração, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No país, são cerca de 300 mil mortes por ano em decorrência de infartos e derrames. Por mês, 10 milhões de pessoas, em sua maioria com mais de 60 anos, são atendidas pelo Farmácia Popular.)

O remédio contra colesterol alto é apenas um dos fornecidos pelo programa Farmácia Popular. Há ainda remédios contra hipertensão arterial, diabetes, asma, glaucoma, doença de Parkinson, rinite, osteoporose, dentre outros.

Não sei dizer qual foi o aumento dos preços dos outros remédios, teria que ser feita uma pesquisa entre os usuários ou os estabelecimentos. Mas o aumento do remédio contra colesterol é um indicativo do que deve ter acontecido aos demais.

No início deste ano, o governo anunciou fechamento de quase 400 unidades próprias do Farmácia Popular. Restaram apenas as farmácias conveniadas.

Agora, no dia 11 de maio, o Brasil 247 informou ter tido acesso a um documento oficializando o encerramento de repasses para o programa. Nenhum outro veículo de comunicação do país repercutiu a notícia. Procurei a assessoria de imprensa do Ministério da Saúde para esclarecer a questão na segunda-feira (15) e ainda aguardo resposta.

Seja ou não verdade esta notícia bombástica do Brasil 247, todas as outras ações citadas anteriormente mostram um fato: o programa Farmácia Popular não é prioridade deste governo e está caminhando para o fim. Pobres velhos doentes e pobres deste Brasil que se tornou uma fábrica de más notícias!


Atualização às 10h30: Não sou só eu que estou preocupada com o fim do Farmácia Popular. Li agora, no site da Câmara dos Deputados, que hoje será criada uma Frente Parlamentar em Defesa do Farmácia Popular. O evento, às 18h, terá transmissão ao vivo. Diz o texto: “Segundo os farmacêuticos brasileiros, o programa “Farmácia Popular do Brasil” vem passando por inúmeras dificuldades, sendo inclusive ameaçado de exclusão das políticas públicas do Governo federal.”

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Jogo eleitoral com propostas genéricas

jogoeleitoral

Já estamos todos devidamente no clima das eleições municipais, né? É bom estarmos, porque o primeiro turno já é neste domingo. Em meu primeiro post sobre o assunto, coloquei dicas para alguns sites onde é possível coletar informações sobre os candidatos. A começar pelo site do TSE, onde estão registrados os planos de governo dos 11 candidatos à Prefeitura de BH.

Está com preguiça de ler todo aquele blablablá? Recomendo mais um link: o jogo eleitoral que foi formulado pelo portal “G1”.

Brinquei com esse jogo no último fim de semana. Sabe o que descobri? Que as propostas dos 11 candidatos são praticamente IDÊNTICAS, independente de o cara ser de extrema-direita ou extrema-esquerda, de ser governista ou da oposição.

“Que medida irá tomar para melhorar o ensino na educação infantil da cidade?”, começa o jogo. Quase todos responderam algo como ampliar vagas nas UMEIs, ou expandir vagas na UMEIs, ou, se mais ousado, “universalizar” essas vagas.

“Qual é sua principal proposta para melhorar o sistema de ônibus na cidade?” E lá vai a maioria falando em incrementar o Move.

Tudo segue na mesma toada quando o assunto é metrô, ocupação de sem-teto, morador de rua, turismo, Pampulha, crack e inundações na época de chuvas. Além de as propostas serem muito parecidas, 90% delas são genéricas demais, mais preocupadas em apresentar frases de efeito do que soluções concretas e práticas para a cidade.

Sabe qual foi o resultado do meu jogo? Empate! Isso mesmo, consegui a proeza de votar, às cegas, praticamente uma resposta de cada candidato. É que fui procurando a resposta que apresentava uma solução mais prática em cada caso, e aí imagino que eu tenha votado no único campo de conhecimento que cada candidato realmente possui. Se fosse tomar minha decisão com base no jogo (ou seja, nos programas de governo de cada candidato), eu teria que anular meu voto.

Claro que a gente coloca outras coisas na balança ao decidir por um candidato. Eu considero, por exemplo, o nome do vice, a composição da chapa, o grupo político que aquele nome representa, o histórico de vida daquele candidato, se ele ou o grupo dele já ocupou o poder e como foi esse desempenho, dentre vários outros fatores. As promessas, infelizmente, não estão no topo dos meus pré-requisitos, porque, como bem demonstra esse joguinho do G1, elas são, em geral, vazias e genéricas. É como se o cara tivesse copiado e colado uma resposta de um candidato de outro país, ou de outra década – e acaba valendo.

E você: que critérios usa para escolher seu candidato? As propostas do seu candidato refletem seu ideal? Ao escolher as propostas no jogo do G1 você se surpreendeu com o candidato que é autor da maioria delas? Comente aí 😉

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