Um thriller moderno de antigamente

Para ver no cinema: MILLENIUM – OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES (The Girl With the Dragon Tattoo)

Nota 9

Fui ao cinema para ver “Millenium” depois de receber trocentas recomendações positivas.

Mas eu não sabia nem do que se tratava o filme, nem se era a primeira parte da trilogia, nem qual era o enredo ou mesmo o gênero. Nem sabia que era um remake de outro feito apenas dois anos antes. Ou que era do David Fincher (dos ótimos A Rede Social, O Curioso caso de Benjamin Button, Zodíaco, Clube da Luta, Seven etc).

Fui desarmada.

E saí do cinema eletrizada pela trama cheia de mistério, suspense e cenas fortes interpretadas por atores impecáveis, mesmo os figurantes.

O diferencial é, sem dúvida, Rooney Mara, que faz a punk transtornada e meio maluca, que parece capaz de fazer qualquer coisa, depois de já ter passado por tanta coisa.

Não é à toa que concorreu ao Oscar ao lado de pesos-pesados como Meryl Streep, Glenn Close e Viola Davis.

Não quero tirar de vocês a beleza que é ir ao cinema sem saber nadinha de um filme e se surpreender com ele. Mas adianto por aqui que trata-se de um filme com todos os quesitos das velhas histórias de detetive: um jornalista atrás de pistas sobre um assassinato antigo, uma ilha cercada de personagens macabros, onde todos parecem inimigos etc.

Como adoro isso!

E o roteiro é bem amarradinho, não deixa pontas soltas. Dá vontade, obviamente, de ver todas as sequências que vierem depois.

Assista ao trailer oficial de ‘Millennium: Os Homens Que Não Amavam As Mulheres’: 

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Por Cristina Moreno de Castro (kikacastro)

Mineira de Beagá, escritora, jornalista (passagem por Folha de S.Paulo, g1, TV Globo, O Tempo etc), blogueira há mais de 20 anos, amante dos livros, cinéfila, blueseira, atleticana, politizada, otimista, aprendendo desde 2015 a ser a melhor mãe do mundo para o Luiz. Autora dos livros A Vaga é Sua (Publifolha, 2010) e (Con)vivências (edição de autor, 2025). Antirracista e antifascista.

8 comments

  1. Confesso, Cris: sou órfão do Stieg Larsson. O cara era genial. Como jornalista não sei, mas como escritor foi brilhante. Tenho a trilogia, há algum tempo, com (digamos) orgulho. É uma pena que ele não pode conferir o sucesso que as obras dele desencadearam. Tem uma centena de bocós que não gostam dele. Enfim.

    Mas, vamos ao filme. David Fincher é cabeça, genial, grande diretor, mas não gostei tanto da adaptação dele, embora tenham cenas que são fabulosas. Entretanto, a montagem (e os cortes), na qual ganharam o Oscar por isso, não ficou legal. Sem contar que eles fizeram umas mudanças inúteis. A interpretação do Daniel Craig ficou legal, interessante, assim como da Rooney Mara. Mas… prefiro a versão sueca. A direção, os atores, a montagem etc. etc. ficaram bem superiores, fiéis ao livro do Larsson.

    A diferença entra a versão hollywoodiana para a sueca é, sem dúvida, o investimento. E, claro, digamos, o prestígio do Fincher, do Craig e da Mara. Isso dá um upgrade em qualquer obra cinematográfica. Não foi a toa que com essas características o filme ganhou proporções gigantescas. Já o sueco – que já rodou os três filmes e que, por sinal, são difíceis de encontrar (só assisti o primeiro) – coitado… está no limbo. Hollywood é como o Google: se não está lá, ou se não foi divulgado por lá, é porque não existe, ou reconhecido.

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      1. Achei a fotografia, a edição, o som e entre outros fatores bem melhores, além da brilhante atuação da Noomi Rapace no papel de Lisbeth Salander. Excelente. Era ela quem deveria concorrer ao Oscar, não a agora pop Rooney Mara. Tudo bem, a garota é nova etc., mas não deu química com a Lisbeth que o Stieg Larsson criou. A personagem, que tem um peso enorme na trama, tem atitude etc, características essas que a Noomi captou muio bem. A Mara ficou, digamos, superficial.

        E a versão sueca é fiel ao livro, apesar de ter cortado sutilmente algumas coisas, assim como todo bom filme baseado em livros. Dá para passar de série, hehehe. Também ela é bem mais pesada, tem cenas mais sensuais e mais violentas também… algo que foi bem explorado pelo Larsson. E, claro, explicou melhor como Lisbeth ficou rebelde etc., além da moral da história ter sido mais detalhada, que não é só o desaparecimento da Harriet Vanger. Tem um contexto maior por trás.

        Sem contar o final da versão do Fincher, que forçou a barra ao mudar o desfecho da primeira obra do Larsson. Ele meio que tentou tornar a protagonista em uma pessoa “normal”. Atitudes hollywoodianas.

        Portanto, o filme até que é parecido, mas inferior ao original. A proporção de diferença entre o sueco e o americano é a grana, o “currículo glamoroso” dos atores etc. O original, que teve distribuição internacional, chegou ao País e não teve repercussão. Infelizmente. É como eu lhe disse sobre a semelhança entre os filmes de Hollywood e o Google.

        Veja se encontra a versão sueca nas Lojas Americanas. Vale a pena e é baratinho. Uma amiga minha comprou por R$ 19. Ou melhor, leia primeiro o livro (é os da capa preta e da Companhia das Letras) e depois assista a versão do Niels Arden Oplev.

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      2. Ela ficou bem bacana, mas a Noomi estava indiscutível. Great! Também sou que nem você em relação a ver dois filmes com a mesma trama. Relutei para ver a versão do Fincher, mas acabei indo. Minha curiosidade e ansiedade são Freud’s. E a grande e boa notícia do dia aqui no blog: a Laura tem o DVD do filme sueco e lhe propôs (e você aceitou) emprestar. Ô, ô, ô! Supimpa demais. 😀

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  2. Eu só vi o sueco!! E tenho ele, se quiser depois, Cris.. Não sei se o hollywoodiano é melhor, mas o sueco é sensacional!

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