A felicidade na esquina

happiness

Pra que tanto trabalho, tanto dinheiro, tanto consumo, se a felicidade está logo ali na esquina? E está mesmo, é só não nos distrairmos no caminho, nos perdendo em labirintos de enganações.

Viver é simples, afinal de contas.

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As duas faces do Natal (qual é a sua favorita?)

Todo mundo condena o Natal pelo excesso de consumismo etc e tals.

É verdade, consome-se bem mais nesta época do ano: gasta-se com presentes, com comilança, e, como é de praxe, só gasta quem pode, os pobres ficam no desejo.

Por isso Papai Noel é visto como o rei do capitalismo, com sua roupa vermelha à moda da Coca-Cola e tudo o mais. Nada a ver com a origem cristã da festa, com o dia do Sol etc.

Ok, mas não é só isso.

Porque no Natal as pessoas não só gastam mais para si próprias e para seus queridos, mas também se tornam mais generosas, doam mais aos menos favorecidos, abrem os bolsos para as caixinhas de fim de ano dos funcionários da padaria da esquina, adotam crianças pelo sistema dos Correios, esvaziam as roupas não usadas das gavetas, até os bancos fazem mutirões para minimizar dívidas etc.

Não é só pelas luzinhas dispendiosas da cidade que sentimos um clima diferente no ar, às vésperas do Natal. Mas por essa bonança generalizada, pelo aumento da solidariedade, pela suspensão de certas mesquinharias corriqueiras.

E isso é palpável. Claro que não se aplica a todos, infelizmente, mas a muitas pessoas. O que já faz a diferença.

Em que outra época, por exemplo, eu veria um rapazinho de 24 anos, de Belo Horizonte, se juntando a um frei do Vale do Jequitinhonha — uma das regiões mais pobres do Brasil, encravada na minha linda Minas Gerais –, utilizando da tecnologia de um site bem bacana para tentar angariar R$ 2.000 (vejam bem, não é uma fortuna que possa ser ambicionada por algum corrupto filho da mãe. Na verdade, é pouco mais de 10% do salário que os vereadores de Belo Horizonte querem se dar de presente de Natal, e que o prefeito Marcio Lacerda deve autorizar, com o silêncio conivente da população, que nunca foi de protestar e não vai fazer isso agora)?

Com R$ 2.000, os dois pretendem comprar presentes e comidas gostosas para as crianças do Vale. E o dinheiro, mesmo sem ser uma fortuna, já garante uma festazinha legal.

Até a hora em que escrevo este post, as pessoas já doaram R$ 560, ou 28% do objetivo final.

Temos até sexta-feira para ajudá-los nesta empreitada. O pagamento pode ser feito por cartão de crédito, boleto ou transferência bancária, pelo sistema Pagamento Seguro, que é de confiança. Tomará 5 minutos do seu dia e alguns tostões da sua conta bancária, a depender do seu humor do momento. Então, VÁ EM FRENTE e manifeste seu espírito natalino 😉

(E passe adiante a ideia, plis)

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