Mais janelas, mundo afora

Depois de ver meu post da última quarta, o professor Ricardo Faria me mandou por emails as fotos que ele fez de várias janelas, de várias cidades lindas.

Vejam só que beleza:

Trancoso (Todas as fotos: Ricardo Faria)

Amsterdã

Brumadinho

Caraça

Caraça 2

Congonhas

Diamantina

Floripa

Fortaleza

Frankfurt

João Pessoa

Londres

Mariana

Ouro Preto

Ouro Preto 2

Ouro Preto 3

Ouro Preto 4

Ouro Preto 5

Ouro Preto 6

Rhienfall

Tiradentes

Veneza

As janelas mineiras eu conheço bem, mas um dia ainda espero conhecer todas essas outras janelas que ele viu por aí 🙂

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Os prós e contras de viajar de busão e avião

A cada ano as companhias de ônibus perdem mais passageiros e as rodoviárias se esvaziam mais. Por outro lado, o caos aéreo nos aeroportos, especialmente em Congonhas e Cumbica, não precisa mais de feriadão e data especial para acontecer. Não existem mais vôos sem atrasos.

A conta me parece, portanto, muito simples. Temos que incentivar a viagem de ônibus em distâncias não tão longas, de até oito horas. Como de São Paulo para Beagá e vice-versa.

Vou levantar essa bandeira com o mesmo vigor didático com que explico aos paulistanos que aquele queijo frescal sem gosto que eles chamam de “queijo minas” NÃO é queijo minas (o que será assunto de um post algum dia).

Então vamos lá:

VIAGEM DE AVIÃO

Para chegar a Congonhas, é preciso pegar o metrô até o São Judas e depois um táxi até lá, ou pegar um carro pela 23 de Maio, que invariavelmente está engarrafada. De forma otimista e sem trânsito pesado, gasta-se meia hora da região central.

É preciso chegar com 40 minutos de antecedência para embarcar , ou mais, se você não tiver feito check-in pela internet ou se precisar despachar bagagem. Vamos colocar 50 minutos.

Até no dia em que embarquei na hora certa pela primeira vez na vida (anteontem), houve um atraso de 45 minutos para decolar. Ou seja, não existem mais vôos sem atraso.

A viagem leva uma hora.

Mais dez a 15 minutos de espera pelo ônibus que me leva, em uma hora, até o centro de Beagá.

Mais um táxi de dez minutos até em casa.

Resultado: metrô – táxi – avião – ônibus – táxi e tempo mínimo de 4h30*.

Se a saída é de Guarulhos, o cálculo aumenta para mínimo de cinco horas e o trajeto passa a ser: metrô – ônibus – avião – ônibus – táxi. Você não pára, fica circulando de um lado pro outro, cansa mais, não consegue dormir, porque tem que interromper a toda hora o sono para mudar de embarcação.

Se está chovendo, o aeroporto de Confins fecha. Já aconteceu comigo de ter que esperar até o vôo das 15h para embarcar, quando originalmente eu tinha que ter saído às 8h. E já aconteceu de eu embarcar, Confins estar fechado, seguir para Brasília, esperar um tempão lá, voltar, Confins continuar fechado, ficar dando voltas no ar e finalmente pousar. Tempo total nesse dia: nove horas (guardem isso para comparações em breve!).

Não bastasse o tempo e a amolação de mudar de veículo a toda hora:

  • a passagem de avião costuma ser mais cara. Os preços promocionais são sempre em horários impossíveis, você nunca encontra vôo de R$ 80 numa sexta à noite ou sábado de manhã.
  • a poltrona é mais apertada e desconfortável e sempre há uma ou duas pessoas do seu lado.
  • se você tem sinusite ou outro problema do tipo, a descida é um tormento, porque dói, literalmente.
  • se tem que pegar mala, a espera na esteira é lentíssima.
  • corre-se o risco de overbooking, cancelamentos e escalas não avisadas na hora da compra da passagem.
  • se você consegue um vôo num horário bom o suficiente pra aproveitar o fim de semana é sinal de que ou vai dormir às 2h de sábado, exausta, ou vai ter que madrugar às 5h de sábado para ter a ilusão de que vai embarcar no vôo das 7h (que sempre sai às 8h).
  • se o atraso supera o razoável e te dá fome, um pão de queijo de aeroporto custa R$ 5 e não há lugar para sentar. Deita-se no chão, vigiando as malas.

Você jura que nunca mais vai pôr os pés ali e pensa se realmente vale a pena seguir seu direito constitucional de ir e vir.

VIAGEM DE BUSÃO

Para chegar à rodoviária Tietê da região central, gasta-se exatos 25 minutos, de metrô, com duas baldeações. Você pára lá dentro e nada te impede de chegar cinco minutos antes da hora do embarque, porque sua passagem já está comprada, com assento reservado, então não há espera.

Caso não tenha comprado, pode ir a qualquer guichê que nunca me aconteceu de não ter assento à venda, mesmo em alta temporada (porque eles aumentam o número de ônibus).

O tempo de embarque leva, no máximo, com atrasos de feriadão de Carnaval, dez minutos. Na normalidade, não há atrasos.

A viagem leva oito horas, mas você está num só veículo, então pode tentar pegar no sono e, com sorte, dormir. Sem sorte, cochilar ou amolecer o corpo. E sempre há os que apelam para o Dramin, que é eficaz. Então, você pode partir à meia-noite, ter sua noite de sono normal e, sem perceber, chegar ao destino de manhã!

Da rodoviária de Beagá à sua casa, mais dez minutos de carro.

Resultado: apenas metrô – ônibus – carro, num tempo máximo de 8h35. De três a quatro horas a mais do que um avião sem imprevistos (mas mais confortável), e menos horas do que um avião com imprevistos (ainda mais confortável)!

Além disso:

  • você pode viajar na chuva.
  • fora da alta temporada, você vai viajar com a poltrona do lado vazia, e poderá se esticar.
  • você pode inclinar bastante o banco, que é confortável.
  • você sempre vai pagar na faixa dos R$ 85, independente do horário ou da época do ano, com reajustes tabelados e esporádicos (o que os torna justos).
  • sua viagem não será cancelada, mesmo que haja três passageiros no ônibus.
  • assim que você sai do ônibus, um funcionário da companhia abre o porta-malas e retira as malas na sua frente, você não tem que ficar 15 anos esperando na esteira.
  • e o pão de queijo da rodoviária de Beagá custa R$ 1,50 e é um delícia.

P.S. Escrevi este post com base nas minhas experiências. Pode ser que as de outras pessoas tenham sido mais traumáticas de ônibus que de avião, mas falo com alguma “autoridade” de quem mora fora da terra natal há três anos e viaja todo mês.

P.S. 2. Se houver quatro pessoas para rachar combustível e alguém que adore dirigir, como eu, a viagem de carro ainda pode ser uma boa opção.

* Na primeira vez que fiz o cálculo, esqueci de contar a uma hora de viagem de Confins a BH, de ônibus. Portanto, a correção tornou este post ainda mais favorável aos ônibus! 😉